Notas iniciais
Heey peoples, por favor, me ajudem dizendo o que acharam, mesmo que seja uma opinião ruim, o ser humano é feito de críticas cara! E eu sei aceita las u.u Beijos da Cami

Abrira meus olhos pois escutei uns gritinhos histéricos misturado com risadas.

Acordei porque a Thifany estava trocando cartas com seu namorado, e estava lendo uma para suas amigas, que gritaram no final, me acordando.

Minha vida era um chata, eu estudava em Beubotoxs, que fica em Cannes, no sudeste da França, minha mãe é uma comensal da morte e assim vai seguindo.

Mas já parei com essa coisa de sofrer por isso. Não derramo uma lágrima há muito tempo. E agora não tenho sentimentos.

Não vou dizer que minha convivência com as outras estudantes era boa, eu estaria mentindo.

Eu não gosto delas, mas não gosto porque elas não gostaram de mim primeiro.

Eu não sei se sou francesa, mas cresci em um orfanato aqui mesmo, e quando fiz onze anos fui chamada para entrar na escola de magia, e pronto, estou aqui a quatro anos.

Convivo com algumas veelas, e as vezes as idiotas tentam me seduzir para fazer coisas que elas querem, depois acabo azarando todas e elas não sabem o por quê...

Mas enfim, a vadi... Digo, Thifany me acordou, e o que eu não queria era ficar ali ouvindo ela e suas amigas tagarelarem.

Joguei minhas pernas para fora da cama e cambaleei até o banheiro.

Tomei banho e pude vestir roupas normais, pois era domingo.

Odiava aquele vestidinho azul de seda, então optei por shorts jeans, uma blusa caída no ombro e tênis, com certeza bem diferente que qualquer menina na minha escola inteira, elas preferiram usar vestidinhos que as deixassem fofas e chamassem a atenção dos meninos...

Apesar de ter falado que eu era diferente e tal, mas eu não fico atrás das outras meninas. Tenho um corpo diferente delas, que são secas e magrelas, eu tenho cintura fina e, coxas grandes e blá... Meu cabelo também é diferente, ele é escuro, preto e tem cachos grandes. Meus olhos são cinzentos, e opacos, eles ficam mais escuros ainda mais opacos quando estou nervosa.

Minha vida no fim não era tão ruim, poderia ser pior, e eu estava enfim me acostumando.

Desci para tomar café da manhã. Como estava cansada, decidi que iria dormir o dia todo.

***

Estava indo para meu quarto, pois já tinha acabado o café, quando uma garotinha loirinha me chamou e avisou que a diretora queria me ver.

Fui com um pouco de medo para a sala da diretora, tentando me lembrar da última besteira que eu fiz.

–Olá Senhorita Lestrange!

–Oi Diretora... a que devo a honra de vossa presença? — perguntei com uma reverencia exagerada

–Bem, vou ser direta, como você sabe, você não é... digamos que apropriada a nossa escola, mas eu consegui uma transferência para você. A Senhorita irá para Hogwarts.

–Mas eu não quero isso! — falei um pouco mais alto do que devia

–Desculpa querida, mas já está tudo fechado.

Abri a boca para falar, mas ela me interrompeu:

–Não adianta Diane! Você nunca se deu bem aqui, briga com todas as outras meninas e põe o nome da escola em risco, então é isso, você irá por bem ou por mal.

Eu sabia que não iria adiantar discutir, então virei as costas e sai da sala mantendo os passos largos, como quem não ligasse, mas por dentro estava uma fera, por ela ter tomado essa decisão sem me perguntar. Estava só pensando como seria bem recepcionada por ser uma filha de comensal...

Quando cheguei a meu quarto por uma bênção de Merlin aquelas meninas não estavam lá, e pude chorar em paz. Não chorei por que queria a França, afinal eu sabia falar inglês, mas teria que me acostumar novamente com novas pessoas, fora que ninguém iria querer andar perto da filha de uma comensal, lá a fama era maior ainda, iria estudar com pessoas órfãs por causa da minha mãe...

Quando eu acho que tudo poderia ser bom, tudo da uma reviravolta e o mundo parece que ira cair de novo.

Arrumei minhas malas e tudo mais esperando um sinal da diretora para que eu fosse para a tal escola. Até o uniforme de lá já estava sobre minha cama.

***

Aparatei junto da inspetora, que me deixou lá e logo foi embora, pelo visto eu era um peso jogado fora...

Empurrei grandes portas de pedra e percebi que interrompi o jantar deles.

Um velho com grandes barbas e óculos meia lua pigarreou ao me ver:

–Alunos de hogwarts, chegou a mais nova aluna da nossa escola! Entre senhorita Lestrange!

Caminhei lentamente enquanto minha mala flutuava atrás de mim.

Percebi que quando ele pronunciou meu nome várias pessoas começaram a falar inquietas, a fazerem cara de surpresa e coisas do tipo.

–Vamos ver para que casa ela irá! — ele disse bem alto atraindo a atenção de todos e fazendo acalmar os murmúrios. — Sente se aqui Senhorita! — ele fez menção ao banco

Sentei-me ainda calada. Uma senhora colocou um chapéu em minha cabeça, um chapéu que começou a falar.

"Uma menina bem audaciosa... calma, você tem sentimentos Diane... estou na dúvida, pois você é companheira e leal, mas sabe ser esnobe também... deixe para trás seu passado, ele não levará a nada, isso é uma chance de recomeço, recomece bem... sei que vai ser difícil esquece lo, mas não vale a pena manter sua cabeça lá. Coragem tem de sobra, assim como tem frieza. Não quero saber a opinião de sua mãe, que reclamará pela minha decisão, irei te colocar na Grifinória!"

Os alunos da Grifinória aplaudiram fraco, pois a faladeira era maior, e o velho fez um gesto com a varinha, fazendo que meu uniforme ficasse em vermelho e dourado. Caminhei com um sorriso amarelo para mesa da Grifinória, e sentei-me perto de uma menina ruiva, um menino ruivo também, um menino moreno e uma menina morena com os cabelos cheios, também estavam por perto dois caras gêmeos.

–Olá! Meu nome é Diane Lestrange, prazer em conhecê-los! — disse sorrindo, iria escutar o que o chapéu disse, irei recomeçar

–Prazer! -disseram juntos

Cada um se apresentou, a Gina, o Rony, o Harry, a Hermione e também os gêmeos Fred e George.

Comemos conversando -menos o tal de Harry, que estava muito quieto- sobre como era na França, até que me veio uma pergunta estranha:

–Se você é filha da Letrange por que você estava na França? — perguntou um ruivo que eu acho que era o Rony

–Bem, eu cresci num orfanato lá mesmo, e seja lá quem é essa Lestrange eu não sei quem ela é. — menti, quando tinha 14 anos decidi investigar, havia 1 probalidade em 1000 de eu ser filha dela. Eu sabia. Mas não quis aceitar. — E também nem quero mais saber, porque ela me abandonou esse tempo todo...

–A sua mãezinha é uma das seguidoras dele, ela é um comensal da morte sabia? — disse Harry pela primeira vez, ele disse com uma voz embargada de ódio

Eu me lembro das noites que eu tentava adivinhar quem era minha mãe. Pensei nela, mas acho que não quis aceitar, e também sobrenomes se repetem não é?

Achei que aquilo era muita pressão, então me levantei e sai dali, sem saber para onde ir.

Notas finais
E então, vão comentar?