A filha dos elementos
1 Uma garota especial
Notas iniciais
Era um dia calmo, o sol se pondo, as folhas amareladas das árvores caiam, uma brisa suave soprava, um típico fim de tarde de outono na pequena cidade de Maryville.
Da janela do segundo andar do orfanato Candy Plus observava atentamente o sol se por Jully Willian. Era uma garota de 12 anos, de cabelos negros feito carvão e olhos azuis como o oceano. Era uma pessoa um tanto solitária, não tinha amigos, falava pouco e era discreta. Sempre usando roupas vermelhas, pois para ela era uma cor que lhe agradava. Gostava da natureza, de animais, e principalmente de ler, o gênero preferido dela era ação e aventura. Ela tinha um cachorro, que era o seu único amigo, se chamava Figg, era um vira lata que ela encontrara na rua voltando da escola num dia chuvoso, ele era branco com manchas marrons espalhadas pelo corpo.
Jully era uma ótima aluna, entregava trabalhos e lições de casa em dia e nunca reprovou por causa de nota. Mas ela tinha um jeito especial para entrar em confusões, talvez fosse porque estava no lugar errado na hora errada, ou talvez porque tinha um temperamento um pouco irritado, o que também dificultava na vida social. Por dentro ela era calma, tinha um espírito bondoso, só que não tinha como expressa — lo, ela também não fugia dos desafio ia até o fim, era corajosa, porém desastrada.
Cansada de observar o horizonte, Jully desce de sua cama e vai até o quintal e lá ela vê uma nova órfã, sentada em um banco, brincando com Figg.
Ela se aproxima para ver melhor que era a mais nova moradora do orfanato. Por dentro ela estava ansiosa por conhecer alguém novo, mas por outro lado com medo de que ela não gostasse dela. A garota olha para Jully alegre e pergunta:
– É o seu cachorro?
Jully afirma com a cabeça, ainda com cara de desconfiança
– Ele é lindo, como se chama?
– Figg.
– Oh! Belo nome! Sou Anne Peterson, mas pode me chamar só de Anne, sou nova aqui.
Jully parece um pouco mais alegre, pois Anne parecia um tipo de pessoa igual a ela, que não quer se aparecer.
Anne era uma garota clara como a neve, cabelos loiros e olhos verdes.
Jully olha mais atentamente para Anne e vê em seu colo um gato persa acizentado em seu colo. O gato olhava para Figg com os olhos amarelos vivos estreitos, como se estivesse planejando algo.
– Ah — com a expressão surpresa — você também tem um bicho de estimação ?
– É, ela é linda não é !? Se chama Rose.
A gata olhava agora para Jully, era como se soubesse que estavam falando dela.
– Sou Jully, Jully Willian, prazer em te conhecer Anne.
– O prazer é todo meu. Você mora há muito tempo aqui?
Jully se entristeceu — se, pensou um pouco e respondeu:
– Moro aqui desde quando nasci, meus pais me abandonaram, fui achada ali na porta dentro de uma cesta. Tenho esperança de encontrá — los novamente.
– Ora, não fique trite, tenho certeza que você os encontrará um dia, mas você já perguntou para alguém daqui do orfanato sobre o dia em que você já chegou aqui ?
– Já conversei com a diretora, mas ela não me diz nada, somente que eu fui achada na porta no meio da noite.
Nesse instante a diretora do orfanato chega no pátio.
– Anne, poderia me acompanhar até a minha sala, precisamos ter uma conversinha ?
A diretora era uma mulher robusta, um pouco acima do peso, com os olhos negros e com o cabelo castanho bem curto solto, usava um vestido branco florido.
Anne suspira e então diz para a diretora :
– Já vou diretora.
Anne solta Rose no chão e vai até a diretora, vira — se para Jully e diz :
– Cuide bem da Rose, pode brincar com ela enquanto isso.
Jully afirma com a cabeça e vê Anne acompanhar a diretora.
– Bem — diz Jully para os animais que ficaram se encarando por um tempo — acho que agora terei uma amiga.
Ela então se levanta e vai brincar com os animais esperando o tempo passar.
Já estava anoitecendo e Anne não voltava, Jully começou a ficar preocupada, pois para uma uma “conversinha” estava demorando
Foi aí que ela percebeu : Rose tinha desaparecido. Jully então se desesperou, pois Anne tinha confiado a ela a missão de cuidar e Rose. Ela procurou no pátio, nos corredores, também foi verificar em seu quarto, pois ela poderia estar junto de Figg, porém só se encontrava lá Figg, dormindo em cima da cama. Então foi que ela se lembrou da diretoria. Desceu as escadas correndo atravessou os corredor, até chegar à ultima porta, que estava entre aberta. De lá dava para ver Rose deitada no colo de Anne, isso a deixou despreocupada. Porém Jully não pode deixar de ouvir a conversa da diretora com Anne :
– Diretora, estou lhe dizendo, eles precisam dela.
Nesse instante Jully ficou um pouco perdida, pois não sabia de quem Anne falava.
– Ora Anne, eu não posso deixar ela sair assim, só por causa de uma bobeira qualquer.
– Diretora, isso não é uma bobeira qualquer, irá decidir o destino não só de uma tribo, e sim de todo o conjunto delas, afetando assim o equilíbrio das forças da natureza …
Já que se tratava de algo curioso, Jully aproximou — se mais da porta para poder ouvir melhor.
– Mas agora do que uma simples menina mudará isso tudo ?
– Como a senhora sabe, ela não é uma menina comum.
– É claro, somente quis dizer, como ela poderia mudar o destino ?
– Ah, daí é que entra a questão familiar.
– Tá eu darei a minha permissão, mas como conseguirá convencer ela de ir ?
– Eu darei um jeito.
Jully agora morria de curiosidade em saber quem era a tal menina que mudaria o destino o equilíbrio da natureza, então ela escuta mais algo vindo da sala :
– Diretora, você poderia já fazer a autorização dela ?
– Mas para que a autorização ?
– Para que ela acredite que foi a senhora que está a autorizando, não precisa ser tão formal.
– Ah claro, e como é o nome completo dela mesmo ?
– Jully Willian, senhora, ela é …
Mal Anne terminou de falar, que a porta se abriu, e lá estava Jully de pé com o cenho franzido.
– Eu sou o quê ? — disse Jully, com um tom severo.
– Ahhmm, você… você… — Anne tinha uma dificuldade na fala, sua voz estava trêmula — você é uma garota que mora aqui faz muito tempo.
Jully olha com desconfiança para Anne.
– Humm, finjo que acredito, mas me respondam : o que eu tenho a ver com o destino da natureza, tribos e essas coisas ?
Anne fica em silêncio e depois de um tempo diz :
– Quer dizer que você ficou escutando a nossa conversa o tempo todo, — tenta mudar de assunto- não sabe que é falta de educação ?
– Não tente mudar de assunto agora, — Jully parecia mais irritada ainda — já que você não me diz vou perguntar para a diretora.
A diretora, que até agora não tinha se intervido na conversa, se levanta e diz :
– Eu não tenho nada para dizer, e mesmo se tivesse não lhe devo satisfação. Agora proponho que voltem para os seus quartos, e levem esse gato junto. Ah, e Anne aqui está a sua autorização — a diretora lhe entrega a autorização — e cuide bem dela para que ninguém á pegue.
Anne pega o papel e diz :
– Acho que não precisa mais de autorização, ela já ouviu tudo.
– Nem tudo — interrompe Jully novamente — falta vocês me dizerem que eu sou.
– Eu lhe explico quando estivermos a caminho … — Anne fica em silêncio, pois esta prestes a revelar o segredo — a caminho da escola.
– Está bem, mas não volte a falar comigo, e não deixe sua gata nojenta perto do Figg — Jully sai rápido da diretoria batendo os pés-.
Anne da uma risadinha e diz para a diretora :
– Ela já esta sabendo que eu vou dormir no mesmo quarto que ela ?
A diretora da uma risadinha e nega com a cabeça.
– Quero ver ela deixar eu entrar. Deve estar muito chateada, porque ela acabou de me conhecer, e para uma primeira impressão, isso não é bom.
– Ah, não precisa ficar assim, daqui a pouco ela já esqueceu. Além disso você vai contar para ela o segredo, não vai ?
– Sim, só estou esperando o momento certo.
– Mas tome cuidado para não à assustar muito.
A diretora olha para o relógio em seu pulso e fica admirada, já era quase 11 horas da noite.
– Anne, acho melhor você ir se deitar, vejo você amanhã.
– Boa noite diretora.
– Boa noite Anne.
Anne sai da diretoria e sobe as escadas em direção do quarto de Jully. Ela tenta abrir a porta, mas está trancada. Então ela bate na porta. Ninguém atende.
– Jully — Anne grita — você está ai ? Abra a porta, por favor.
Ninguém respondeu. Então Anne volta a chamar :
– Jully, venha abra a porta.
Dessa vez Jully respondeu :
– Para que ? Não temos nada do que falar.
– Mas eu vou dormir aí, nesse mesmo quarto que você.
– Ah, não vai não — Jully abre a porta — e se quiser dormir durma aí no chão, — ela bate a porta- e não encha mais a minha paciência.
– E se eu te falar que você vai sair desse orfanato, você me deixa entrar ?
Na mesma hora a porta se abre e Jully deixa Anne entrar.
– Primeiramente, eu queria dizer que não há razão de você ficar brava.
– Não ? Como você se sentiria se alguém escondesse algo muito importante sobre você e sua família ?
– Está bem, eu sei que eu não deveria esconder isso de você, mas eu não posso te contar agora. Talvez amanhã.
– Está bem, vamos dormir. Você fica com a parte de cima da beliche.
– Okay.
No quarto havia a beliche, um guarda roupa, e uma mesinha para fazer as lições de casa. Também havia a caminha de Figg, onde, no momento, ele estava dormindo.
Anne subiu até a parte de cima da beliche e se deitou, junto dela ficou Rose.
Jully foi se deitar logo depois, pois tinha de ir apagar a luz.
Agora o quarto era iluminado apenas pelo luar que entrava pela janela. Os sons de coruja a piar lá fora e dos “ roncos “ de Figg e Rose.
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