Notas iniciais
Achei que ninguém ia ver a fic, mas eu entrei e vi dois comentários, vocês devem estar pensando, que louca, são só dois comentários... Mas, eu tenho o hábito de enxergar sempre o lado negativo de tudo então eu fiquei muito feliz, eu já escrevi outros capítulos e eu vou tentar postar tudo hoje (nossa, tudo, são só mais 3 cap.) espero que gostem.

Correndo por uma rua qualquer eu e Percy estávamos sem fôlego de tanto fugir de Paul, ou sei lá o que era aquilo. Viramos em outra rua e sem querer acabamos entrando em um beco. O monstro vem na nossa direção, certo de que já tem almoço, confesso que eu também já estava quase certa disso. Quando estava a poucos metros um menino aparece na entrada do beco, olho de novo para ele e dou de ombros, tinha pernas de bode. Não estou mais me surpreendendo tanto.

– Ei! Está caçando o almoço indefeso, feioso?- grita o menino bode, Paul se vira dando tempo para eu e Percy chegarmos perto dele, olhamos um pro outro e ele conta silenciosamente até três, quando termina com toda minha força chuto a cabeça dele e Percy acerta ele nas costas. Paul cai no chão desacordado. O menino com pernas de bode corre até nós, acho que se chamam sátiros.

–Bom trabalho, nunca vi ninguém nocautear um monstro sem bronze celestial.

–Quem é você menino bode, ou sátiro ou sei lá o que você é- Percy pergunta.

–Meu nome é Grover Underwood, sim, eu sou um sátiro e protetor e vim levar você para o acampamento. — Ele termina olhando fixamente para meu "irmão" — Mas acho que terei de levar vocês dois.

–E como sabemos que você também não é um monstro? — Pergunto procurando algum sinal de que ele possa ser como Paul.

– Assim.- Ele pega uma faca do cinto e finca no monstro desmaiado que se desfez em pó, depois fez um corte no braço, de onde saiu sangue, eu concordo.

– Tudo bem só, nos tire daqui, Percy? — Olho para ele, está imóvel, sacudo ele — Percy! Grover, tem água? — o sátiro tira uma garrafa da mochila e eu jogo um pouco em cima dele, o que parece funcionar já que ele aos poucos ele se mexe.

– Não vai agradecer?

– Obrigado — ele fala contrariado.

– Tudo bem, vamos logo.

Fomos até a rodoviária depois de pegar algumas coisas no orfanato. Pegamos um ônibus que nos levaria para Long Island e no caminho o menino bode nos explica que somos semideuses, que os deuses da Grécia existiam e que no acampamento que estávamos indo era para treinar os meios sangues. Isso está fácil demais ,pensei, nenhum monstro nos atacou até agora. BUM! Ah que ótimo, agora é só eu pensar que acontece. O ônibus freia e nós três descemos. Um ciclope estava batendo no teto.

– Hey! Seu idiota! Nós já estamos aqui fora, cego!- Ele se vira para mim e os dois meninos entram na minha frente, Percy com uma espada de bronze celestial e Grover com uma adaga. Use o colar... ouço na minha cabeça, sem pensar aperto o colar no meu pescoço que eu uso desde que nasci, uma lança preta e fria aparece na minha mão e sinto o sátiro arfar do meu lado, olho para ele confusa.

– Não vai ajudar menino bode?

– Claro. — Ele fala. Juntos começamos a lutar com o ciclope até que minha lança atinge seu olho e Percy finca a espada no peito do monstro e ele se desfaz no mesmo pó que Paul se desfez. Suspiramos.

– Acho melhor irmos a pé daqui, não vamos arriscar, devemos estar a poucos quilômetros do acampamento. — Assentimos e ele nos deu um pouco de água que tinha sobrado, Percy ficou melhor logo depois de tomar e coloca a mão no meu ombro se apoiando. Eu ri e o derrubei na grama, logo nós três estávamos rindo como loucos. É eu acho que esse aniversário foi movimentado.