Angeline PDV

Eu dormi o resto do dia, pois Charles não veio me ‘acordar’ para fazer o jantar o que me deixou surpresa, e toda a noite. Só acordei no dia seguinte com o barulho do sino da igreja, me levanto meio tonta ainda, mas bem melhor que ontem.

Penso comigo mesma ainda sentada na cama, e lágrimas escorrem por meu rosto por causa da criança que eu perdi. Um bebê. Era uma vida. Era uma criança tendo outra criança mas mesmo assim era uma vida. Me sinto mal por ter perdido o bebê.

Talvez a natureza soubesse que eu era muito nova ainda para ter um bebê, talvez ela soubesse disso de alguma forma e interrompeu minha gestação antes mesmo que eu soubesse que estava esperando um filho.

Ou talvez meu sangue e o de Charles não pode se misturar pois somos pai e filha.

Seja como for, eu não queria ter perdido um bebê. Agora vou viver para sempre com essa culpa. Vou carregar até o túmulo essa memória. Eu sou uma assassina. Assassina.

Pareço com o meu pai mais do que eu gostaria, choro ainda mais ao pensar nisso. Não. Eu não sou assim, eu sou boa, sou filha da mamãe também, não apenas de Charles. Isso não pode ser verdade. Foi um pesadelo.

Olho para minha cama e vejo que está manchada de sangue, muito sangue que me deixa enjoada só de ver. Não, infelizmente, não foi apenas um pesadelo. Foi real.

Desço as escadas para preparar o café-da-manhã. A vida não paralisa mesmo com o que aconteceu. Tenho meus afazeres e se não fizer, levo uma surra.

Logo Charles desce as escadas também. Ontem ele deve ter jantado em algum bar, boteco ou restaurante. Qualquer lugar. Ou ele deve ter cozinhado para ele aqui em casa. É o que diz a pilha de louça para eu lavar em cima da pia. A chaleira ainda está no fogo e a água nem ferveu, eu me atrasei hoje. Vou ter de entreter Charles um pouco.

— Bom dia Charlotte, dormiu bem? – ele me pergunta sentando no seu lugar na mesa enquanto aguarda o café ficar pronto.

Charles é assim, um dia ele acorda de bom humor, mas isso muda rapidinho. Ele é de lua eu acho. E isso me deixa maluca. Não dá pra saber o que ele vai fazer.

— Sim. Obrigada por não ter me acordado ontem a noite – só me resta ser sincera com ele para quem sabe ele compreender agora que está de bom humor. Preciso aproveitar a oportunidade enquanto ele está assim.

— Fiquei com medo de perder você – Charles com medo? Essa é novidade. Isso é uma coisa que nunca esperava ver. Nem parecia, mas se ele está dizendo, é verdade.

Até mesmo um sádico como Charles fica apavorado ao ver que nem tudo está sob seu controle. A morte nem sempre pode ser controlada. Foi o que fez ele temer ontem. Não por mim, é claro. Mas ver que seu ‘poder’ é limitado.

— Eu matei nosso filho Charles, sou uma ASSASSINA.

Charles solta uma gargalhada sinistra.

— Eu não queria mesmo um filho, Charlotte. Não quero. Um filho seria uma espera desnecessária e chata. Eu quero ter você quando eu tiver vontade.

Me lembro de quando eu nasci, não era para eu ter nascido naquele dia. Era para eu ter nascido hoje, acho. Dia 21 de outubro.

— Você não está bravo comigo então? – pergunto tolamente.

Charles levanta e me dá um tapa na cara:

— Você gosta que eu fique bravo com você não é, Charlotte? – na verdade não era isso que a pergunta queria dizer, mas Charles sempre entende as coisas como bem quer e geralmente da maneira errada. – Te acostumei direitinho – ele sorri, deliciado.

Eu sei que eu não posso esperar que Charles seja gentil como um cavalheiro. Ele é mais o CAVALO mesmo.

...XXX...

À noite depois que terminamos de jantar Charles me puxa pelo pulso:

— Deixa a louça para lavar amanhã, eu quero você agora.

Deixo me levar escadas acima. Se eu resistisse seria burrice minha. Não sou mais forte do que ele. Ele é 30 anos mais velho do que eu. E é treinado, já esteve em uma Guerra, e é policial. Mesmo que não fosse nada, qualquer homem é muito mais forte do que uma mulher. Isso não é justo! Porque tem de ser assim se nós somos mais inteligente e não usaríamos a força física para nos prevalecer em cima dos mais fracos?

É sempre assim, não pode vencer com a razão os homens apelam para a agressão, a violência física é o método de convencimento deles. Por tudo isso é melhor eu nem opor resistência e me deixar ir. Pode fazer o que quiser com meu corpo, mas a minha alma não pode tocar. Você é incapaz de conhecer a senha.

Ainda mal me recuperei do aborto que sofri ontem, não estou totalmente restabelecida, mas não adianta dizer isso para Charles ele quer quando ele quer.

Chegamos no quarto dele e ele solta as amarras de meu vestido e me joga na cama seminua.

Charles tira sua camisa e abaixa as calças, depois sobe na cama por cima de mim, me cobrindo. Não sou muito alta, mas nem tão baixa. Isso é porque ainda estou crescendo.

Seu pênis está completamente erguido. Eu puxo a sua cueca para baixo e retiro seu membro:

— Charlotte – ele geme quando eu coloco minha mão ao redor do órgão e seguro com vontade. Começo a esfregar, deslizando minha mão para baixo e para cima.

— Você realmente gosta de fazer isso hein, sua danadinha – Charles suspira, divertido.

— Sim, eu acho que gosto.

Charles dá um tapa na minha mão e abaixa as minhas calças colocando para dentro de mim. Isso me faz gemer de dor:

— Ai, Charles!

Com os dedos ele faz pequenos movimentos circulares logo acima de onde enfiou o seu membro. Isso me deixa enlouquecida de prazer:

— Ah, Charles!

Suas estocadas ficam cada vez mais fortes:

— Oh, Charles, vai mais rápido – peço gemendo.

Ele faz o que eu digo, mas não porque eu pedi, claro que não, mas porque ele também quer.

Minutos depois minhas pernas começam a tremer convulsivamente, é incontrolável, isso é uma agonia. Eu estou morrendo. Eu vou morrer.

— Charles, por favor, pare – consigo sussurrar.

Mas ele não ouve, não tem nenhum pingo de clemência, e continua seu movimento de vai-e-vem dentro de mim ainda mais vigorosamente.

— Charles, está me machucando – digo, em vão esperando que ele me ouça.

Ele me dá um soco no estômago que me faz perder o fôlego:

— Cala a boca, Charlotte. Eu ainda não cheguei lá — acho que ele estava ficando velho e perdendo a potência e por isso demorava mais para gozar.

Mais alguns instantes que pareceram uma eternidade de agonia para mim, por fim acontece. Sinto seu alívio quando por fim ele expele dentro de mim. Logo ele retira seu órgão de dentro de meu corpo.

— Não vai embora ainda Charles – eu imploro.

Ele coloca novamente o membro na minha entrada e empurra. Assim ele retoma seu movimento.

Minutos mais tarde sou eu que sinto uma sensação maravilhosa, como se eu estivesse nas nuvens.

— Ahhh – solto um gemido de prazer.

Agora Charles sai mesmo, se levanta e rapidamente vai ao banheiro. Eu desmaio exausta acordando apenas no dia seguinte

...XXX...