A filha do reitor
9 Visita à Leah
Notas iniciais
IMPORTANTE: NÃO DEIXEM DE LER AS NOTAS FINAIS!
Encontrei Alice, Angela e Jéssica, nós tomamos café-da-manhã e fomos cavalgar, não tinha nada melhor naquele tempo nublado, até que à tarde choveu e nós fomos para o salão de jogos e ficamos no ping pong, totó, sinuca, depois apenas Alice e eu fomos até meu quarto e jogamos guitar hero com o Playstation do Edward que a Alice pegou no quarto deles, ficamos jogando até o toque de recolher. Algum tempo depois delas terem saído, alguém bateu à porta e eu fui atender, era meu pai.
— Filha, eu vim avisar que vamos sair às seis horas da manhã.
— Por que tão cedo?
— Sua mãe disse que estará lá as oito e que era pra chegarmos junto com ela.
— Mas como fica a reunião?
— Já falei com o seu professor e ele disse que vai te passar o roteiro quando você chegar, é só procurá-lo.
— Tudo bem então.
— Boa noite.
— Boa noite papai.
Repeti todo meu ritual de higienização da noite anterior e me entupi de perfume de lavanda, refiz minhas tranças, depois me sentei na cama impaciente, Edward chegou alguns minutos depois que mais pareciam horas, abri a janela, ele entrou no quarto se sentando em minha cama.
— Edward, você...
— Vem aqui, fica comigo logo antes que alguém atrapalhe, depois nós conversamos.
Nem tentei resistir e me sentei ao seu lado, com o corpo virado em sua direção, ele virou o seu para a minha, colocou as mãos cuidadosamente em meu rosto e foi se aproximando devagar, fechei meus olhos quando já estava bem perto, senti seus lábios tocando nos meus e se abrindo lentamente, abri os meus também, sua língua invadiu minha boca, ele explorava vários pontos de minha boca, mas sem deixar de dar atenção à minha língua que só queria encontrar a sua cada vez mais, meu coração pulsava forte e eu não tinha um pingo de vontade de parar, nem eu sabia que ele podia acelerar tanto, meus dedos seguravam firmemente seus cabelos sedosos, Edward tirou uma das mãos de meu rosto e envolveu minha cintura, me puxando para mais perto, até que nossos corpos se tocaram, depois de muito tempo no mesmo beijo Edward parou e beijou ferozmente meu pescoço, deitamos na cama enquanto nos beijávamos, ele subiu em cima de mim e se abaixou para me beijar mais, meu estômago estava repleto de borboletas, eu poderia ficar ali, apenas o beijando pelo resto da minha vida, era delicioso, mas quando olhei no relógio já era madrugada e eu tinha que acordar cedo, mas e a vontade de pedir para ele parar?
— Edward. – Eu disse baixo esperando que ele ouvisse. – Temos que parar.
— Parar? – Ele perguntou se sentando. – Por quê?
— Tenho que sair às seis horas amanhã, ou melhor, hoje.
— Mas que droga. Posso dormir com você?
— Sim, a porta está trancada, ninguém vai entrar de surpresa.
Com algum certo esforço me levantei para desligar a luz, eu queria apenas estar ali aninhada em seus braços fortes e sentindo seus lábios macios.
— Você é uma delícia sabia? Tem a pele macia, cheirosa, além de ter um beijo tão doce e inocente, por mim nós podíamos repetir a dose amanhã, depois e depois. – Ele sorriu e me deitei na cama ao seu lado. – Você não ia viajar depois da reunião?
— Meu pai decidiu ir mais cedo para chegarmos junto com a mamãe.
— Vou sentir sua falta. – Sussurrou próximo ao meu ouvido.
Seria mentira dizer que essa única frase, com apenas quatro simples palavras não mexeu comigo, porque mexeu, e muito, será que era verdade? Será que ele realmente sentiria minha falta ou disse apenas para me deixar boba? De qualquer forma eu queria acreditar que era verdade, não apenas queria, como precisava acreditar, me deitei de frente para ele que estava de lado, estava escuro, então eu não conseguia vê-lo, mas conseguia sentir sua respiração bem perto de mim, ele segurou minha mão e me deu um longo selinho.
— Boa noite Bella. – Ele disse.
— Boa noite Edward. – Respondi.
Ele ficou fazendo cafuné em minha cabeça, até que consegui dormir, acordei com os gritos de meu pai.
— Bella. – Ele gritava. – Já são seis e dez, vamos nos atrasar.
Eu estava nos braços de Edward, de conchinha, seu rosto em cima do meu, seu braço forte e peludo envolvendo meus ombros, eu me sentia tão protegida, tão segura e aquecida naquele tempo chuvoso, eu não tinha um pingo de vontade de levantar.
— Bella. – Gritou meu pai novamente. – Vamos, levante.
Edward se mexeu e olhei para ele que estava começando a despertar pelos berros de meu pai.
— O que houve? – Perguntou sonolento.
— Meu pai está me chamando para irmos na casa da Leah.
— Já são seis horas?
— Seis e onze pra ser mais exata.
— Ai que saco.
— Levanta vai.
— Bella! – Meu pai gritou novamente.
— Já vou. — Respondi. – Estou me arrumando.
— Tá bom, estou te esperando na cozinha para nós tomarmos café-da-manhã.
— OK.
Me levantei e acendi a luz, Edward estava muito sonolento.
— Como você vai para a faculdade cedo se tem tanto sono? – Perguntei.
— Eu não costumo ficar acordado até de madrugada quando estou em casa. Vai se arrumando que vou dormir mais um pouco.
— Tá bom preguiçoso.
Fiz minha higiene matinal, depois me vesti, saí do banheiro e coloquei minha câmera digital dentro da bolsa, junto à maquiagem. Fui até Edward para acordá-lo.
— Não, agora não. – Ele disse reclamando. – Deixa eu dormir só mais um pouquinho.
— Edward, eu tenho que sair, levanta.
— Edward, volta a dormir no seu quarto.
Ele levantou com preguiça, me olhou de cima abaixo, sorriu e me puxou para um beijo, eu obviamente retribuí, acho que nunca diria não a um beijo dele, não importa a situação, quando terminamos meu gloss estava borrado, então fui até o banheiro e retoquei rapidamente.
— Vai agora. – Eu disse. – Desce pela janela.
— Tá bom.
Ele calçou seu tênis, me deu um selinho e saiu pela janela, desliguei o ar-condicionado, arrumei minha cama e saí. Fui até meu pai que estava na cozinha.
— Até que enfim, já são quase sete horas. – Ele reclamou.
— Eu sei, me perdoe, eu devia ter acordado mais cedo.
— É, você devia.
— Perdão.
— Tudo bem. Aconteceu algo de bom que eu não sei?
— Não. – Respondi rapidamente. – Por quê?
— Não sei, você parece tão... Radiante, feliz, sei lá.
— Deve ser porque fui à praia ontem, peguei uma corzinha.
— É, pode ser.
Nós começamos a tomar nosso café-da-manhã silenciosamente, depois saímos, meu pai ligou o rádio do carro e nós fomos passando pela estrada vazia.
— Bella.
— Oi?
— Você está participando da peça?
— Sim.
— O que você fez até agora?
— Criei um enredo.
— Foi o escolhido?
— Mais ou menos.
— Como assim? – Meu pai ficou confuso.
— É que tinha outra história além da minha e na hora da votação empatou, então o professor vai juntar o melhor de cada história.
— De quem é a outra história?
— Edward Cullen. – Respondi rápido.
— O que?! – Perguntou surpreso e com um toque de raiva na voz. – Como a história DELE pode ser comparada à sua?
— Qual a surpresa papai? E por que o senhor falou com esse tom esnobe?
— Porque não tem como comparar ele com você.
— A mesma capacidade que eu tenho ele tem, não sou nenhum tipo de robô pra ser melhor que ninguém.
— Calma Bella, não disse que você é melhor do que ele, só me espantei pelo fato da história de vocês se empatar já que você lê e estuda muito mais do que ele, o nível intelectual de vocês não é o mesmo, foi isso que eu quis dizer.
— Nisso você tem razão, mas a história dele ficou muito boa também. – Eu disse defendendo meu Edward, digo, Edward.
— Que bom. Isso quer dizer que ele faz algo direito.
Dei um sorrisinho amarelo e nós ficamos sem falar nada por um bom tempo, tanto que acabei pegando no sono.
— Filha. – Meu pai me acordou. – Chegamos.
— Já?
— Sim.
Abri a porta do carro e saí, depois meu pai saiu e tocou o interfone duas vezes.
— Que é? – Pela voz quem atendeu foi Leah.
— É o Charlie e a Bella.
— Ah, já vou abrir.
O portão abriu pouco tempo depois, nós entramos e o fechamos novamente, em seguida Leah, mamãe e o Sam vieram nos recepcionar.
— Oi papai. – Disse Leah correndo para abraçar nosso pai. – Que saudades.
— Oi Bella. – Disse Sam. – Quanto tempo né?
— É. – Nós nos abraçamos e depois Leah veio falar comigo e Sam com meu pai.
— Bella! – Ela disse sorrindo para mim. – Como está bonita!
— Mas não tem nem um mês que nos vimos, não posso ter mudado tanto. – Eu disse.
— Não é fisicamente, está mais iluminada, mais alegre, saudável.
— É, pode ser.
— pode ser não, é. Tem algum garoto por trás disso?
— Por que tudo pra você tem que estar relacionado a garotos?
— Porque eu já fui adolescente como você e sei como são essas coisas, mais tarde vamos conversar sobre isso.
Ela saiu e minha mãe veio falar comigo, nós entramos, conversamos e fomos almoçar todos juntos. Depois de comermos a sobremesa Leah veio se sentar ao meu lado no sofá.
— E aí irmãzinha, qual é o nome dele?
— Dele quem? – Perguntei me fazendo de desentendida.
— Do garoto que você está a fim.
— Não vou falar.
— Por quê?
— Porque você sabe quem ele é e vai contar pro papai.
— Ah Bella, tá de brincadeira né? Não vou contar, morre aqui o nosso assunto, juro.
— Tudo bem, mas não faça cara de surpresa.
— Fala logo.
— Edward Cullen. – Eu disse o mais rápido que pude.
— Eu ouvi direito? – Perguntou perplexa. – Você está gostando de Edward Cullen?
— Acho que sim.
— O filho do governador?
— Sim.
— Bella, o papai odeia esse garoto, eu lembro que desde o primeiro dia de aula dele o papai já chegou reclamando, nunca vai aceita-lo em nossa família.
— Eu sei, mas toda vez que ele se aproxima eu me arrepio toda, meu coração acelera, minhas mãos soam, minhas per...
— Minhas pernas tremem. – Ela disse me interrompendo. – Ai meu Deus, minha irmãzinha tá apaixonada. Que lindo!
— Não estou apaixonada.
— Não, eu sei. – Disse irônica.
— É sério.
— Eu sei, mas vocês já se beijaram?
— Sim. – Suspirei. – ontem foi nosso primeiro beijo, eu fui às nuvens.
— Legal. Há quanto tempo se conhecem?
— Na próxima segunda faz duas semanas.
— Nossa, mas esse beijo demorou pra sair hein. Vocês só deram um beijo até agora?
— Não, nós ficamos nos beijando até de madrugada.
— Onde?
— Na minha suíte.
— Na cama?
— Sim.
— Hum, e foi só beijo mesmo?
— Claro Leah.
— E mão boba?
— Ele bem que tentou, mas eu não deixei. No máximo ele dava uns beijos no meu pescoço.
— Ele gosta de você?
— Acho que não, ele não é homem de uma mulher só. – Eu disse com um aperto estranho no peito.
— Quem sabe você não muda esse quadro?
— Não sei não, vou conhecer esse Jacob Black que o meu pai arranjou pra mim, eu e o Edward nunca vamos dar certo juntos mesmo, nós vemos o mundo e as pessoas de maneiras completamente distintas.
— Quem é esse Jacob Black?
— É um pretendente que o papai arrumou, falando nisso eu fiquei sabendo que o Sam também foi ele quem escolheu pra você.
— Eu dei sorte por me apaixonar por ele, eu sei o quanto você odeia decepcionar o papai, mas Bella, se você não gostar desse cara não fique com ele só porque o papai quer, se é desse Edward que você gosta, lute, porque é muito ruim abrir mão do que se gosta só pra agradar os outros, já abri mão de muitas coisas boas pra mim só pelo papai, mas juro pra você que se já estivesse apaixonada por outro homem quando ele me apresentou o Sam, eu nem mesmo ia querer conhecê-lo, então se você realmente gosta desse menino e acha que ele também gosta de você não o deixe ir, porque um dia você vai se arrepender amargamente de ter tomado a decisão errada, pode ter certeza.
— Obrigada pelo conselho Leah, você sempre foi uma ótima irmã.
— Você também. – Ela me abraçou. – Minha caçula.
Nós nos juntamos a todos, ficamos conversando e assistimos filmes até de noite, jantamos, depois eu e meu pai voltamos, nove horas já havíamos chego.
Fui direto para meu quarto. Fiz toda minha higienização, coloquei uma blusa e uma saia, calcei meus chinelos e fiz minhas tranças, me perfumei bastante para o caso de Edward aparecer, eu realmente esperava que ele viesse, estava muito ansiosa, liguei a tevê e deitei em minha cama enquanto esperava por ele, a lembrança de seu beijo intenso e seu hálito refrescante e seus braços fortes me envolvendo ao amanhecer vieram à minha cabeça, fui ansiosa até lá e abri a janela, lá estava ele.
PS.: LEIAM AS NOTAS FINAIS!
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