A filha do reitor
46 Desentendimentos
Notas iniciais
Após o nosso fim de semana maravilhoso na praia, voltamos para casa, e segunda Edward saiu para trabalhar enquanto eu ficava em casa com as crianças, devido à licença à maternidade. Mas já estava tarde e nada dele chegar. Seu horário era sete da noite, mas deu, oito, nove, dez horas e nada. Eu ligava para seu celular, mas só dava desligado, queria ligar para seu trabalho, mas não tinha o telefone, queria ir lá também, mas não podia já que Nessie estava queimando em febre, esperando que o remédio fizesse efeito. Eu realmente não sabia o que fazer. Quando eram quase onze horas, Edward chegou.
— Edward.
Levantei do sofá e corri para abraçá-lo.
— O que houve amor? – Perguntou. – Por que está assim?
— Estava preocupada com você. Onde estava até agora?
— Trabalhando.
— Até essa hora? – Perguntei estranhando.
— É. – Disse como se fosse natural.
— Com quem? – Perguntei desconfiada.
— Sozinho.
— Mas estava trabalhando em que?
— Segredo.
— Desde quando você tem segredos pra mim? – Perguntei levemente chateada.
— Olha, eu não posso te falar agora, mas em breve você saberá.
— E eu vou gostar?
— Não vou dar dicas.
— Tudo bem, mas sua filha está aqui queimando em febre, eu te liguei, mas o celular só dava desligado. O que está acontecendo Edward? – Perguntei. – Acho que mereço alguma explicação.
— Vamos levá-la ao hospital.
— Eu já dei o remédio a ela, se a febre não passar a gente leva. Agora me fala Edward, por que o celular estava desligado?
— Eu já disse que estava trabalhando. Não acredita em mim?
— Não sei. – Respondi friamente. – Essa história toda está muito mal contada.
— Eu vou dormir, pra não me estressar com você.
— Ah é? Então prefere deixar que eu fique pensando besteira?
— O que quer que eu te diga? Eu já contei a verdade, se você não quer acreditar, só me resta aceitar.
— Então aceita. Agora eu estou desconfiada de você. Isso é muito bom pra nossa relação, não é? – Perguntei irônica.
Edward apenas me ignorou e subiu, fui até Nessie e coloquei a mão em sua testa para ver se ela estava com febre, mas graças a Deus estava com a temperatura bem mais baixa. Em seguida subi e fui até o banheiro onde Edward tomava banho e parei de frente para o Box.
— Edward. – Eu disse insistindo no assunto, afinal, a última coisa que eu queria era que houvesse qualquer tipo de desconfiança entre a gente. – Por que isso?
— Eu que pergunto, por que isso? O que eu fiz pra gerar tudo isso?
— Você chegou quase quatro horas depois do seu horário de trabalho com a desculpa mais esfarrapada do mundo e ainda quer que eu ache que está tudo bem?
— Não é desculpa esfarrapada, eu estava trabalhando! – Disse irritado.
Senti as lágrimas começarem a descer levemente por meu rosto, era difícil admitir, mas eu sabia que a possibilidade de eu estar sendo traída era existente, afinal, ninguém fica trabalhando até tão tarde.
— Então hoje você dorme no sofá. – Eu disse. – E vai ser assim até você me explicar, aliás, não apenas explicar, mas me convencer de que estava realmente trabalhando.
— Você não pode fazer isso. – Gritou. – É infantil e ridículo.
— Não grite. – Eu disse no mesmo tom de antes. – Se não é capaz de me respeitar, respeite ao menos os seus filhos que estão dormindo.
Edward respirou fundo o olhou para o chão, ele parecia muito triste por estarmos discutindo, eu podia ver isso em sua expressão. Ele desligou o chuveiro, se enrolou na toalha e veio até mim.
— Bella. – Disse mais baixo. – Amor, eu não fiz nada pra você ficar com raiva de mim. Nunca faria nada para te magoar.
E eu o abracei, sabia que não podia ceder daquela forma, já que ele ainda tinha que me explicar toda essa história de chegar tarde, só que era tão bom estar assim com ele, tão bem, tão protegida. Ao mesmo tempo que eu estava desconfiada, eu também não estava, já que podia sentir o seu amor e carinho por mim.
— Eu te amo. – Eu disse com o rosto enterrado em seu peito. – Não me deixe.
— Claro que não vou te deixar, nunca. Eu te amo.
— Eu tenho medo de te perder.
— Você não vai me perder. – Garantiu. – Eu sou todo seu.
— Promete?
— Prometo. Vem.
Ele parou de me abraçar e nós fomos de mãos dadas até o quarto, em seguida sentamos na cama. Ele se aproximou lentamente e me beijou, um beijo intenso, cheio de carinho, que me soava perfeitamente como o mais puro e verdadeiro pedido de desculpas.
— O que você pretende? – Perguntei ainda de olhos fechados.
— O que? – Perguntou num tom malicioso. – A melhor advogada do mundo não sabe o que pretendo?
— Eu... Não sei.
— Não sabe?
— Não. – Eu abri os olhos, pronta para desenterrar o assunto, por mais que isso pudesse acabar com a nossa paz. – Eu também não sei o que estava fazendo até quase onze horas na rua.
— OK, vamos dormir já que você não consegue esquecer isso. – Disse irritado e deitando na cama.
— Não, aqui não. – Eu disse firme.
— Não vou dormir no sofá.
— Então eu vou. – Eu disse me levantando e indo em direção à porta.
Edward levantou rapidamente e correu até a porta entrando na minha frente.
— Ninguém vai entrar e nem sair deste quarto. – Disse enquanto trancava a porta e tirava a chave.
— Me dá essa chave. – Eu disse séria.
— Não. – Disse simplesmente.
— Edward Cullen, me dá essa chave agora ou eu...
— Ou você o que?
— Eu grito.
— Vai gritar é? Se você não me respeita, respeite ao menos os seus filhos que estão dormindo. – Disse erguendo as sobrancelhas em um pequeno gesto de vingança.
— Ora seu... – Eu disse com raiva.
— Seu o que? Diz.
Ele andou até o banheiro, trancou a porta e ficou lá por algum tempo, depois saiu com nada nas mãos.
— Edward. Cadê a chave?
— No banheiro.
— Vou procurar.
— Nem perca seu tempo, você não vai achar. – Garantiu.
Fui em direção ao banheiro, e consequentemente na dele que estava parado na porta, e quando cheguei lá, tentei empurrá-lo, mas ele segurou meus braços com força, me jogando contra a parede e me beijando ferozmente.
— Sai. – Eu disse sem forças.
— Não.
Ele me beijou novamente e depois me pegou no colo, me levando até a cama e me jogando nela como se eu fosse um fantoche feito especialmente para lhe dar prazer. Ele subiu em cima de mim e puxou minha camisa com tanta força que ela desabotoou de cima a baixo.
— Para Edward. – Minha voz saiu como um sussurro.
Comecei a empurrá-lo e socá-lo enquanto ele me despia descaradamente, parecia que absolutamente nada era capaz de detê-lo. Edward tirou o resto de minha roupa em questão de segundos, e em seguida sua toalha da cintura, ficando completamente nu também, então começou a chupar meu seio, arrancando um gemido de minha garganta. Eu já nem queria mais pedir para que ele parasse, vai que ele parava mesmo? Edward trilhou beijos até minha intimidade e começou a chupar meu clitóris assim que nela chegou, ele segurava minhas coxas enquanto fazia todo o trabalho, meus dedos estavam entrelaçados em seus cabelos e meu corpo se arqueava de prazer, sua língua chegava em pontos que me levavam à loucura. Edward então me penetrou com um dedo e começou a estocar tão devagar que chegava a ser torturante, então ele me penetrou com outro, ainda excessivamente devagar.
— Edward... Por favor. – Implorei.
— Por favor o que? – Perguntou enquanto me penetrava agora rapidamente. O choque de velocidades fez todo o meu corpo tremer, em um orgasmo maravilhoso. Ele sabia brincar comigo direitinho.
— Eu preciso de você dentro de mim... Agora. – Eu disse depois do efeito do orgasmo passar.
— Tudo bem.
Rapidamente Edward direcionou seu pau em minha entrada e em questão de segundos, já estava completamente dentro de mim. Ficou parado por um curto período de tempo e então começou a se mover rápido e violentamente, ele estava com tudo! E eu gemia alto. Com ele era sempre assim, mas havia algo de especial hoje, ele estava me dando todo o gás e isso era simplesmente maravilhoso. Ele movia os quadris em uma velocidade quase impossível para os padrões humanos, ambos gemíamos em uníssono e era tudo que eu mais precisava, sexo após uma briga era a melhor forma de dormir bem. Em pouco tempo eu já podia sentir mais um orgasmo vindo com força total. E ele gozou com tudo enquanto gemia de prazer e caia ao meu lado da cama.
— Isso foi incrível. – Eu disse arfante.
— Agora me diz. Eu estive gastando as minhas energias com outra como eu sei que você pensou quando eu cheguei tarde em casa?
— Não. – Respondi imediatamente mal contendo o sorriso que estava em meus lábios, eu realmente não havia pensado por esse lado. – É impossível estar com todo esse gás após ter feito sexo antes.
— Isso é pra você ver como pra mim, só existe uma mulher, que é você. – Garantiu. – Eu te amo, Isabella Swan.
— Eu também te amo, Edward Cullen.
Eu o puxei para um beijo intenso e avassalador. Era o mínimo que ele merecia após o sexo que acabou de me dar.
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