A filha do reitor
35 Voltando para casa
Notas iniciais
AnnaFarias, pela linda recomendação. É isso, espero que curtam
Assim que deixei meus pais em casa, fui para a minha casa, tomei um banho rápido, coloquei leite para Candy e voltei correndo para o hospital, eu queria estar lá quando ele acordasse. Algumas horas depois a enfermeira veio.
— O paciente quer ver sua namorada. Bella.
— Sou eu. – Eu disse.
— Me acompanhe, por favor.
Fui junto com a médica até a sala onde Edward estava. Ele abriu um grande sorriso ao me ver e eu fiz o mesmo. Caminhei até sua cama e parei ao seu lado.
— Eu estou bem? – Perguntou.
— Sim. Já está fora de perigo.
— Que bom saber.
— Você não sabe o tamanho do medo que eu estava de te perder.
— Eu disse que não te deixaria. – Disse sorrindo docemente.
— É, você cumpriu o que falou.
— Acho que mereço um prêmio. – Disse com a voz maliciosa.
— Que prêmio?
— Senta aqui no meu colinho que eu te mostro.
— Edward! Você está doente, não pode fazer esforço.
— Não preciso fazer nenhum esforço, sou bom naturalmente.
— Mesmo assim, o médico falou que quanto menos você se mexer melhor.
— Que saco hein? Quanto tempo vou ter que ficar aqui sem poder fazer nada?
— Duas semanas.
— Duas semanas?! É muito tempo!
— São duas semanas necessárias. Você vai ficar em observação. Devia se ajoelhar e orar agradecendo por não estar paraplégico. O médico disse que foi por pouco.
— Sério? – Perguntou com os olhos arregalados.
— Sim. – Garanti. – Eu fiquei tão mal pensando que ia acontecer algo grave com você.
— Eu sei. – Disse se exibindo. – Eu causo isso nas pessoas.
— Você devia ter tomado um tiro na cara, pra ficar horrendo e acabar de uma vez com essa marra de gostosão.
— Isso é porque eu sou o seu namorado, imagina se não fosse hein. – Disse sorrindo. – Passar duas semanas aqui vão ser tão entediante.
— Não tem problema não. Eu vou trazer material pra gente estudar todo dia.
— Haha. – Disse debochado. – Eu já estou deitado, assim vou acabar dormindo.
— Não vai não, quando é algo que gostamos é bom.
— Sei. – Disse ainda sem acreditar.
— É sério.
— Diz isso porque é uma nerd.
— Eu?! – Perguntei me fazendo de ofendida.
— É. Você. Agora deita aqui do meu ladinho vai.
— Você não está levando a sério, vai morrer hein.
— Me dá um beijo, vai.
— Edward...
— Por favor.
Eu abaixei e beijei sua testa. Ele segurou meus braços e me puxou para cima de seu corpo e me beijou, eu até tentei empurrá-lo, mas ele estava segurando meu corpo firmemente, e eu também não estava com a mínima vontade de sair dali, então apenas permiti que ele me beijasse e retribuí. Ele começou a beijar meu pescoço e colocar as mãos por dentro da minha blusa, foi então que percebi que era a hora de parar, antes que as coisas começassem a ficar quentes demais e eu não fosse capaz de impedir.
— Para. – Eu disse firme.
— Não.
— Eu vou gritar. – Ameacei.
— Ah, para com isso.
— Quer que eu grite?
— Não.
— Então me solta.
— Mas...
— Me solta.
Edward me beijou mais uma vez e depois me soltou.
— Você é muito chata. – Disse emburrado feito uma criança birrenta.
— Você devia me agradecer por isso.
— Tá legal. Vai esperando.
— Senhorita Isabella. – Disse a enfermeira chegando à sala.
— Sim?
— Sinto informar que seu tempo terminou. O resto da família quer vê-lo.
— Tudo bem. – Respondi já me preparando para sair, mas Edward segurou meu pulso.
— “Tudo bem” merda nenhuma. – Ele disse. – Eu quero que ela fique.
— Mas senhor Cullen, sua família quer vê-lo. – Disse a simpática enfermeira, simpática até demais pro meu gosto.
— Não importa, eu quero que a minha namorada fique comigo.
— Edward, é a sua família. – Eu disse.
— Não vai não. Fica aqui comigo.
— Edward...
— Não! – Ele me abraçou todo carente, forçando para que eu não saísse dali.
— Senhor Cullen, não pode fazer tanta força. – Disse a enfermeira oferecida.
— Edward, você a ouviu. – Eu disse séria. – Pare agora de agir feito uma criança e receba a sua família.
Ele me soltou e deitou na cama novamente bufando.
— Tchau. – Eu disse. – Amanhã eu volto.
— Volta mesmo?
— Volto.
— Me dá um beijo.
Dei um selinho demorado em seus lábios, acariciei seu rosto e depois saí, indo direto para casa. Tomei um bom banho e me deitei na cama, completamente nua. A noite seria longa sem ele, mas já valia saber que agora estava tudo bem.
No dia seguinte assim que saí do trabalho fui até o hospital, como era fim de semana eu podia passar a noite inteira lá, e foi o que fiz. Nós estudamos, conversamos, nos beijamos, ele bem que tentou algo mais, mas ele não podia fazer esforço, confesso que se pudesse seria bem excitante fazer aquilo em um hospital, com qualquer um podendo chegar a qualquer momento.
Todos os dias dessas duas semanas foram assim, eu acordava, ia pra faculdade, trabalhava, depois ia ficar com Edward até tarde, depois voltava pra casa e dormia. Exceto nos fins de semana é claro.
Edward teve alta na segunda e graças a Deus os exames não mostraram nada, mas eu mal o vi, já que tive que trabalhar dobrado, já que o meu querido namorado pediu pra que eu tirasse um dia de folga na terça. Tive que trabalhar até as dez da noite e depois ainda ia para um jantar na casa dos pais de Edward em homenagem à volta dele do hospital e ao resultado dos exames. Eu disse que eles podiam jantar sem mim, já que eu chegaria tarde, mas eles fizeram questão de esperar, então quem era eu pra dizer que não? Até mesmo porque não é todo dia que se come um prato preparado por uma chefe de cozinha de um restaurante cinco estrelas. Quem cozinhava lá em casa era Edward que fazia uma comida excelente, mas além do fato de eu ter passado duas semanas cozinhando e eu ser uma derrota nisso, Esme era Esme e ninguém tinha a mão tão boa quanto a dela na cozinha e isso era fato.
Quando cheguei Edward abriu o portão para mim e eu estacionei meu carro perto do dele.
— Boa noite amor. – Ele disse quando saí do carro e fui para perto dele.
— Boa noite amor. – Repeti o que ele disse e dei um selinho gostoso em sua boca.
— Vamos entrar? Estão todos esperando famintos lá na sala.
— Vamos sim. – Respondi.
Nós entramos e eu fui cumprimentada pela família de Edward e por Jake que também estava lá. Edward ainda não gostava muito de me ver perto dele, só por causa daquele beijo horrível que ele nos viu dando há tanto tempo atrás, não rolava um clima chato entre nós, nem entre mim e Alice, agora Edward adorava um drama e tinha ciúmes até do vento que esbarrava em mim.
O jantar foi muito satisfatório, nós comemos muito bem, conversamos e rimos bastante. Carlisle e Esme perguntaram sobre o futuro tanto meu e de Edward quanto o de Alice e Jacob. Estava tudo realmente muito legal, mas chegou uma hora que acabou e nós fomos para casa, Edward no carro dele e eu no meu, mas como meu namorado é uma criança por natureza, ele – Que estava atrás de mim. – me cortou e quando seu carro estava ao lado do meu, ele olhou para mim, piscou e saiu correndo. Ah, mas eu não ia dar esse gostinho a ele, não mesmo! Acelerei e fui para trás dele, mas quando eu tentava cortar, ele entrava na minha frente. Idiota. Foi então que ele foi para o canto me dando passagem. Eu estava feliz no meu caminho e já nem o via mais atrás de mim, foi então que seu camaro apareceu e num vulto tomou minha frente. Acelerei pra tentar me aproximar, mas quando olhei no velocímetro, já estava a 210 e eu não estava nem perto de passar dele, ele devia estar a mais de 250. OK. Ao contrário dele eu amava minha vida, então parei com aquela competição estúpida. Quando cheguei, estacionei meu carro ao lado do dele e entrei em casa, sendo recebida por Candy que ficava pulando e se estabacando no chão em seguida, aquela bolinha de pelos brancos, super lindinha. Abaixei e a peguei no colo, a abraçando fracamente para não machucá-la.
— Onde o Edward está? – Perguntei a ela que estava tão próxima do meu rosto que deu uma lambida na ponta do meu nariz.
Procurei por ele com ela no colo nos cômodos de baixo da casa, mas nada.
— Onde ele está Candy? – Perguntei enquanto a colocava no chão.
Ela começou a subir atrapalhadamente os degraus que davam acesso ao segundo andar e eu a segui. Candy me levou até a porta de nosso quarto, estava entreaberta e ela empurrou com o focinho para que entrássemos, nós entramos e ela ficou tentando escalar a cama em que Edward estava deitado, completamente nu.
— Hei, você não é uma gata. – Eu disse a ela a pegando no colo e colocando em cima da cama.
Candy foi andando na direção de Edward, subiu em cima de sua barriga e andou até seu rosto, quando chegou deu uma lambida em sua boca.
— Ai que nojo. – Disse enquanto a colocava em cima do lençol e eu gargalhei. – O que é? Você sabe onde esses bichos passam a língua?
— Em vários lugares.
— Exatamente!
— Você passa a sua em lugares piores. – Eu disse meio que sem pensar.
— O que?!
— Esquece. – Senti meu rosto queimando depois dessa.
— Não é pior. – Ele disse enquanto se tocava do que eu estava falando.
— Esquece. – Insisti.
— É gostoso. Vai dizer que não é pra você também?
— Eu já disse pra esquecer caralho! – Eu disse irritada e ele sorriu.
— Vem aqui. – Disse me chamando.
— Eu vou tomar um banho primeiro.
— Tá bom. Estou te esperando.
— Você não vai tomar banho não seu porco? – Perguntei sorrindo.
— Eu já tomei. – Disse simplesmente.
— Nossa. Você chegou tão antes assim do que eu?
— É nisso que dá um Mini Cooper tentar competir com um Camaro. – Disse se gabando.
Dei a língua para ele e fui para o banheiro do quarto, tomei um banho rápido e saí completamente nua até o quarto. Edward estava acariciando a cabeça de Candy que estava deitada com os olhinhos fechados.
— Sabe o que eu estava pensando? – Ele perguntou.
— O que?
— Se eu coloco a língua em lugares piores, você também põe a boca em lugares piores.
— Edward Cullen. Se você tocar nesse assunto mais uma vez eu te coloco pra dormir no sofá.
— Tá, parei. – Disse imediatamente.
Peguei Candy e a coloquei no chão, depois corri para a cama, não aguentava mais ficar longe dele, faziam duas semanas que a gente não fazia absolutamente nada além de dar uns beijinhos. Nós fizemos amor intensamente e desesperadamente. Mal tínhamos fôlego para respirar. Quando terminamos, ficamos algum tempo abraçadinhos embaixo do edredom, enquanto ele falava coisas bonitas ao pé do meu ouvido até que adormecêssemos.
No dia seguinte ele me levou na faculdade dizendo que depois que eu saísse, nós iríamos passear. Na hora do intervalo da faculdade Mike veio falar comigo, era engraçado, mas fazia um tempão que ele não me procurava pra termos as aulas no intervalo, mas eu também nem senti falta.
— Oi Bella. – Disse assim que me viu.
— Oi Mike, quanto tempo.
— Pois é.
— Por que parou de vir estudar comigo? – Perguntei curiosa.
— Porque fiquei sabendo que você voltou com o Cullen, mas percebi que tem um bom tempo que ele não vem. Ele se mudou? Vocês terminaram?
— Não pras duas respostas. Ele desistiu do curso.
— Por quê?
— Direito não é a praia dele.
— Então vocês continuam juntos?
— Sim.
— Que pena. – Murmurou.
— É, tenho que ir agora.
— Espera. Você ainda pode me ajudar com português?
— Sim é claro. – Eu disse sorrindo.
Depois da aula fui até Edward que já estava me esperando em seu carro, que hoje era a picape.
— Oi. – Eu disse assim que entrei no carro.
— Oi. – Ele respondeu me dando um selinho e dando partida. – Como foi sua aula?
— Boa. Mike veio falar comigo.
— Aquele nerd? – Perguntou visivelmente incomodado.
— Sim.
— O que ele queria?
— Sei lá, falar comigo. Disse que só parou de ter aulas comigo no intervalo porque eu e você tínhamos voltado.
— Aulas?
— É, eu estava ensinando português a ele.
— Ah sim, mas se ele não se aproximava porque voltamos, por que resolveu fazer isso hoje?
— Acho que é porque tem muito tempo que você não vai.
— Nerd safado. – Disse ainda incomodado. – É só eu sair da faculdade pra ele mostrar as garrinhas. Deixa só eu saber que ele anda te cantando.
— Você não precisa bater nele. Você já ganhou de qualquer forma. Não foi a você quem eu escolhi? Então.
— Não é questão de ganhar, mas sim de respeito, ele tem que respeitar a minha namorada. Porque se ele te agarrar e eu não fizer nada, todos vão se achar no direito de fazer o mesmo.
— Ele não vai me agarrar. Agora vamos voltar a ter aulas de português nos intervalos, mas é só isso e eu deixei bem claro.
— Tudo bem, mas se ele fizer ou falar qualquer coisa você me conta que eu resolvo rapidinho.
— Sem violência?
— É...
— Sem violência? – Insisti.
— Sem violência.
— Promete?
— Prometo.
— OK. Agora me fala onde está me levando.
— Eu já disse que é surpresa.
— Mas eu estou muito curiosa.
— É surpresa. – Ele repetiu. – Eu trouxe algumas roupas suas em uma mochila.
— Obrigada.
Agora só me restava esperar. Pra onde será que esse meu namorido maluco estava me levando?
Fale com o autor