A filha do reitor

37 Tudo em seu devido lugar


Notas iniciais
Pra quem lê "O cowboy". Eu postei o cap dessa fic lá, sem querer, por isso lá tá dizendo que tem novo capítulo postado, mas eu já excluí. Lá é só quinta.

Meu pai, minha mãe e eu entramos e fomos até a sala, onde Edward estava sentado no enorme sofá branco que ele comprou. Assim que chegamos ele se levantou.

– Boa noite dona Reneé. – Disse Edward a minha mãe beijando a mão dela.

– Boa noite Edward. – Respondeu sorrindo. – Meu Deus. Como duas pessoas podem se parecer tanto? Você é o clone do Carlisle quando jovem.

– Reneé, por favor. – Disse meu pai visivelmente incomodado.

– Boa noite. – Disse Edward olhando sério para meu pai.

– Boa noite. – Meu pai respondeu na mesma seriedade.

– Sentem-se. – Disse Edward e todos nos sentamos. – Querem beber alguma coisa?

– Não obrigado. – Disse meu pai.

– Eu também não. – Minha mãe respondeu.

– Pois então, a que devo a visita?

– Eu gostaria de falar com o Edward a sós. – Disse meu pai olhando para mim e minha mãe.

– Vamos à cozinha mamãe? – Perguntei.

– Vamos meu anjo. – Ela respondeu.

Nos levantamos e fomos até a cozinha, mas nenhuma das duas precisou falar nada para que ambas ficássemos observando a sala pelo canto da porta.

– O que houve dessa vez? – Edward perguntou com uma postura menos formal. – Olha, se veio me pedir pra eu me separar da sua filha, perdeu a viagem, nós nos amamos e estamos nos dando muito bem. Eu não vou permitir que você tente nos separar.

– Terminou o discurso?

– Não foi um discurso.

– Terminou?

– Sim.

– Eu posso falar agora?

– Sim.

– Eu vim dizer apenas que acredito em você.

– Acredita? – Edward perguntou incrédulo.

– Sim, eu acredito nos seus sentimentos pela Bella, primeiro porque eu não sou idiota e sei que vocês já tem relações e tudo mais, ela já me disse isso e vocês estão até morando juntos, então eu realmente acredito que se fosse só por sexo ou uma aposta qualquer com os seus amigos, você já teria a abandonado e segundo porque o que você fez, eu não faria por ninguém, eu jamais arriscaria a minha vida pra salvar a de duas pessoas que são importantes pra alguém que eu amo, só pra evitar a dor desse alguém, eu realmente não teria essa coragem e você teve, então agora eu não só acredito no seu amor por ela, como não tenho dúvidas de que ele exista.

– Eu sabia que ia ouvir isso algum dia, pena que teve que acontecer tudo isso pra você perceber.

– Eu perceberia de qualquer forma, nem que o tempo tivesse que me mostrar isso. Eu também quero te agradecer por tudo que está fazendo pela minha filha, essa casa, o carro, o carinho, tudo. E queria te pedir perdão por ter tentado te matar. Você não sabe o quanto foi terrível ter que lidar com a minha própria consciência no dia do assalto, não apenas pelo fato de o homem que eu tentei tirar a vida ter salvado a minha, mas também por saber que esse mesmo homem foi capaz de amar a minha própria filha mais do que eu, porque ele foi capaz de se arriscar pra não vê-la sofrer, enquanto eu fiz de tudo pra causar a dor e a tristeza dela, eu me sinto um fracasso como pai. – Disse com os olhos lacrimejando e olhando para baixo.

– Hei. – Disse Edward com uma das mãos nas costas de meu pai. – Não é bem assim, você foi um bom pai, tudo que queria era dar as suas filhas uma vida boa, eu entendo isso, claro que teve suas falhas, mas quem não tem? O importante é o hoje e hoje você está deixando o orgulho de lado e sendo humilde o suficiente pra vir até aqui me pedir desculpas em nome do amor que você sente por ela, se isso não é ser um bom pai, eu não sei o que é.

Foi então que meu pai olhou para Edward e o abraçou, sem cerimônias. Edward retribuiu e eu sorri, com os olhos repletos de lágrimas, olhei para minha mãe e ela estava da mesma forma

– Case-se com ele meu anjo. – Ela disse e eu sorri.

– Bom. – Disse o meu pai assim que eles pararam de se abraçar. – Eu acho que isso já ficou bem claro, mas mesmo assim eu quero ressaltar, eu não quero mais brigar com você, quero apenas ficar em paz, porque percebi que você é sim, merecedor de uma mulher brilhante como a minha filha ao seu lado, pois você é tão brilhante quanto ela. Eu jamais poderia ter escolhido partido melhor. – Disse meu pai sorrindo e eu podia ver a sinceridade em seus olhos.

– Não sabe o quanto eu queria ouvir isso. – Disse Edward sorrindo, plenamente satisfeito.

– É basicamente isso o que eu queria te dizer. Agora estou indo.

– Tudo bem. Quer que eu chame a Bella e a dona Reneé?

– Pode ser.

Imediatamente minha mãe e eu corremos de volta para a cozinha e ficamos limpando as lágrimas do rosto, mas Edward nos flagrou.

– Vocês ouviram tudo, não é? – Ele perguntou sorrindo.

– Culpadas. – Eu disse.

– É... O seu pai está chamando a sua mãe para eles irem.

– Tudo bem. Estou indo então. – Disse minha mãe segurando meu rosto e dando um beijo demorado em minha testa. – Tchau meu amor.

– Eu vou levá-los ao portão. – Eu disse.

Minha mãe, meu pai, Edward e eu fomos ao portão e nos despedimos, eu disse que marcaria um jantar para eles conhecerem melhor a minha nova casa e eles adoraram a ideia, em seguida foram embora.

Edward e eu subimos até o nosso quarto, eu coloquei o leite da Candy que veio correndo atrapalhadamente até ele.

– Eu não tenho palavras pra descrever o quanto estou feliz. – Eu disse enquanto me sentava ao lado de Edward na cama. – Você e o meu pai se falando é uma das coisas que eu sempre quis, mas achava impossível.

– Pra você ver como quando dizem que nada é impossível não é brincadeira.

– Pois é, e você foi incrível o consolando, às vezes o tamanho da sua bondade até me assusta.

– É, de vez em quando eu costumo ser bonzinho, mas só de vez em quando. – Disse sorrindo.

– Ah é senhor bonzinho? Eu vou tomar um banho e já volto pra gente se resolver aqui.

– Resolver?

– É, a final, você merece uma recompensa.

– Hum, já estou gostando da história. Só que minha mãe pediu pra eu dormir em casa hoje, ela anda reclamando que eu não durmo mais lá.

– Acho que ela pode esperar mais um pouco.

– É, eu também. – Disse sorrindo.

Fui ao banheiro e tomei um banho, quando saí Edward estava deitado na cama, de olhou fechados, ouvindo seu ipod, ele estava com as pernas cruzadas, os pés balançando e as mãos também, em um movimento imitando um baterista, parecia realmente empolgado provavelmente estava ouvindo rock. Fui até ele completamente nua, passei uma perna para um lado de seu corpo e a outra para o outro, em seguida me sentei sobre seu membro, foi então que ele abriu os olhos e me olhou surpreso por eu não ter avisado a minha chegada antes de partir pra cima. Puxei seus fones de ouvido e abaixei para beijá-lo, ele rapidamente colocou as mãos em minha cintura e me jogou na cama, subindo em cima de mim e me beijando apaixonadamente, depois ele subiu em cima de mim da mesma forma que eu subi em cima dele antes e foi tirando a própria roupa, mas ao jogar a calça, ela caiu em cima de Candy que ficou andando desorientada até bater na parede. Empurrei Edward, o tirando de cima de mim e fui até ela e tirei a calça de sua cabeça, ela sentou no chão meio tonta pela batida na parede e Edward começou a gargalhar muito alto e intensamente, ficou até vermelho de tanto rir.

– Pare de rir dela. – Eu disse.

– Desculpa. – Disse entre uma gargalhada e outra. – É que ela deve estar tonta e foi engraçado ela andando pra lá e pra cá desesperada, aí do nada. Paft! Bateu na parede.

Edward voltou a gargalhar e eu acabei rindo também ao lembrar da cena bizarra.

– Minha calça andou. – Disse gargalhando. – Estava possuída, vou chamar o exorcista.

– Pra exorcizar uma calça? – Eu disse rindo. – Ele vai acabar exorcizando é você. – Peguei Candy no colo e olhei para ela. – Tadinha da minha bebezinha, machucou? – Perguntei enquanto acariciava sua cabecinha, ela apenas colocou a patinha em minha mão e deu uma lambida em meu dedo.

– Claro que machucou sua idiota. – Disse Edward imitando voz de mulher, creio eu que era pra imitar Candy.

– Cala a boca. – Eu disse. – O culpado é você, você a machucou.

– Se ela estivesse machucada, não acha que ela choraria?

– É, você tem razão.

Coloquei Candy em sua casinha e fui até Edward novamente.

– Acabou o clima? – Ele perguntou.

– Não pra mim. – Respondi.

– Que bom, porque pra mim também não. – Disse enquanto ia pra cima de mim e voltava a me beijar.

Em pouco tempo eu já podia sentir o membro de Edward completamente duro e ele foi descendo os beijos pelo meu corpo até finalmente chegar em meu sexo, dando beijos, lambendo e chupando, arrancando gemidos altos e intensos de minha garganta, foi então que ele me penetrou com um dedo o movendo rapidamente.

– Tão molhadinha. – Disse com a voz rouca e ofegante. – Você me deixa louco.

Edward continuou em um ritmo constante e delicioso, até que com certo esforço eu o empurrei.

– Minha vez. – Eu disse com um sorriso safado no rosto e ele pareceu gostar.

Segurei seu pau e comecei com o movimento vai e vem o deixando louco, depois comecei a chupá-lo lentamente, mas ele parecia ansioso, pois movia os quadris, fodendo a minha boca de uma maneira que nem eu mesma esperava, ia até a minha garganta e voltava, a sensação era boa apesar de tudo.

– Para amor, senão não vou aguentar mais.

Eu parei e em questão de segundos ele já estava com seu membro em minha entrada, me penetrando lentamente. Ele foi aumentando a velocidade aos poucos enquanto eu gemia feito uma louca, nossas peles se chocavam com força, fazendo barulho junto aos nossos gemidos e os da cama, que rangia sem parar.

– Ah... – Eu disse gemendo. – Isso, tá tão gostoso.

Ele me beijava apaixonadamente enquanto me fodia todinha e eu estava gostando demais. Em certo momento da transa nós ficamos de lado, eu de costas pra ele e ele segurando minha perna e colocando-a por cima da dele, enquanto me fodia com força.

– Gostosa demais... – Ele disse arfando.

Foi então que senti aquela sensação maravilhosa me tomando e me entreguei ao maravilhoso orgasmo que me tomava, esse homem era bom demais. Logo em seguida ele gemeu alto e senti seu líquido quente escorrer por nossas pernas, se misturando ao meu.

– Por que não me avisou? – Perguntei sorrindo.

– Foi imediato quando vi você tendo o seu.

– Tudo bem. Vamos tomar um banho.

– E depois eu vou pra casa da minha mãe.

– Mas já?

– Amor, já está tarde, ela vai querer que eu jante com ela, o meu pai e a Alice.

– Perdi meu cozinheiro? – Perguntei sorrindo.

– Perdeu, mas se você quiser, pode ir jantar e dormir lá, sem problema algum. – Disse parecendo empolgado com a ideia.

– Não. Se a sua mãe pediu pra você dormir lá, acho que é porque quer um tempo com filho dela. Vá e aproveite uma boa noite com a sua família. Na próxima eu vou.

– Tem certeza?

– Sim.

– Mas você vai passar a noite sozinha.

– Não tem importância. Amanhã a gente se vê.

– OK.

Edward foi tomar um banho, eu ia depois, a final se eu fosse junto com ele não ia chegar na casa de seus pais nem tão cedo. Quando ele saiu, eu tomei o meu banho, coloquei uma camisola e o acompanhei até a garagem, ao chegarmos nós demos um beijo intenso e ele se foi. Era estranho, mas mesmo tendo que passar a noite sozinha eu estava imensamente feliz, porque pela primeira vez eu podia dormir tranquilamente sabendo que as coisas estavam em seus devidos lugares e tudo estava em paz.



Notas finais
Olá pessoal! O que acharam? Bom, o que tenho a dizer é que estou fechando um ciclo dessa fic, ainda faltam algumas coisas até essa fic terminar, e a partir do próximo cap nós vamos avançar alguns aninhos. Espero que vocês gostem, mas isso eu só vou saber nos comentários do próximo cap.
E eu tinha esquecido de mencionar no cap passado, mas eu criei um blog pra colocar os conteúdos das minhas fics. Lá tem uma enquete sobre qual das fanfics que eu escrevo é a favorita de vcs, não se esqueçam de votar.
http://mariacarolinefanfics.blogspot.com.br/