A filha do reitor

28 Festa à fantasia


Notas iniciais
Olá meus amores! Me perdoem pela demora, é que estou desde quinta feira retrasada sem internet e meu pai não deixa eu ir em Lan house, resumindo: Estava impossível de postar. Mas hoje o cap tá bem grande pra compensar vocês e algo me diz que vocês vão gostar bastante do final. Não tá betado, então qualquer erro é só me avisar nos comentários. Boa leitura!

— Tudo bem Anne. – Disse Edward pegando a coberta e colocando sobre meu corpo e em seguida enrolando a toalha em seus quadris novamente. – Relaxa.

— Por favor, não brigue comigo. – Ela disse nervosa.

— Não, eu não vou brigar, você não tem culpa, eu devia ter trancado a porta.

— Eu volto depois. – Ela disse sem graça.

— Não. – Eu disse com muito esforço. – Pode fazer o seu serviço agora, pode entrar.

— Como assim? – Perguntou Edward indignado. – Você quer que ela fique aqui enquanto nós... Você sabe

— Não, eu vou ajudar a Alice.

— Mas Bella nós...

— Pode sair de cima de mim?

— Mas Bella...

— Vou ter que gritar?

— Não. – Disse Edward saindo relutante.

Levantei da cama e em seguida ergui minha calcinha, Edward estava com a boca toda suja com meu batom, eu tive vontade de rir, mas me contive, saí do quarto e Edward veio logo em seguida com o smoking na mão e apenas com a toalha em sua cintura, fiquei perdidinha novamente, qual daquelas malditas portas era a de Alice?

— É a quarta à direita. – Disse Edward entrando no banheiro do corredor. Ele leu meus pensamentos?

— Obrigada. – Respondi.

— Tem uma sujeirinha na sua boquinha gostosa. – Ele disse e em seguida fechou a porta do banheiro.

Entrei no quarto de Alice que por sinal estava muito bonita.

— Até que enfim você Che... – Ela parou de falar ao me ver e seus olhos estavam arregalados. – Isabella, nunca deixe um homem te pegar de jeito depois de arrumada, por favor!

— Por quê? – Perguntei confusa.

— Vem aqui.

Fui até ela que estava parada de frente ao espelho e quando me vi, uau, meu batom estava completamente borrado, ainda mais do que o que estava no rosto de Edward. E meu cabelo estava todo bagunçado.

— Vou ter que dar um jeito nisso Bella. – Disse enquanto desfazia o que sobrou de meu coque.

Alice fez um coque igual ao antigo e tirou todo o resíduo de batom do meu rosto com um de seus cosméticos importados, depois passou novamente.

Depois de devidamente arrumadas, nós descemos até a sala chamando a atenção de alguns convidados que haviam chego, inclusive de Emmet e Jasper que me olhavam boquiabertos. A boca de Edward ainda estava um pouco vermelha, reprimi a vontade de rir e continuei descendo as escadas. Quando todos os convidados chegaram nós fomos jantar, Edward não parava de olhar para mim em momento algum desde que eu havia descido, eu já estava me sentindo desconfortável, mas isso não me impediu continuar agindo naturalmente.

Quando o jantar terminou Alice, Jacob e eu ficamos conversando, eu estava me sentindo um verdadeiro castiçal, mesmo com eles tentando me enturmar.

— Bella. – Chamou Jasper de onde eles estavam. – Vem ficar aqui com a gente.

— Alice. – Eu disse a chamando e ela olhou para mim. – Vou ali conversar um pouco com o Emmet, o Jasper e o Edward tudo bem?

— Claro, sinta-se à vontade.

Fui até eles que estavam sentados no sofá e Jasper chegou para o lado para que eu me sentasse ao lado de Edward.

— E aí Bella? – Perguntou Emmet. – Você tem algo pra fazer sábado à noite?

— Não.

— Vou dar uma festa à fantasia, vê se aparece.

— Onde vai ser?

— Na minha casa mesmo, vou te dar convite na segunda e lá vai estar tudo escrito direitinho.

— Tudo bem

— Vou convidar a Angela e a Jéssica. Será que elas vão?

— Acho que sim. – Com certeza elas iam.

— Que bom. – Disse sorrindo.

— A Tânia vai? – Perguntei para Edward que até então estava olhando para minhas pernas.

— Não, ela vai viajar com os pais dela nesse fim de semana.

— Hum, que pena. – Eu disse irônica.

— Edward. – Disse Esme. – Aquela sua amiga, Vânia, Sâmia... Algo assim, está aí fora te esperando.

— Acho que é a Tânia. – Eu disse.

— Isso mesmo, Tânia. – Disse Ela. – Quer falar com você filho.

— Já estou indo. – Disse se levantando e saindo.

— Não liga não. – Disse Emmet percebendo o quanto eu estava triste por ele estar indo em direção a ela agora. – Ele é louco por você.

— É mesmo. – Disse Jasper. – Ele nem liga pra ela, ela fala, fala, e ele parece estar em outro lugar.

— Vocês dizendo isso pra mim? O que aconteceu? Pensei que não gostassem do meu namoro com o Edward.

— A gente gosta de ver o Edward feliz, e se é com você que ele consegue isso, a gente respeita. – Disse Emmet. – E além do mais eu não aguento mais aquela patricinha da Tânia pra cima e pra baixo dizendo o que ele deve ou não fazer.

— Agora até que ela parou. – Disse Jasper.

— Só porque o Edward gritou com ela, mandando ela ficar na dela porque ele não tinha dona.

Tânia entrou na sala com Edward toda sorridente, até o momento em que me viu é claro, sua expressão mudou da água pro vinho e eu estava me segurando pra não rir.

— Edward. – Ela disse irritada e ele olhou para ela. – O que ela faz aqui?

— É convidada da Alice.

— Ah é? Então por que eu não acredito em uma palavra do que você diz?

— Foda-se se você acredita ou não, não te devo nenhuma satisfação. – Disse calmamente e uma grande parte em meu interior cantava o coro da vitória.

Edward veio até o sofá e se sentou ao meu lado, ela se sentou no outro lado, era até uma situação engraçada, Edward olhou para mim, mas ela colocou a mão em seu rosto e o puxou para um beijo, imediatamente me levantei e fui até Alice, eu não era obrigada a ver nada disso.

— Oi Bella. – Disse quando cheguei nela. – O que houve?

— Nada.

— Tem certeza? Você está branca. Parece que viu uma assombração!

— Só vi o Edward beijando a Tânia.

— Bella. Dorme aqui.

— Por quê?

— Já está tarde, é perigoso a gente ficar andando de carro por aí a essa hora.

— Eu posso tomar um táxi, não tem problema.

— Não, isso é mais perigoso ainda, você fica e dorme aqui.

— Tudo bem.

— Amor, eu tenho que ir. – Disse Jacob a Alice.

— Mas já?

— Sim, trabalho cedo amanhã.

— Tudo bem então.

— Amanhã eu te ligo.

— Tá bom.

Ele deu um selinho nela e em seguida me cumprimentou com dois beijos na bochecha.

— Tchau Bella, foi bom te ver de novo.

— Digo o mesmo. – Eu disse e ele saiu logo em seguida.

— Vamos lá em cima Bella. – Disse Alice. – Vou pegar uma roupa pra você dormir.

— Tudo bem.

— Alice. – Edward gritou de onde estava. – Não vou dormir em casa hoje.

— Tá bom.

— É impressão minha ou ele não vai dormir em casa só porque vou estar aqui?

— Deixa de ser paranóica, ele está muito longe, não ouviria nem que fosse um mutante.

— É, tem razão.

Edward se levantou do sofá com seus amigos e com a lambisgóia, deu um sorriso malicioso pra mim e se foi.

Alice e eu fomos até seu quarto e quando olhei pela janela vi o conversível preto saindo e meu coração doeu, pois eu sabia que se ele ainda não tinha transado com ela hoje ele o faria, e a culpa era toda minha, quem mandou deixar ele pegando fogo e depois cair fora?

— Acho melhor você dormir no quarto do Edward, lá vai ser mais confortável, porque vai poder dormir na cama. – Disse Alice.

— Não sei, e se ele não gostar?

— Ele não vai te ver, provavelmente vai voltar só amanhã.

— Tudo bem, então eu durmo.

Alice me entregou um Baby doll rosa Pink curtíssimo que era feito para seduzir alguém.

— Você não acha que está muito vulgar não?

— É pra dormir Bella, qualquer coisa tá bom.

— Ah Alice, vou vestir, mas só quero ver se alguém me pegar vestida nisso.

Vesti a camisola e nós fomos ao quarto de Edward, Alice arrumou algumas coisas pra eu ficar mais a vontade, deixou bebida, sorvete e chocolate no frigo bar para caso eu estivesse sem sono e depois saiu. Desliguei a luz e me deitei na cama de Edward que era bem confortável, muito mais do que a minha pro sinal. Fechei os olhos e senti o cheiro da fronha do travesseiro e o Edredom que me cobria, tudo tinha exatamente o cheiro dele, abracei o Edredom e então tentei dormir, mas quando finalmente consegui pegar no sono acordei com alguém me abraçando, então imediatamente comecei a gritar.

— Calma, sou eu. – Disse Edward com sua voz aveludada.

— Seu idiota, você me assustou.

— É, percebi.

Acendi a luz do relógio no criado mudo e não tinham passado nem uma hora desde que ele tinha saído.

— O que faz aqui tão cedo? – Perguntei.

— Deixei a Tânia em casa, depois o Emmet e o Jasper, quando cheguei comi alguma coisa na cozinha, tomei um banho e agora estou aqui.

— Você tentou se aproveitar de mim. – O acusei.

— Se eu estivesse tentando me aproveitar de você pode ter certeza de que não estaria dormindo. – Ah, disso eu tinha certeza!

— Ah é? Então por que não me prova?

— É isso que eu vou fazer agora. – Disse segurando meus ombros e me empurrando contra a cama.

Edward começou a me beijar enfurecidamente enquanto tirava o pedaço de pano que Alice chamava de Baby doll, revelando meus seios nus e minha calcinha mínima que Edward tirou sem o mínimo esforço, ele começou a me penetrar com dois dedos enquanto eu gemia contra seus lábios insaciáveis.

— Tão molhadinha pra mim. – Disse com a voz rouca me deixando ainda mais excitada.

Ele voltou a me beijar e então desceu trilhando beijos molhados por todo o meu corpo até chegar em meu sexo, onde ele chupou com força antes de começar a enfiar sua enorme língua lá dentro, seus dois dedos continuavam estocando com força fazendo com que todo o meu corpo tremesse, isso era muito bom.

Foi então que Edward começou a mexer nas coisas caçando alguma coisa.

— Camisinha? – Perguntei.

— Huhum.

— Não precisa, fui ao médico com a minha mãe, estou tomando pílula. – Eu não estava transando com ninguém no momento, mas era bom tomar, a final como já dizia a minha avó, o prevenido morreu de velho.

— Maravilha! – Disse Edward empolgado.

Ele direcionou seu pau na entrada da minha vagina e estocou com força, arrancando um gemido de minha garganta. Parecia que meu corpo tinha encontrado novamente seu lugar, que era envolvendo Edward e seu enorme amiguinho, eu estava tão feliz que podia sair por aí soltando fogos de artifício, ele foi aumentando a velocidade e eu não poderia estar melhor nem nos meus melhores dias, sexo com Edward Cullen era simplesmente a melhor coisa desse planeta.

— Ah amor, senti tanta falta disso. – Disse enquanto me beijava apaixonadamente e estocava feito um animal.

— Eu também. – Confessei. – Não faz ideia do quanto.

Edward e eu gozamos juntos, fomos para o banho e em seguida para a cama, nós dormimos juntos, como um verdadeiro casal que eu sabia que éramos.

— Bella, Bella. – Acordei ouvindo Edward sussurrando meu nome com sua voz aveludada e sexy. – Acorda.

— O que? – Perguntei sonolenta.

— Acorda.

Quando comecei a abrir seus olhos vi seu lindo rosto sorrindo para mim, eu sabia que era muito cedo, mas mesmo assim, valia à pena.

— Por que quer que eu acorde? Ainda é tão cedo.

— Vem. – Disse levantando da cama.

— Aonde vamos? Você está de samba canção.

— Eu sei, mas não vou precisar de mais roupas já estou em casa, nem você.

— Eu não estou em casa, não vou a lugar algum com esse vestido curto.

— São cinco e meia da manhã, ninguém aqui em casa acorda antes das sete.

— Você acorda.

— Só hoje, vem logo. – Disse insistindo.

Levantei da cama preguiçosamente e nós descemos até o quintal, Edward me mostrou todos os seus animais, deixando os cachorros por último, o cara era mesmo amarradão em bichos. Entramos em uma casinha muito bonitinha.

— Entra. – Ele disse me chamando com a mão.

— O que mora aí? – Perguntei com medo da resposta.

— Eles. – Disse Edward soltando os cachorros que imediatamente começaram a correr em minha direção. – Peter, Wendy, amiga.

Os cachorros não pararam de correr, mas sim pularam em cima de mim e começaram a lamber meu rosto, senti meu “vestidinho” ir nas costas.

— Edward. – Eu o chamei com medo. – Eles vão me morder.

— Não, eles não vão, já sabem que você é amiga, por isso estão te lambendo.

— Mas tire-os de cima de mim.

— Peter, Wendy, junto!

Os cachorros imediatamente pararam de me lamber e ficaram sentados e imóveis.

— Nossa. – Eu disse enquanto me levantava. – Eles te obedecem mesmo.

— Ganhei eles dois aos 14 anos, a Wendy está prenha.

— É, Alice comentou algo sobre isso comigo.

Fui até o banheiro externo da casa e lavei meu rosto, enquanto Edward ficou na beirada da piscina.

— O que eles são? – Perguntei. – Pitbull?

— Não, Dogo argentino. Parecem pitbull, mas são maiores e mais ferozes.

— Nossa. – Eu disse realmente impressionada. – Tem certeza que não vão me atacar?

— Tenho, acha mesmo que eu colocaria a sua vida em risco?

— Não sei.

— Claro que não, se você morresse aqui em casa eu seria preso, não quero passar toda minha vida por trás das grades.

— Por um segundo pensei que estava se importando com a minha vida. – Eu disse me fazendo de magoada.

— Eu? Por que me preocuparia? – Perguntou ainda num tom brincalhão.

— Ah é? Depois dessa vou até embora. – Eu disse me virando e indo rumo à porta da casa.

— Isabella, se você não vier aqui agora eu mando os cachorros atrás de você.

— Mande então. – Disse provocativa.

Edward começou a correr atrás de mim e percebi que era pra me perseguir, os cachorros continuaram imóveis e eu comecei a correr dele, mas não demorou nem cinco segundos até que ele me alcançasse, ele me pegou no colo e foi me levando em direção à piscina.

— Não Edward, não. – Eu disse me esperneando.

— Sim, ninguém mandou fugir, agora vai ter que pagar.

— Não, tá muito cedo pra tomar banho de piscina.

— Não existe hora pra tomar banho de piscina. – Foi a última coisa que disse até de fato me jogar na maldita piscina.

A água estava muito fria e eu procurava o chão, mas simplesmente não o encontrava, a piscina era muito funda, mergulhei ainda mais até encontrá-lo, mas estava me faltando ar, então voltei a superfície desesperada e nadei ofegante até a borda.

— Você devia ter me dito que não sabia nadar. – Disse Edward sério.

— Eu sei nadar. – Garanti.

— Sério? – Perguntou gargalhando. – Não precisa mentir, eu vi você se debatendo lá no fundo.

— Eu não nado muito bem, mas nado sim. – Disse teimando. – E por que você não foi me ajudar?

— Eu estava esperando você desmaiar pra fazer respiração boca a boca.

— Seu estúpido, eu poderia ter morrido!

— Deixa de ser boba. – Disse agora falando sério. – Eu já estava prestes a pular, mas você voltou pra superfície antes.

— Me ajuda a subir. – Eu disse fazendo carinha de carente. – Estou com muito frio.

— Ah, que bonitinha, está com friozinho! – Disse debochando.

Edward esticou uma das mãos pra me ajudar, então segurei seu antebraço também, com as duas mãos, apoiei meus pés na parede da piscina e o puxei com toda a minha força, ele veio com tudo caindo de barriga na água. Edward chegou à superfície rapidamente com as mãos na barriga e a cara feia.

— Sua... – Disse Edward pensando no que dizer. – Boba.

Ele veio nadando até perto de mim e segurou na borda da piscina, eu é claro não podia perder a oportunidade de provocar.

— O que foi? – Perguntei. – Neném fez dodói? Vai chorar?

Antes que ele dissesse qualquer coisa, mergulhei e tirei sua cueca, fui mergulhando até o raso, ele veio logo em seguida e me alcançou antes que eu pudesse chegar do outro lado e segurou meus braços com força.

— Me devolve agora. – Disse me sacudindo.

— Não.

— Bella, não estou brincando. – Disse sério, tão sério que chegou a me dar medo. – Me devolve, agora.

Dei um selinho em seus lábios para que ficasse mais relaxado, mas ele ainda parecia muito tenso.

— Edward...

— Me devolve. – Repetiu no mesmo tom de antes.

Segurei seu rosto com as duas mãos e o puxei para o meu, o beijando intensamente, senti aos poucos seu corpo que estava rígido ir se acalmando com meu toque, tanto que até colocou as mãos em minha cintura. Quando terminamos ele me puxou para outro beijo tão intenso quanto o anterior, espertamente começou a levantar meu vestido, e o que era a minha força de vontade naquele momento para impedir alguma coisa?

— Edward. – Disse Carlisle saindo da casa. – Onde você está?

— Meu pai. – Disse Edward sussurrando. – Me devolve.

Entreguei a cueca a ele e ajeitei meu vestido, porém não deu tempo de Edward colocar sua cueca, então ele foi para trás de mim.

— Edward. – Disse Carlisle chegando na borda. – Na piscina a essa hora?

— É... É pai. – Disse Edward tentando se abaixar.

— Está gostando Bella?

— Sim, está tudo muito bom. – Eu disse sorrindo.

Carlisle foi andando pela borda da piscina e conforme ele chegava em nossas laterais Edward em movia para sua frente. Foi então que meu lado má resolveu dar um olá novamente.

— Vou mergulhar. – Eu disse.

— Ah não vai não! – Disse Edward exasperado e me segurando com força para que eu não saísse.

— Deixe a menina mergulhar Edward. – Disse Carlisle.

— Não, ela tem que ficar aqui, ao meu ladinho. – Disse Edward me abraçando.

— Filho, as mulheres não gostam de grude.

— É. – Concordei. – Me deixa mergulhar vai.

— Não! – Ele gritou.

— Edward! – Disse Carlisle o olhando torto.

— Eu sentirei sua falta. – Disse me abraçando novamente. – Não vá.

— Está tão carente assim? Tudo bem, então eu fico. – Eu disse sorrindo.

Edward abaixou rapidamente e vestiu a cueca sem que seu pai o visse.

— Pode ir agora. – Disse sorrindo.

— Filho, quer que eu te pague um psicólogo? – Perguntou Carlisle. – Você não anda muito bem.

— Não precisa não pai, nunca me senti tão normal.

— Hum, mas qualquer coisa é só pedir tá bom? Vou entrar agora.

— Vai lá. – Disse Edward um pouco alto demais e Carlisle o encarou com uma expressão esquisita. – Tchau.

— Tchau. – Carlisle acenou e saiu.

— Ele pensou que... – Eu disse sem me conter e caí na gargalhada feito uma louca. – Viu a cara dele? Foi hilário!

Continuei gargalhando feito louca, foi então que olhei para Edward que me encarava sério.

— O que foi? – Perguntei sorrindo.

— Terminou? – Perguntou ainda sério e eu assenti. – A culpa é toda sua, você me joga dentro d’água, tira a minha cueca e ainda faz o meu pai pensar que eu preciso de um psicólogo. Feliz agora? Ou quer me maltratar mais? Virei saco de pancada agora?

— Pois é. – Eu disse rindo novamente.

Edward saiu da piscina irritado.

— Vou embora. – Ele disse.

— Não Edward, pare com isso, foi só brincadeira. – Eu disse séria.

— Eu não gostei.

— Para de bobeira.

— Tá legal. – Respondeu de boa.

— Vem.

— Não.

— Magoou? – Perguntei com voz de bebê.

— Magoou. – Ele respondeu com o mesmo tom de voz que ficava extremamente fofo nele.

— Vem aqui bebê, vou cuidar de você.

— Não, é sério, tá frio aí dentro, vamos entrar, aí você cuida de mim. – Disse com a voz maliciosa.

Saí da piscina e fui até Edward, eu estava tremendo, ele percebeu e me abraçou ternamente, nós subimos as escadas indo até seu quarto e molhando cada lugar no qual passávamos, o ar condicionado ainda estava ligado quando nós entramos, então fiquei com ainda mais frio.

— Posso ir primeiro?

— Sim. – Respondeu. – Mas pensei que iríamos juntos.

— Aí já é querer demais. – Querer demais do meu controle, isso sim.

— Eu vou tomar banho no banheiro daqui ao lado.

— Tudo bem. – Eu disse sorrindo.

Edward me puxou e me deu um beijo demorado e gostoso, eu apenas retribuí, como uma adolescente em seu primeiro amor, bom, não deixava de ser.

— Até daqui a pouco. – Ele disse saindo do quarto.

Eu sorri pensando que finalmente as coisas iam se ajeitar, corri para o banheiro e comecei meu banho, foi então que o telefone do quarto de Edward começou a tocar, eu não o atendi, a final o telefone era dele e eu estava tomando banho também, mas a chamada caiu na secretária eletrônica.

— Oi. – Disse uma voz feminina conhecida. – Sou eu, a Tânia, você está aí? Porque se ainda estiver espero que venha logo, lembra que a gente tinha marcado de passar o dia juntos? Estou te esperando.

Imediatamente uma raiva enorme me tomou, lá estava ele com aquela vadia, mas se dependesse do meu recado ele não ia a esse encontro mesmo, se ele lembrasse já era outra história. Quando saí do banheiro enrolada em seu roupão desliguei seu celular e em seguida fui até o quarto de Alice que me emprestou uma roupa e devolveu a minha em uma sacola.

Nós descemos e tomamos café da manhã, apenas eu, ela e Edward. Esme e Carlisle já tinham saído pra trabalhar. Nós conversamos um pouco por auto e Edward saiu para concertar algum problema com sua moto. É. Ele tinha mesmo esquecido da cadela oxigenada. Fazer o que? Eu é que não ia lembrá-lo de sua existência. Depois do café da manhã Alice me levou para casa e quando deu a hora eu fui trabalhar. No dia seguinte acordei atrasada pra faculdade já que estava exausta. Edward me olhava de longe como sempre, mas passou a aula inteira sem falar comigo, no máximo uns sorrisinhos de longe, o que eu achei estranho já que estávamos tão bem, ou eu achava que estávamos.

— Bella. – Disse Emmet no final da aula. – Eu trouxe os convites da minha festa pra você, pra Angela e pra Jéssica.

— Ah sim.

Emmet pegou o meu e o delas me entregando.

— Pode entregar o delas pra mim?

— Claro, sem problemas.

— Obrigado.

— De nada.

Emmet saiu da sala e eu continuei guardando minhas coisas para sair também.

— Você vai? – Edward perguntou chegando ao meu lado.

— Na festa do Emmet?

— Sim.

— Vou. Por que passou a aula inteira longe?

— Eu não queria que você me achasse um grude, queria te dar um tempo com as suas amigas. – Ele respirou fundo antes de continuar. – Com aquele nerd idiota.

— Você não me sufoca. – Eu disse admitindo. – Não sou o tipo de pessoa que enjoa de passar muito tempo com quem gosta. Então não precisa se afastar.

— Você gosta de mim? – Perguntou com uma esperança em seu olhar.

- Sim. – Ele nem fazia ideia do quanto.

— Já é um bom começo.

— Gosto muito. – Disse tentando fazer com que percebesse. – Muito mesmo.

— Eu desisto de te entender. – Disse sorrindo.

— Edward? – Perguntou Tânia chegando na sala. – Vamos?

— Vamos. – Ele disse sem desviar os olhos de mim. – Tchau Bella.

— Tchau Edward.

Ele deu um beijo em minha bochecha e saiu. Terminei de guardar minhas coisas e saí em seguida.

— Bella. – Disse Mike chegando ao meu lado.

— Oi.

— Hoje é aniversário da minha mãe. Nós vamos a uma churrascaria. Quer ir?

— É... Sou vegetariana. – Menti.

— Ah, tem outras coisas, vegetais, comida japonesa.

Ai, eu adorava comida japonesa. Isso era tortura demais, eu não sabia cozinhar direito, então já faziam semanas que eu estava comendo aquela comida horrível que eu preparo, exceto no sábado na casa de Edward, mas mesmo assim, eu mal comi por causa de todas aquelas pessoas engomadinhas à mesa. Seria um presente dos Deuses comer alguma coisa boa pra variar.

— Ai Mike, não sei... Eu não tenho grana.

— Não tem importância, meus pais disseram pra eu chamar alguém pra ir, eles já estavam na intenção de pagar tudo mesmo, se não for pra você vai ser pra outra pessoa que eu chame.

— Tem certeza?

— Sim.

— Nesse caso eu vou, mas não é um encontro. – Eu disse deixando bem claro.

— Tudo bem, eu sei.

— E não tente me beijar.

— OK, não vou tentar. Onde eu te encontro?

— Pode ser aqui na porta da faculdade mesmo.

— Tudo bem, passo pra te pegar aqui às oito.

— OK.

O único problema nisso tudo era que eu teria que resistir às carnes. Maldita mentira, seria muito mais fácil se eu tivesse dito a verdade desde o princípio.

Quando cheguei do trabalho à noite, me arrumei e fui até a faculdade a pé e com aquele maldito salto, eu estava pagando todos os meus pecados por uma boa comida para o jantar, agora sim eu sabia o que era ser pobre. Esperei por uns cinco minutos e então um carro preto parou em minha frente e o vidro traseiro abriu, revelando Mike.

— Oi Bella.

— Oi Mike.

— Tá linda.

— Obrigada.

— Entra aí. – Disse abrindo a porta do carro e chegando para o lado.

Me sentei no banco do carro e fechei a porta.

— Boa noite. – Eu disse ao homem que estava dirigindo e à mulher que estava ao seu lado.

— Boa noite. – Responderam juntos.

— Você deve ser a famosa Bella. – Disse a mulher olhando para trás. – Sou Angelina, a mãe de Mike.

— Sou Bella, como a senhora já sabe. – Eu disse sorrindo e apertando sua mão. – Meus parabéns.

— Obrigada.

— Olá Bella. – Disse o homem. – Sou Jack, o pai de Mike.

— Prazer em conhecê-lo.

— O prazer é todo meu.

Nós fomos à churrascaria e eu comi só comida japonesa mesmo, nós conversamos durante toda a noite e foi bem divertido, ao menos estava sendo até Edward e Carlisle entrarem no restaurante e se sentarem a duas mesas depois da minha. Droga! Eu devia ter ficado em casa mesmo. Fiquei o tempo inteiro olhando para o outro lado na intenção de que ele não me visse, mas não deu e Edward me encarou com um bico enorme no rosto, Carlisle seguiu seu olhar e acenou para mim sorridente assim que me viu. Acenei de volta e dei um sorriso para Edward que me ignorou desviando o olhar para seu pai. O jantar foi todo assim, eu olhando para Edward que ocasionalmente também me encarava furioso, a comida nem descia mais. Pior foi quando o garçom trouxe um bolo em uma bandeja e outros cinco vieram atrás dele cantando parabéns chamando a atenção de todos no local, inclusive de Edward e Carlisle. Os pais dele fizeram questão de me deixar em casa assim que saímos do local. Ao chegar tomei um bom banho e fui dormir.

A semana passou rápido e já estava no dia da festa de Emmet, eu estava ansiosa, Alice fez questão de comprar a fantasia, disse que seria uma surpresa e que eu ia amar, eu estava com medo do que ela escolheria, mas ia esperar pra ver. Assim que cheguei do trabalho seu carro nada discreto já estava na minha porta, ela estava cheia de sacolas e antes de perguntar qualquer coisa eu abri a porta e ela entrou rapidamente jogando tudo sobre a minha cama.

— Pra que tanta coisa?

— É a sua fantasia.

— É do que? – Perguntei curiosa.

— Diabinha sexy. – Disse piscando e eu arregalei os olhos.

Alice fez questão de me arrumar, e depois que me olhei no espelho vi que até que estava legal, a fantasia era bem sexy, acho que Edward ia gostar.

— Você não vai?

— Não, vou ao aniversário da irmã do Jake.

- Você comprou tudo isso pra mim ou já era seu? – Perguntei à Alice.

— Eu comprei pra você, primeira mão.

— Alice, você não devia...

— Devia sim, você merece estar linda nessa festa, vai ser decisiva pro seu relacionamento com o Edward.

— Vai?

— Sim. Agora vamos terminar esse look pra você chegar na festa deslumbrante.

Alice cacheou meus cabelos com babe lise colocando os chifrinhos em seguida, me maquiou e depois me levou até a porta da festa.

— Alice. – Eu disse ao chegarmos. – Não tem música. Será que a festa foi adiada e no lugar vai ter uma festa de bodas de ouro, aí eu vou chegar de diabinha e...

— Não viaja. – Disse Alice. – O segurança está ali. Por que colocariam um segurança em uma festa de bodas de ouro?

— Não sei. Pode ser que a banda ainda não tenha chegado.

— Que banda? Deve ser DJ. Cara, você já foi a alguma festa de gente jovem?

— Não, meu pai nunca me deixava ir na das minhas poucas amigas, dizia que nessas festas tinham bebidas e tal.

— To vendo. Agora vai.

— To nervosa.

— Vai!

Peguei o tridente e saí, andando timidamente até a porta e já conseguia ouvir a música da festa, não era do tipo que se toca em bodas de ouro, o que me deixou mais tranquila.

— Boa noite. – Disse o segurança.

— Boa noite.

— Convite por favor.

Entreguei meu convite e ele abriu a porta para mim. Entrei na festa e estava escuro, com várias luzes coloridas, quando desci as escadas me senti como naqueles filmes, todos que estavam ali por perto pararam para me olhar, fiquei meio sem graça, mas continuei descendo, no fim da escada tinham vários homens me secando.

— Oi diabinha, dança comigo. – Ouvi uma voz masculina ao terminar de descer.

— Não, comigo.

— Comigo.

— Ela vai dançar é comigo. – Ouvi uma voz que parecia conhecer, mas não dava pra ouvi-la direito por causa do barulho. – Me dá o prazer diabinha? – Disse estendendo a mão em minha direção.

— Quem é? – Perguntei.

— Se eu te disser não vai ter graça. Vamos? – Ele disse esticando a mão em minha direção.

— Vamos. – Respondi segurando sua mão.

Nós começamos a dançar e eu tinha que admitir que aquele Zorro tinha um charme incrível, ao nível do de Edward até. Nós estávamos dançando uma música agitada, foi então que começou a lenta.

— Vamos?

— Não sei, tenho que procurar alguém.

— Uma mulher tão linda não procura, mas é procurada.

— Te garanto que quem procuro é infinitamente mais bonito que eu.

— Disso eu duvido.

— Não duvide.

Eu me virei para procurar Edward, mas o Zorro segurou meu braço e eu olhei para ele.

— Não vá, dance comigo só mais essa música.

— Tudo bem, mas só mais essa.

O Zorro me puxou contra seu peito pra dançarmos a música lenta, fechei meus olhos com seu cheiro magnífico que por sinal eu conhecia, aspirei novamente e foi então que a ficha caiu, eu conheceria esse perfume a quilômetros de distância, era ele, meu Edward.

— Edward?

— Oi?

— Então é você.

— O tempo inteiro. – Disse sorrindo. – Como você descobriu?

— Pelo seu cheiro.

— Você conhece o meu cheiro?

— Conheço cada parte de você.

— Quem você ia procurar?

— Você.

— Eu sou muito mais bonito do que você?

— Muito mais.

— Só pode estar cega. – Disse sincero.

— Não sou a garota mais cobiçada da faculdade.

— Isso não quer dizer nada.

— Claro que quer.

— Você não viu todos babando feito babacas por você enquanto descia?

— Vi, mas foi só hoje porque estou arrumada, já você pode estar como um mendigo e ainda sim todas cairão aos seus pés.

— Não importa. – Disse me puxando para dançar.

Nós ficamos ali mais um pouco e depois fomos até Emmet e Jasper, que estavam vestidos de pirata e Aladim, respectivamente.

— Bella! – Disse Emmet – Está linda!

— Obrigada e feliz aniversário.

— Obrigado.

— Vai uma cerveja? – Jasper perguntou com uma latinha fechada na mão.

— Eu acho melhor...

— Ela aceita. – Disse Edward pegando a lata, abrindo e entregando em minha mão. – Bebe.

— Não. – Eu disse segurando a lata. – Não quero que me obrigue.

— Não vai morrer porque bebeu uma lata de cerveja.

— Não pode ser ice não?

— Não. Experimenta.

Levei a cerveja até a boca e dei um gole, ela estava bem gelada e até que não era tão ruim.

— E aí? – Emmet perguntou.

— É bom. – Respondi.

— Eu sei. – Disse Jasper.

— Eu sabia que você ia gostar. – Disse Edward sorrindo.

- É, é bem gostoso.

Nós fomos andando pela festa e falando com os amigos de Edward, enquanto eu bebia e bebia cada vez mais, não sei exatamente em qual momento tudo acabou, mas acordei no quarto de Edward com uma blusa de manga beje que pelo tamanho e cheiro com certeza era dele, eu estava coberta pelo edredom e quando olhei embaixo da camisa não tinha absolutamente nada. Meu Deus. O que aconteceu comigo? O que fizeram comigo?

— Edward. – Chamei.

— Oi? – Disse ele saindo do banheiro de seu quarto e se sentando ao meu lado. – Como você está?

— Minha cabeça dói e eu estou meio tonta. O que houve Edward? O que aconteceu ontem?

— Você bebeu demais e acabou desmaiando.

— Eu desmaiei? – Perguntei incrédula.

— Sim, no meu colo, eu fiquei preocupado no início, mas em menos de dois minutos você acordou.

— Ai que vergonha. Alguém viu?

— Não, a gente estava perto da porta.

— Como eu vim parar nessa blusa?

— Eu te dei um banho, coloquei essa blusa em você e depois te coloquei na cama.

— Por que não vestiu uma calcinha em mim?

— Porque você estava na rua, dançou a noite inteira com ela, achei melhor não colocar.

— Que horas são?

— Tarde.

— Tarde?

— Uma e meia da tarde.

— Nossa. Eu já devia ter ido trabalhar. – Eu disse desesperada.

— Calma, a Alice foi lá e disse que você estava passando mal. Eles te liberaram.

— Ah sim. – Eu disse mais calma. – Nós chegamos que horas?

— Duas e vinte da madrugada.

— Tarde né?

— Tarde? Eu nunca saí tão cedo de uma festa.

— Nossa. – Eu disse impressionada e ele sorriu.

— Você estava linda.

— Você também. – Respondi sorrindo. – Estamos sozinhos?

— Não, nunca estou só nessa casa. A Anne está aqui. Mas por que quer saber? – Perguntou com um sorrisinho malicioso.

— Por que você acha que tudo tem uma segunda intenção?

— Porque sempre tem.

— Não, você que vê maldade em tudo.

— Eu?! – Perguntou se fazendo de ofendido e eu sorri.

Edward sorriu e eu também, nós ficamos nos encarando por algum tempo e eu achava que já estava mais do que na hora de acabar de uma vez por isso. Todo esse meu joguinho só estava servindo para nos separar e continuar sempre na mesma, eu não queria aquilo pra mim e sabia que ele também não.

— Edward. – Eu disse tomando coragem. – Você gosta mesmo da Tânia?

— Você é muito idiota se ainda não percebeu que não.

— Então por que está saindo com ela?

— Porque como você mesma disse, eu tenho que tocar a minha vida.

— Se separa dela.

— Isso é uma ordem.

— Não sei. Você vai obedecer?

— Por que eu faria isso? Pra sofrer ainda mais?

— Não, pra ficar comigo.

Edward olhou para o chão meio confuso e sorriu.

— Como assim “Ficar com você”?

— Eu quero você de volta.

— Se for pra me magoar de novo, obrigado, mas eu não quero. Você disse que não me amava, então não brinque com o meu coração como da primeira vez. Se sua intenção é ir embora daqui a pouco, então nem pense em voltar pra mim. Porque eu não vou aguentar, de novo não.

— Você não disse que eu seria muito idiota se pensasse que você gostava da Tânia? Pois então, você foi muito idiota em pensar que eu não te amo.

— Então por que você mentiria?

— Porque o meu pai queria te matar.

— Então foi por isso? – Perguntou com os olhos arregalados.

— É. Pra te proteger.

— É claro! – Disse como se tivesse feito a descoberta do ano. – Tudo faz sentido agora. Como não pensei nisso antes?

— Pois é. Mas agora a gente pode voltar, eu o convenci de desistir desse plano estúpido e sei que ele não vai fazer mais nada.

Edward abriu um sorriso enorme e reluzente, eu nunca tinha o visto tão feliz, nem mesmo quando aceitei ser dele no casebre. Ele era um forte candidato ao homem mais feliz do mundo agora e isso estava transparente em seu rosto.

Ele segurou meu rosto e me beijou apaixonadamente.

— Eu volto pra você meu amor. – Ele sussurrou com nossas testas coladas. – No meu coração nós nunca estivemos separados, nunca.

— Nem no meu. – Garanti.

Ele me beijou novamente e começou a levantar a camisa que eu estava usando, mas eu o interrompi.

— O que foi? – Perguntou.

— Ligue pra Tânia primeiro e termine tudo.

— Mas ela não é a minha namorada.

— Mas vocês estão ficando bem sério, e pra mim dá no mesmo. Liga pra ela.

— Tudo bem. – Disse pegando o celular no criado mudo e ligando para a loira oxigenada.

— Coloque no viva voz. Quero ouvir tudo que essa mocréia vai dizer.

Edward ativou o viva voz e em pouco tempo Tânia atendeu.

— Alô meu amor. – Ela disse. – Já estou com saudades.

— Tânia, eu preciso falar com você. – Disse Edward sério.

— Antes de qualquer coisa eu quero que você saiba que é uma garota incrível e que me fez um bem danado quando eu mais precisei.

— Obrigada. – Disse num tom visivelmente nervoso. – Mas por que está dizendo isso?

— Porque não dá mais pra gente ficar.

— Você está terminando comigo?

— Nós nunca nem mesmo começamos, eu estou ligando só pra dizer que não quero mais ficar com você, apenas isso.

— Edward, você sabe que eu não me importo com esse seu sentimento pela Bella, mas aceite os fatos, ela não te ama! E se não te ama hoje não vai te amar nunca. Você tem que ficar ao lado de quem te dá o valor que você merece, eu.

— Tânia, eu não quero mais, só isso. Você também merece alguém que te ame e esse alguém não sou eu.

— Tudo bem Edward, mas já deixo em aviso, ela vai te usar de novo e terminar com você, aí quando estiver por baixo, não venha me procurar. Você vai se arrepender de ter escolhido a ela. – Disse irritada.

Eu não me contive e ri, até alto demais por sinal.

— Você está... – Disse parecendo incrédula. – Rindo?

— Não, é só uma pessoa que está comigo.

— Tudo bem Edward, vou fingir que acredito.

— É sério Tânia, eu...

— Adeus! – Gritou desligando o telefone na cara de Edward.

— Uau. – Eu disse. – Ela ficou nervosa mesmo.

— Eu fiquei com pena dela. – Disse Edward pensativo. – Não gostaria se fosse comigo.

— Nem eu, mas ela sabia desde o início que você gostava de outra pessoa, entrou nessa porque quis.

— Isso é. – Ele disse com o rosto inexpressivo e eu fiquei apenas o observando, ele era tão lindo que eu me perguntava como um ser humano desses podia ver alguma coisa em alguém como eu.

— Meu namorido. – Eu disse orgulhosa acariciando seu rosto.

— Estamos namorando? – Perguntou empolgado.

— Bom, por mim sim.

— Eba! – Ele comemorou. – Acho que agora temos que consumar. – Disse com um sorriso malicioso.

Notas finais
E aí? O que acharam? Comentem/recomendem muito. Mil beijinhos e até terça!