A filha da Ravena...

4 Capítulo 4 - Hora de voltar pra casa


Estelar empurrou Robin, jogou o bilhete em cima do líder dos titans e saiu correndo de seu quarto.

–Estelar, espera... – grita Robin tentando fazê-la voltar e caminha em direção à porta do quarto que fica ali por alguns minutos.

–Estelar, por favor, vamos conversar... – implora Robin batendo na porta do quarto da tamaraneana

–Vai embora Robin – responde Estelar com raiva

– Me deixa explicar o que aconteceu, depois você pode ficar com raiva de mim se quiser, mas me ouve primeiro, por favor – diz Robin

Após alguns segundos de silencio a porta se abre

– Entra – diz a tamaraneana apontando para a cadeira rosa da penteadeira

Robin entra rapidamente no quarto e já começa a se justificar

– Estelar eu não queria eu juro, mas a Ravena me fez jurar, ela não queria que ninguém soubesse – lamenta o menino prodígio

– Robin – Estelar dá um suspiro e o encara – Esses anos todos que eu estive no time dos Titans eu sempre achei você um excelente líder, sempre tem um plano para salvar o mundo, inteligente, está sempre a um passo a frente de todos nós, um homem de coração bom e disposto a ajudar as pessoas e foi por isso que eu me apaixonei por você. Mais nada, nada que você disser vai justificar a sua atitude. Você, como nosso líder, deveria ter impedido a Ravena de se entregar. Ela faz parte dos Titans, ela faz parte da nossa família, e você a deixou ir. Como você pôde Robin? – dispara Estelar sentando-se na cama desapontada com a atitude do amado

– Estelar, eu estou me sentindo péssimo. – lamenta Robin andando de um lado para o outro -Nós tínhamos um plano mas eles mandaram um bilhete falando do local da troca e que se ela não fosse sozinha que eles iriam matar a Agatha. A Ravena ficou com medo, você não entende? Eles não são esses vilões que nós estamos acostumados a enfrentar, eles são espertos e experientes. A Ravena não queria arriscar a vida da própria filha. Se fosse você Estelar, o que você faria? Você não faria a mesma coisa? – indaga Robin que agora estava parado olhando fixadamente para o rosto da tamaraneana.

O quarto permanece em silencio, Estelar se levanta e caminha até a janela do quarto e observa o céu estrelado. Robin impaciente continua a se justificar para a amada

– Estelar, me entenda, por favor.

– Robin, eu preciso descansar, hoje não foi um dia bom, amanhã a gente conversa. Eu preciso ficar sozinha agora e pensar um pouco.

– Tudo bem – diz Robin se aproximando de Estelar para lhe dar um beijo, mas a tamaraneana vira o rosto

– Boa noite Robin

– Boa noite Estelar – despede Robin saindo do quarto

–Só mais uma coisa Estelar – diz Robin entrando novamente no quarto da tamaraneana – Não conta nada pro Ciborg, principalmente o Mutano, por favor, ele não iria entender.

–Eu não sei Robin, agora vai embora – Estelar fecha a porta do seu quarto deixando Robin parado do lado de fora

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– Agatha o que é isso? – Ravena vira o braço da menina e vê uma cicatriz

– Foi a Meryl – responde Agatha se levantando do chão onde estava sentada

Alguem começa a subir as escadas e Ravena também se levanta

– Estou vendo que você já se acomodou aqui na minha humilde casa, não é? – pergunda Yamasaki já chegando na porta do quarto

– O que que aquela mulher fez com a minha filha? – indaga Ravena mostrando o braço de Agatha

–Ah, isso é a nossa garantia que você não irá me trair. É onde nós injetamos o dispositivo. Mas pode ficar tranquila, como eu disse antes, sua colocação é indolor, e se você se comportar direitinho não vai acontecer nada de ruim à sua garotinha. – responde Yamasaki com um sorriso sarcástico

– Ela está com fome – diz Ravena ríspida

– Podem lanchar se quiser, a Lóren te apresentou a casa, não é Ravena?

– Sim

– Então, você já sabe onde fica a cozinha e aos poucos você vai se acostumando, já que aqui é a sua nova casa agora – Yamasaki pisca o olho para Ravena e vai embora

– Mamãe... – diz Agatha puchando a capa da empata

– Oi filha

– Nós vamos morar aqui? Eu quero voltar pra casa...

– Nós vamos voltar pra casa, mas agora que tal a gente comer alguma coisa lá em baixo, o que você acha?

– Vamos – Agatha sai puchando Ravena pelo braço até a cozinha

– Calma Agatha, desse jeito nós vamos cair

Chegando na cozinha Ravena serve um prato para Agatha e depois para ela. Ravena observa a menina comer e fica pensativa.

– Há essas horas você já percebeu tudo não é Mutano? – pensa Ravena – Sei que você está sofrendo e agora me odeia por ter mentido, mas espero que algum dia você possa me perdoar e entender que fiz isso pela nossa filha. Me perdoe meu amor – uma lágrima escorre do olho da empata

– Não vai comer mamãe?

– Vou, claro — responde Ravena limpando o rosto rapidamente sem que Agatha percebesse

Ravena leva a menina de volta ao quarto cor de rosa e a coloca para dormir

– Mamãe, você fica aqui comigo? – pergunta Agatha agarrando as mãos da empata

– Claro filha – responde Ravena acariciando os cabelos da menina – Eu vou ficar aqui com você

Ravena fica ali por algumas horas e Agatha dorme abraçada a mãe

– Já esta na hora, vim cumprir o nosso acordo – Yamasaki acaba de entrar no quarto

– Oi? – Ravena da um pulo, estava tão perdida em seus pensamentos que não ouviu Yamasaki chegar

– Vamos, vou leva-la na Torre como o combinado. Sempre cumpro as minhas promessas – Yamasaki sorri e pisca um olho para a Ravena

–Agora? – Ravena abraça Agatha tão forte que ela remexe na cama, mas não acorda

– Sim, você já ficou bastante tempo com ela não acha? Estou no carro te esperando, vocês tem 5 minutos. Se passar disso eu mandarei busca-la a força e não vai ser muito agradável para a menininha não é? – Yamasaki dá um sorriso sarcástico e aponta para o relógio dourado em seu pulso – 5 minutos Ravena, não se esqueça

– Me desculpe Agatha, não posso ir com você – lágrimas escorriam pelo rosto da empata – Me promete que vai ser uma boa menina? Obedece seu pai, Estelar vai cuidar de você, vai pentear seu cabelo e te ajudar a comprar roupas. Realmente ela faz isso melhor do que eu e quando estiver se sentindo triste procure o Ciborgue que ele vai te alegrar e respeite o Robin. Diga ao Mutano que eu o amo... e espero que um dia ele possa me perdoar – sua voz já falhava

Ravena pegou Agatha no colo, desceu as escadas, seguiu em direção ao carro preto e sussurrou ao seu ouvido

–É hora de voltar pra casa filha

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– Ravena por que você fez isso? Por quê? – indaga Mutano sentado sozinho ao banco da praça – Nós poderíamos ter dado um jeito, no final das contas a gente sempre acaba achando uma solução, dessa vez não seria diferente.

Mutano passa a mão várias vezes na cabeça tentando achar uma reposta

– Eu estou com tanta raiva de você – lagrimas escorriam dos olhos vermelhos do transmorfo

Mutano deita no banco da praça pensativo e fica olhando para o céu entristecido, sem estrelas.

– Mutano acorda, ohh Mutano... – chama Ciborgue cutucando o braço do transmorfo

– O que foi? – balbucia o transmorfo acordando

– Vamos dormir em casa

– O que? – Mutano dá um pulo do banco – Quantas horas Cib?

– Umas 3 horas da manhã. Já faz quase 6 horas que você saiu de casa, fiquei preocupado – responde Ciborgue

Nossa apaguei aqui cara, vamos embora – diz Mutano se levantando do banco e se dirigindo para o carro azul e branco que estava parado ali

– Vamos voltar pra casa – diz o transmorfo