A filha do reitor
16 Dores de cabeça
Notas iniciais
Acordei tarde, a final não teria muita coisa pra fazer hoje, na verdade meu dia seria muito monótono, eu estava exausta desde a noite de ontem, uns cinco minutos depois do meu despertar meu pai bateu à porta.
— Bella, seu café da manhã.
Fui até a porta e ele abriu me entregando o lanche, depois sem dizer mais nada a trancou novamente e se foi.
Já eram quase meio dia e eu estava desesperada, não aguentava mais ficar naquele lugar, tinha que sair dali imediatamente, fui até a janela e olhei para baixo, parecia bem alto, mas Edward subia e descia tranquilamente muitas vezes. Eu não precisaria sair dali se ao menos pudesse me comunicar com Edward avisando que passaria o dia no quarto, assim ele viria para ficar comigo naquele quarto o dia todo, mas antes de tentar sair dali tomei um banho, fiz minhas tranças, enchi o peito de ar e fui. Passei uma perna pela janela, mas percebi que meu pé não estava tocando a beirada entre o meu quarto e o de baixo que era elevada, mas eu sabia que não estava longe, então soltei minhas mãos da parede e desci mais à procura do meu apoio, porém para a minha incrível sorte eu pisei na ponta do cálcio e caí, essa foi a última coisa que me lembrei.
— Amor, fala comigo, por favor! – Uma voz masculina e conhecida falava comigo enquanto eu retomava minha consciência. – Bella!
— Oi? – Falei meio tonta abrindo os olhos devagar, mas minha visão estava muito embaçada e turva, então não pude o ver.
— Graças a Deus! – Senti uma boca beijando a minha. Eu conhecia aquele beijo, era Edward! – Você acordou!
— Edward? – Perguntei.
— Oi?
— Onde você está?
— Ao seu lado.
Minha visão já começava a melhorar e eu via apenas um teto branco, então olhei para seu rosto.
— Onde estamos? – Perguntei.
— Na enfermaria.
— Por quê?
— Eu estava indo até sua janela pra te ver e quando cheguei lá você estava desmaiada, então eu te trouxe. A médica disse que você vai ficar bem.
— Ainda estou um pouco tonta.
— Você em assustou.
— Eu tenho que voltar para o quarto.
— Por quê? – Perguntou confuso. – Não estou entendendo nada, você passou a manhã toda no quarto, então te encontro desmaiada perto da casa dos professores, o que houve?
— Meu pai me deixou de castigo, por isso tenho que ficar trancada naquele quarto o dia inteiro, não estava mais aguentando ficar lá, então tentei pular, mas minha perna não foi longa o suficiente e caí.
— Não faça mais isso. – Ele disse preocupado. – Agora me diz, por que ele te deixou de castigo?
— Porque está de castigo?
— Porque ele viu quanto cheguei ontem às duas da manhã, com aquela roupa, com o ice na mão, o batom todo borrado.
— Esse cara é um mala. – Disse irritado. – Eu sei que é o seu pai, mas ele é muito irritante.
— Eu sei. – Disse admitindo pela primeira vez.
— Quando pretende contar a ele sobre nós?
— Ainda não me decidi se é melhor amanhã depois da peça ou quando chegarmos em casa.
— Eu quero pedir a ele.
— Não acha melhor eu tentar convencê-lo?
— Eu falo com ele, não quero que pense que não estou nem aí, quero ir pedir sua mão em namoro, deixar bem claro as minhas intenções.
— Você é tão perfeito quando fala assim. – Eu disse sorrindo. – Mas acho que ele não vai aceitar tão fácil o nosso relacionamento.
— Não tenha medo. – Ele pôs a mão em meu rosto acariciando levemente. – Eu ficarei com você, não importa o que ele diga.
— Você me promete que não vai desistir independente do quanto tenha que lutar para ficarmos juntos? – Perguntei olhando em seus olhos.
— Prometo. A única pessoa que pode me afastar de você é você mesma.
— Ela já acordou? – Uma mulher toda de branco entrou na sala perguntando.
— Sim. – Disse Edward e ela deu um sorriso exagerado para ele.
— Então estão liberados. – Por que ela não parava de olhar para o meu namorado como se fosse comê-lo? Ou melhor como se quisesse ser comida por ele? Isso me incomodou demasiadamente, ainda mais pelo fato dela ser bonita.
Edward segurou minha mão e me ajudou a levantar, depois saímos da enfermaria.
— Era a médica? – Perguntei.
— Não, enfermeira.
— Não gostei nem um pouco do jeito que ela te olhou. – Eu disse emburrada.
— Tá com ciúminho. – Disse sorrindo como quem gostasse do que via. – Você sabe que só tenho olhos para você. – Disse sério, mas logo em seguida voltou ao seu tom bobão. – Se bem que a enfermeira é gostosinha, sempre tive um fetiche com enfermeiras.
Eu sabia que ele estava brincando, mas acho que eu também podia brincar um pouco, então imediatamente parei de andar, arregalei os olhos e abri a boca, como quem não acreditasse no que acabara de ouvir, minha expressão perplexa o convenceu, porque eu começava a ver o arrependimento em seu rosto.
— Como você tem coragem de dizer isso na minha frente? – Perguntei com um toque brincalhão para ele perceber que não tinha ficado chateada e sua expressão parecia mais aliviada, mas ainda era um pouco tensa. Dei um leve soco em seu peito. – Seu idiota!
— Estava brincando tá? – Perguntou.
— Eu sei, se você tivesse intenções sexuais nela nunca diria isso na minha frente, mas eu concordo.
— Com o que?
Voltei a andar e ele veio ao meu lado.
— Ela é gostosa, cabelão preto, bronzeada, traseiros e seios fartos, pernas grossas, cintura fina, você escolheu bem.
— É você quem tá dizendo isso. – Disse na defensiva, mas depois me olhou com um ar brincalhão. – Mas por que reparou tanto nela? Tá pensando em mudar de time?
— Claro que não! – Disse imediatamente. – Ela não parava de te olhar, eu tinha que checar a mercadoria da concorrência. – Ele gargalhou e eu acabei rindo também.
— Onde estamos indo? – Perguntou.
— Para o meu quarto antes que meu pai perceba que não estou lá.
— Tá bom, eu te levo.
— Mas como vou entrar se não tenho a chave? – Perguntei ao me ligar.
— Eu te ajudo a subir pela janela.
— Você vai me ajudar e vai subir também não é?
— O que ganho em troca? – Perguntou malicioso.
— Vai pagar a aposta que perdeu de ontem à noite.
— Mas vou ter que fazer o que você quer, não sei se vou gostar.
— Posso te garantir que vai.
— Garante mesmo?
— Sim.
— Nesse caso...
Nós fomos até a janela, Edward subiu primeiro e depois que já estava lá em cima me orientou exatamente onde pisar e pôr as mãos, quando ele já conseguia tocar em meus braços ele me puxou para dentro rapidamente.
— Vou ao banheiro tomar um banho rápido. – Eu disse.
— Quer companhia? – Perguntou com aquele sorriso torto que me tirava do sério.
— Melhor não. – Eu disse já sabendo que se ele fosse as coisas não iam prestar. – Liga o ar condicionado.
— Tá bom.
Fui tomar meu banho, eu estava com pressa, mas mesmo assim me higienizei ainda melhor do que num dia normal, a final era Edward Cullen, não importa quantas vezes já fizemos isso, eu tinha que estar sempre bem limpa e cheirosa para ele.
Quando saí do banheiro sorri e corei levemente ao vê-lo sentado em minha cama, já ereto e massageando seu membro.
— Vem. – Ele disse com a voz rouca.
— Em algum momento eu disse que o pagamento da aposta incluía sexo? – Disse ligando a tevê fazendo com que eu a olhasse confuso. – Para o caso de meu pai bater a porta, não quero que escute nossos barulhos.
— Você garantiu que eu iria gostar do pagamento dessa aposta. – Eu disse voltando ao assunto anterior.
— Eu sei.
— O que quer que eu faça? – Perguntou.
Desamarrei o roupão e deixei cair naturalmente por meu corpo que agora se encontrava completamente nu, fui andando em sua direção e me sentei ao seu lado, Edward olhou para mim esperando alguma ação, então imediatamente o beijei, coloquei uma das mãos em seu rosto e a outra em seu peito, fui descendo lentamente até seu membro, o segurei massageando de baixo para cima repetidas vezes, ele apenas gemia contra meus lábios, eu estava o deixando louco e gostava disso. Parei de beijá-lo e me ajoelhei de frente para ele, coloquei uma mão em um de seus joelhos e a outra no outro, os separei e me movi para frente, ficando entre suas pernas, ele me olhava com olhos excitados e ansiosos, provavelmente já sabia o que estava disposta a fazer. Beijei o topo de seu pênis, ele arfou audivelmente, depois lambi todo o comprimento, timidamente comecei a chupá-lo, primeiro na ponta, depois forçando a enfiá-lo todo na boca, mas era enorme e eu simplesmente não conseguia, Edward me ajudou entrelaçando os dedos nos meus cabelos e empurrando minha cabeça com força contra seu membro, me forçando a engoli-lo por inteiro, olhei para cima com a visão periférica e vi que sua cabeça estava jogada para trás, ele gemia deliberadamente.
— Porra, Bella! – Disse entre gemidos.
Minhas mãos agarravam suas coxas com força, o tirei de minha boca e mordi levemente seus testículos os massageando enquanto chupava toda sua extensão novamente. Edward estava em frenesi, era evidente pelo seu estado, ele empurrava os quadris contra meu rosto, movendo seu pênis dentro da minha boca, nunca o ouvi gemendo tanto como estava dessa vez, pelo visto ele gostava de um oral, interessante.
— Eu vou gozar, se não quiser engolir pare agora. – Avisou.
Aquela altura já estava tão anestesiada que nem tinha em mente parar, Edward gozou dentro da minha boca, e eu engoli tudo de uma vez só, confesso que o gosto não era dos melhores, mas foi bom ver sua expressão de extremo prazer ao me ver lambendo os resíduos dos lábios com a língua.
— Você é tão sexy. – Disse assim que terminei.
— Obrigada. – Disse sem graça.
Ele segurou minhas mãos me ajudando a levantar e me sentou em seu colo, acariciando minha vagina me deixando excitada com o toque mínimo que estava dando.
— Como aprendeu a fazer isso? – Perguntou. – Eu não posso acreditar que já tenha feito antes, porém fez tudo tão direitinho que parece já ter feito várias vezes.
— Aprendi com os vídeos. – Eu disse sem graça e olhando para baixo.
— Vídeos? – Perguntou curioso.
— Eu tinha curiosidade em saber como era, sabe, essas coisas de sexo e tal, então vi uns vídeos na internet há uns dois anos atrás. Achei isso interessante e não esqueci mais de como se fazia.
— Minha menininha safada. – Disse sorrindo. – Quem diria, você aos 16 anos assistindo vídeos assim.
— Estou constrangida.
— Por quê?
— Porque agora você sabe disso.
— Isso é algo perfeitamente normal. – Garantiu. – Não se preocupe.
Criei coragem para olhar para ele que tinha o rosto muito próximo ao meu, o beijei sem pensar duas vezes, mas alguém batendo à porta nos atrapalhou.
— Isabella. – Chamou meu pai. – Sua comida.
— Já estou indo. – Eu disse.
Peguei o roupão do chão e vesti, depois fui até a porta, abri apenas uma parte e lá estava meu pai com uma sacola nas mãos.
— Oi pai. – Eu disse.
— Já pensou sobre o seu erro? – Perguntou.
— Não acho que errei em nada.
— Pensa mesmo que está certa?
— Sim, e não vou mudar de ideia.
— Toma logo a sua comida. – Disse me entregando a sacola.
— Nossa, está muito pesado. Acha mesmo que eu como assim?
— Não fazia ideia de quanto você come, e não queria que ficasse com fome, então fiz um cálculo rápido para saber o máximo de comida que alguém do seu peso poderia comer.
— Nerd. – Eu disse sorrindo.
— Olha quem fala.
— Você é mais que eu.
— Não sou não, minha menor nota foi 7, e a sua? – Perguntou em um tom desafiador.
— 9,1. – Eu disse baixo.
— Quanto?
— 9,1. – Falei mais algo.
— HA! Você é mais nerd. – Disse sorrindo como se houvesse ganho uma competição.
— Tsc, tchau pai.
— Tchau. – Disse ainda rindo enquanto andava rumo à escada.
Fechei a porta e me sentei ao lado de Edward na cama.
— Eu ganho dos dois. – Disse sorrindo e eu o acompanhei.
Abri a quentinha e tinha muita comida, muita mesmo.
— Me ajuda a comer isso aqui? Tem muito pra mim, como menos da metade disso.
— Ajudo sim, é até melhor que não preciso sair pra almoçar.
— OK. Eu vou comer e depois te dou, porque só tem um par de garfo e faca.
— Tudo bem, coma o quanto quiser, não se preocupe comigo.
Comecei a comer, e dentro de pouco tempo já estava satisfeita, ainda tinha muita comida, dei para Edward que não demorou muito para comer tudo, joguei a embalagem e os talheres descartáveis no lixo e depois fui escovar os dentes.
— Quer vir Edward? Tenho uma escova extra aqui.
— Quero.
Ele veio até meu lado e nós escovamos os dentes juntos, depois voltamos para o quarto, descansamos um pouco o almoço, depois voltamos a namorar, nosso dia passou assim, agarradinhos, não tinha nada melhor que isso.
À noite Edward saiu e pouco tempo depois meu pai trouxe minha janta, mas logo depois Edward voltou me deixando confusa, já que tinha dito que talvez dormisse em seu dormitório com Alice hoje.
— Ué, pensei que não voltaria mais hoje. – Falei sorrindo.
— É que o Emmet e o Jasper querem ir a um restaurante e me chamaram, você quer ir conosco?
— Não sei, me parece uma noite dos meninos.
— Não, foram até eles que deram a ideia de te chamar, querem te conhecer melhor, a final você está comigo agora.
— Você realmente quer que eu vá? Tem certeza de que não vou atrapalhar?
— Absoluta.
— Tudo bem, nesse caso eu vou sim.
— Se arruma e fica olhando pela janela, se eu já estiver aqui em baixo eu te ajudo a descer, senão é só me esperar que eu já vou estar chegando.
— Tudo bem.
Edward saiu e comecei minha batalha para encontrar uma roupa legal para ir a um restaurante com meu namorado e seus amigos. Finalmente me decidi com o que iria para o jantar e me vesti, Fiz minhas tranças e a maquiagem, depois fui até a janela Edward estava lá em baixo me esperando e me ajudou a descer.
— Tão bonita. – Disse sorrindo e retribuí ao seu sorriso.
— Onde seus amigos estão? – Perguntei.
— Me disseram que iam esperar no carro, então devem estar lá.
Edward segurou minha mão e nós fomos até o local, mas ao contrário do que eu esperava e gostava quem nos esperava eram Emmet, Lauren e Rosalie.
— Tá de brincadeira? – Perguntei antes de chegarmos olhando para Edward.
— Eu juro que não sabia. – Disse tão espantado quanto eu.
Bufei irritada, já era tarde demais para voltar, eles já olhavam para nós, algo me dizia que essa noite me daria grandes dores de cabeça.
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