Notas iniciais
Oi gente!! Mudei a imagem da capa, vcs gostaram? É hoje que Julie terá que explicar à seus pais que terá que fazer um show.

Julieta andava de um lado para outro no chalé 3. Com a correria de organizar o show e de visitar John, havia esquecido de avisar a seus pais. E seria hoje, no sábado à noite, que ela faria o show. Ela ouviu uma pancada na porta seguida pela voz grossa e rouca de Jack.

– Pode entrar, Jack. — ela disse

Ele entrou. Não parecia nada contente. Parecia até que tinha visto uma alma. Ela franziu a testa.

– O que foi que aconteceu? — perguntou, preocupada

Ele engoliu o seco. Parecia nervoso.

– O que foi que aconteceu, Jack? Diga algo.

Ele engoliu novamente o seco.

– John... ele... — ela sentou na cama de repente, assustada — Ele morreu, Julie.

A morena não aguentou. Lágrimas invadiram seu rosto, borrando sua maquiagem preta. Jack foi até ela, e a abraçou. Julie o agarrou e chorou desesperadamente, borrando a camisa que ele estava usando. Mas isso não iria lhe impedir de fazer o show. O sonho do filho de Ares era pedir a permissão do Sr. D, para fazer uma grande festa. E ela realizaria este sonho.

Depois de um certo tempo, ainda nos braços de seu amante, enxugou as lágrimas.

– Acho que vou pedir para Tayná avisar aos meus pais que não vou voltar para casa hoje. — disse, soluçando

Jack se afastou dela com uma sobrancelha levantada.

– Julie? Ficou doida? Se deixar isso nas mãos daquela criatura, ela inventar mil coisas diferentes. Deixa que eu vou avisar e...

– Não. — interrompeu Julieta — Você precisa ficar aqui. Vai fazer parte do show. Preciso de você aqui.

Ele bufou, mas assentiu. Depois, deu um beijo carinhoso nela. Afagou seus cabelos e tentou acalma-la. Logo após que terminou a abraçou, aninhando-a nos braços. Julie fechou os olhos e esperou que seu plano desse certo.

–x-

De noite, a lista de músicas estava pronta; as comidas a postos; e os semideuses estavam se arrumando para a festa. Logo após que tudo terminasse, iriam cremar o corpo. John não tinha mãe. Ela havia morrido no seu parto. Como os deuses eram proibidos de ver seus filhos, ele havia sido entregue a um orfanato. Em uma das missões de Julie, ele a conheceu. Tinha uns 6 anos na época. E havia, agora, morrido com 10. Ele adorava Julie. Só queria andar perto dela e com mais ninguém.

O show já iria começar. Todos os semideuses estavam de pé, esperando ansiosamente a festa começar. Julie estava no camarim. Sua primeira música era Yellow Flicker Beat, da Lorde. A filha de Poseidon podia imitar qualquer cantora.

Jack bateu na porta e a abriu.

– Meu amor. — ela olhou para ele — Têm 5 minutos.

Ela assentiu e Jack fechou a porta. Ela respirou fundo, fechou os olhos e pediu aos deuses que Tayná não tenha dito alguma mentira a seus pais.

–x-

(Yellow Flicker Beat — Lorde)

A plateia vibra quando as luzes ligam e se mexem. Julie entra no palco e para. Uma luz forte liga atrás dela, fazendo com que os semideuses vibrassem ainda mais. Ela põe o microfone perto da boca e começa a cantar.

I'm a princess cut from marble
Smoother than a storm
And the scars that mark my body
They're silver and gold

Os semideuses começam a gritar. A voz dela é perfeita.

My blood is a flood
Of rubies, precious stones
I keeps my veins hot, the fires find a home in me

Jack sorri. Ele é o DJ da festa. O loiro estava feliz de ver-la cantando tão bonito daquele jeito. As luzes na frente se acenderam e ela caminhou lentamente para a frente do palco.

I move through town, I'm quiet like a fire
And my necklace is unfold
I tie it and untie

And our people talk to me
But nothing ever hits, so
People talk to me
And all the voices just burn low

Ela parou de frente do palco. Uma lágrima escorreu de seu rosto.

I'm done with it, this is the start
Of how it all ends
They used to shout my name
Now they whisper it
I'm speeding up, and this is the
Red, orange, yellow flicker beat
Sparking up my heart

We rip the start, the colors disappear
I never watch the stars
There's so much down here
So I just try to keep up with the
Red, orange. yellow flicker beat
Sparking up my heart

A lágrima cai no chão. Ela olha em direção aos chalés e vê seus pais e Tayná do lado.

I dream all year, but they're not the sweet kind
And the shivers move down my shoulder blades
In double time

And my people talk to me
I'm slipping out of reach now
People talk to me
And all their faces blur, but I've got
My fingers laced together
And I made a little prisioner
And I'm locking up everyone
Who ever laid a finger on me

I'm done with it, this is the start
Of how it all ends
They used to shout my name
Now they whisper it
I'm speeding up, and this is the
Red, orange, yellow flicker beat
Sparking up my heart

We rip the start, the colors disappear
I never watch the stars
There's so much down here
So I just try to keep up with the
Red, orange. yellow flicker beat
Sparking up my heart

And this is the
Red, orange. yellow flicker beat
Sparking up my heart
And this is the
Red, orange. yellow flicker beat, beat, beat, beat

Os semideuses gritaram, bateram palmas e assoviaram. Ela conseguiu sorrir. Esperou que todos se acalmassem, o que demorou um pouco, e começou a falar:

– Obrigada por participarem. — todos se calaram — A maioria já sabe o porquê deste evento. Nosso colega e amigo, John Carter, morreu nessa tarde com um câncer no cérebro.

As pessoas que não sabiam, levaram a mão a boca, arregalando os olhos.

– Eu queria muito que ele estivesse aqui para ver esse show. Mas tenho certeza que ele ficaria muito contente se vissem vocês alegres aqui. — ela olhou para todos — E ele não gostaria nem um pouco se visse alguém chorando, ou com raiva. Por isso, eu espero que gostem da festa.

Todos aplaudiram. Ela desceu do palco e se deparou com Poseidon, Sally e Tayná. Seus pais pareciam um pouco bravos.

– Então... — Tayná gaguejou um pouco — você vai fugir com o Jack e...

Julie a olhou de baixo a cima e lhe deu um tapa no meio da cara. Tayná ficou com a boca entre aberta e com a mão onde a morena havia batido. Jack franziu a testa e correu até elas.

– Julie? — ele olhou para uma e olhou para outra — Por que fez isso?

Ela não respondeu. Seus olhos claros, agora estavam numa cor de verde escuro intenso. Ela havia confiado plenamente nela, porém não teve jeito. Ela, lentamente, balançou a cabeça negativamente.

– Você não tem jeito, não é, Tayná? — ela apertou os olhos — Acha que eu estou aqui fazendo o que? Vagabundando? Devia tomar vergonha na cara. Estou realizando um sonho de John e você está atrapalhando. Some daqui, garota.

Tayná parecia chocada. Quando Julie quis dar um murro, mas Jack a segurou. Tayná não foi embora, mas foi para bem longe. Julie acompanhou com o olhar Tayná. Ela respirou bem fundo, tentando se acalmar. Ela olhou para seus pais.

– Mãe. Pai. Eu só estava...

– Nós já entendemos, minha filha. — Sally a interrompeu, suspirando. Sorriu e observou o vestido que ela estava usando — Você está linda.

Julie sorriu. Abraçou os dois. Jack os cumprimentou e voltou para seu computador. A morena voltou para o camarim para se arrumar.

Notas finais
Gostaram? Comentem, meus divos! ^^