A fuga da herdeira
9 Salvadora
Notas iniciais
Estava me folheando o diário de Cora na esperança de encontrar um feitiço que me deixasse invisível. Pela minha vida eu precisava achar. Meus pais sempre me falaram que ter esses poderes seria perigoso, mas nunca levei tão a sério. Eu tinha medo, mas não tanto, agora mais do que nunca eu precisava achar uma maneira de me livrar deles.
— Swan! — gancho entrou no escritório fazendo muito barulho — Os meninos perdidos já estão a caminho. Consegui ver pela luneta.
— Ótimo — fecho o livro descarregando toda minha frustração nele — Talvez eu deva me entregar então.
Deslizo na cadeira me sentindo chateada demais para tentar achar algum feitiço que me ajudasse.
— Você esta está louca? — ele praticamente gritou. Seus olhos azuis estavam arregalados mostrando o quão surpresos estava — Vai desistir assim? — pergunta indignado.
— Não tem como me esconder — Falo dando de ombros. Nunca me senti tão derrotada. Parecia que a luz no fim do túnel não existia.
— Você precisa nos esconder Swan! — ele se aproxima da mesa e me olha de maneira desesperada.
— Como assim? — pergunto o encarando de maneira desconfiada — Nós? — Arqueio a sobrancelha. Como assim nós? Que eu saiba é a mim que querem matar.
— Eu disse nós? — ele contraria e sua expressão fica confusa — Não estou me ouvindo.
Ele ri com o nervosismo.
— Pois eu estou ouvindo muito bem — me levanto da cadeira e cruzo os braços enquanto me levanto da cadeira e me aproximo dele — O que está me escondendo? Pergunto.
— Não lhe devo satisfações — ele se virou para sair, mas rapidamente eu fechei a porta com a minha magia.
Confesso, eu estava gostando de usar magia.
— Pois quando se trata de mim, você me deve — Falo me aproximando — Me fala a verdade agora, ou eu vou usar o feitiço da verdade em você. Você escolhe.
Me sentia a própria rainha má.
Ele me olha de maneira espantada, seus olhos azuis estavam completamente arregalados, e eu podia enxergar medo neles.
— Como..
— O livro de Cora é bem útil — O interrompo — E sou boa pra decorar as coisas — sorrio de lado.
— Nele também se ensina a ameaçar? — pergunta com ironia.
— Então? Vai ser do jeito fácil ou do difícil? — pergunto me aproximando cada vez mais. Eu estava gostando dos papéis estarem invertidos, eu o esta a intimidado ao invés de ele me intimidar — Escolha Capitão.
— Eu vou contar a verdade — responde e eu sinto meu sopro relaxar.
Finalmente. Respostas.
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— Então depois de cair no portal, você recebeu uma proposta? — repito o que ele havia me contado.
— Te entregar pra ele, ou ele vinha busca-la — ele diz encostado na parede. Sua expressão era confusa, ele se sentia como se tivesse fracassado em uma missão importante — E veio.
Me jogo na cadeira, me sentindo tonta e completamente confusa. Eu estava sendo procurada por ele desde pequena.
— Não tive coragem de lhe entregar — ele se aproxima de mim — E minutos depois que Pan fez a proposta, decidi que devia lhe deixar em segurança no seu reino. Lá você é protegida por um escudo invisível que seus pais pediram pra Rumple colocar. Mas ele descobriu e nos trouxe pra cá — fala entre os dentes.
Ele estava com os punhos fechados para controlar a raiva.
— Ele é muito esperto! — grita revoltado
Agora entendo porque meus pais nunca ne deixaram sair da floresta encantada, nem mesmo em bailes no qual eles não poderiam faltar de jeito nenhum. "É pro seu bem minha filha" consigo ouvir a voz da minha mãe dizendo, mas a desculpa era porque ela tinha medo que eu morresse em Alto mar, como o vovô, mas nem sequer o conheci, pra mim esse medo dela era irracional. Pensar nela agora me deu um aperto no peito. Queria estar ao lado dela agora, queria ouvir as histórias que eu considerava chatas, e ouvi-la brigar comigo e com papai por estamos duelando com espadas de verdade pelo Palácio. Sinto falta dela. Sinto falta de casa.
— Porque Rumple ajudou tanto meus pais? O que ele ganhava com isso? — pergunto intrigada depois de de ligar meus pensamentos.
— Não sei Swan — ele responde mais confuso que eu — É realmente uma coisa estranha — comenta com o semblante pensativo — Posso dizer que com certeza foi em troca de algo, e algo muito valioso. Rumple só age por meio de acordos. Ah não ser que seja algo que interesse ele.
— O que poderia interessar ele? — pergunto curiosa — Mas... — resolvo mudar de assunto — Porque ia me levar de volta? Se você corre perigo.
Ele me olha surpreso, como se tivesse sido encurralado.
— Por que...
Ele parece procurar uma resposta.
— Eu... eu... não queria que acontecesse nada de ruim com você — mente — Eu disse antes, sou humano antes de ser pirata.
— Não foi só isso — digo me aproximando — Você se importa comigo não é? — pergunto perto o bastante para que sentissemos as respirações um do outro.
— Se eu disse quer sim... posso beija-la?
— Não — respondo de maneira convencida, mas duvidando das minhas próprias palavras — Só quero ouvir da sua boca.
— Você sabe ser insuportável Swan! — Ele diz enquanto se afasta. Não era a resposta que ele esperava.
— Não se acostuma com a fato de que nem todas caem na sua não é? — digo sorrindo de maneira convencida.
— É ele não gosta de ser ignorado!
Gancho e eu levamos um susto ao ouvir uma terceira voz ecoar pelo escritório. Ao olhar em direção a porta identificamos o dono dela, um adolescente, um pouco menor que eu, de cabelos loiros e olhos verdes, usando roupas verdes.
Posso comentar? Ele tinha uma cara de garoto inocente. Não conseguia acreditar na descrição que meu capitão havia contado sobre o mesmo menino.
— Devia me apresentar? — ele faz uma cara pensativa e depois olha para mim com um sorriso... Assustador — Não. O capitão já deve ter falado o bastante de mim — diz com um ar convencido — Estou esperando por você a muito tempo. Emma — ele começa a andar em minha direção. Gancho ameaça ir até ele mas ele o para com magia — Tem ideia do quão poderosa você é?
— Não — É a única coisa que consigo responder. Estava com medo.
— Não fale com ele Swan! -Gancho diz ainda com dificuldade encostado na parede. Sendo imobilizado por uma magia poderosa.
— Eu poderia acabar com isso — Pan volta a falar — Mas, quero ver vocês sofrerem mais um pouquinho. Principalmente você capitão — ele se vira para Jones — Sabe, você tem acumulado muita coisa. Trabalhar com meu inimigo, querer devolver a princesa para seu Reino, o que iria fazer? Se esconder em Misthavem até não conseguir mais e eu te achar? — ele começa a rir — Sabia que você infelizmente não conseguirá devolver o filho do Rumple? Ele não está mais entre nós — diz com falsa lamentação.
— O que você fez com ele? — O capitão pergunta com uma expressão preocupada. Mas olhando bem, ele estava lutando para segurar as lágrimas nos olhos.
— Não interessa! — diz revirando os olhos — Rumple nunca mais verá o filho novamente. Agora chega de cerimônia — Ele gesticula com a mão, q quando me dou conta, não estamos mais na Jolly Rodger, e sim dentro da ilha, Gancho e ey estávamos com as mãos e os pés amarrados, no meio de um monte de crianças que estavam fazendo festa em volta da fogueira, ao perceber que seu líder havia chegado todos ficaram em silêncio para ouvi-lo.
— Meninos — Peter Pan grita sem esconder o entusiasmo em apresentar suas novas vítimas — Hoje a Terra do Nunca está em festa. Seremos salvos.A Salvadora está aqui!
— Salavadora? — murmuro pra mim mesma.
— Não se preocupe — Pan se aproxima de mim — Só precisamos do seu coração — diz com o sorriso vitorioso nos lábios.
Sua mão vai em direção ao meu peito mas antes que ele pudesse tocar em mim, uma força desconhecida o joga pra longe. Ele bate na árvores e dois dos seus meninos vão até ele é o ajudam a levantar, ele me olha de maneira incrédula e então diz:
— Como você.. ?
Nesse momento, por impulso, uso minha magia para dessamarrar a mim e ao capitão. Sem interferir em nada, Pan apenas nos assiste fugir.
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