A filha da Morte

4 Capitulo 3 - Espectros


Notas iniciais
Olá pessoas lindas do meu coração *-* Vamos a mais um capitulo!!! Espero que gosteeeem :3

(Narrador: Noah)

Logo após deixar Helena no quarto, fui para o meu e tomei um banho quente, a fim de ralaxar um pouco.

Joguei-me cama e uma inquietação que estava sentindo há tempos, pareceu piorar. Sentia um aperto no peito como se algo estivesse me aguardando, uma aflição invadia meu corpo e eu sequer sabia o motivo.

Na verdade, eu poderia imaginar.

Olhei para aquela foice solitária no meu quarto e senti um calafrio percorrer todo o meu corpo nessa hora.

Não, não vou pensar nisso agora!

Abanei minha cabeça a fim de que aquele pensamento voltasse a tona.

“Pensamentos ruins atraem coisas ruins.”, isso era algo que minha mãe dizia frequentemente, e por mais que as vezes eu não a escutasse, esse era um bom momento para isso.

Os minutos iam passando e nada de o sono aparecer. O tic-tac do relógio parecia mais alto que sempre foi, me tirando do transe de olha para a foice e o encarar, já eram 3 horas da madrugada e eu continuava aqui, sem previsão para qualquer tipo de cansaço.

Levantei e decidi ir até o quarto em que Helena estava para ver se precisava de algo. Caminhei rindo de uma antiga teoria: o horário que os demônios mais gostam é 3 horas da madrugada.

– Como conseguem acreditar em baboseiras como essas? – perguntei a mim mesmo enquanto balançava a cabeça, incrédulo.

Entrei calmamente e me aproximei do seu pequeno corpo adormecido.

Seu cabelo caia levemente no rosto e parecia estar em um sono profundo. Acariciei de leve sua face pálida e seus lábios rosados.

Fiquei lembrando-me da ultima conversa que tivemos, aqueles grandes olhos que pareciam duas perolas roxas, me olhando cheios de ingenuidade.

Espero que nunca perca essa essência.

Fechei a janela pois entrava um vento gelado, e seu corpo estava todo encolhido parecendo estar com frio.

Resolvi ir até a cozinha, imaginando como deve ser desconfortável dormir com toda aquela armadura, mas eu sabia que era preciso.

Consegui achar um pedaço de pudim na geladeira e sentei para comer. Eu sempre amei pudim, era uma das minhas comidas preferidas, mas até isso hoje estava um pouco estranho.

Havia uma tensão na casa que parecia que eu iria poder tocar o ar. Eu sentia que algo iria acontecer, não poderia explicar como, mas eu sentia.

Meu coração se apertava a cada vez que imaginasse ser com a Helena, eu tinha que a proteger...

Levantei jogando a tigela na pia e fui caminhando ate o quarto dela. Mas, pensando bem, talvez ela acordasse e pensasse que eu estava invadindo sua privacidade, então decidi ir para o meu.

De repente, era possivel escutar risadas altas, risadas malignas pela casa.

Isso era uma rotina normal, desde que o Dragão Negro proferiu aquelas palavras. Se bem que a tempos não as escutava.

Mas hoje era algo diferente, eu podia vê-los. Podia sentir que estavam aqui.

Podia ver diversos espectros flutuando, me cercando. Rindo, gargalhando. Espectros controlados por alguém mais forte.

Parecia que tudo era uma incrível brincadeira para eles. Começaram a atravessar meu corpo, um por um. E riam, riam com a vontade de uma criança, mas com a maldade de um demônio.

Enquanto faziam isso eu podia sentir a minha energia sendo sugada. Mas, tinha a Helena... Eu tinha que protegê-la.

Continuava andando, mesmo que meu corpo pesasse uns cem quilos a mais. A cada espectro que passava por meu corpo, era mais difícil me locomover. Era como se a cada passo que dava, tinha que carregar um caminhão cada vez mais pesado.

Eu podia sentir o sangue escorrendo pelo meu nariz, minha boca, e agora pelo meu ouvido. Podia sentir os meus músculos fraquejarem.

Eu já estava fraco, minhas pernas já bambeavam. Mais um espectro atravessou o meu corpo e cai de joelhos.

Logo, pude vê-lo. Em toda a sua maestria e elegância. O Dragão Negro.
Seu corpo, enorme, parecia não pesar enquanto flutuava.

Era como se eu visse um dança harmoniosa em seu corpo.

Seus olhos vermelhos estavam exatamente como da ultima vez que nos vimos. Frios e cruéis.

– Eu disse que voltaria para lhe buscar, Noah. – não sei se era possível ouvi-lo ou apenas acontecia em meu pensamento.

– Me deixe em paz!

– Não seja bobo, pequeno rapaz. – disse rindo. – você sabe o que quero!

Os espectros continuavam passando por meu corpo, pareciam querer me torturar antes que eu finalmente eu morresse.

E então tudo escureceu... Não podia escutar mais. Nao podia me mexer.

Senti algo sendo cravado em minhas costas até chegar em meu coração. O senti sendo dilacerado por aquela coisa.

Ela queimava, e eu urrava de dor.

Minha foice.

Não consegui controlar o desespero e gritei. Gritei de dor. Gritei por não levar minha missão até o fim.

– Princesa Helena, eu não posso te proteger... -sussurrei enquanto ainda tinha consciência.

(Narrador: Helena)

No meio da madrugada, um grito horrivel me acordou. Sai devagar do quarto e fui caminhando em direção ao que ouvi.

Assim que cheguei no corredor, vi um corpo com uma foice cravada nas costas e muito sangue espalhado pelo chão.

Espectros voavam ao seu redor com risadas malignas. E atravessavam o sem corpo já sem energia.

Quando perceberam minha presença parecem ter se assustado e fugiram rapidamente.

–Noah- não consegui controlar quando vi seu cabelo castanho bagunçado molhado de tanto sangue e tampei minha boca no mesmo momento que lembrei que aqui não tinha proteção.

Agachei-me ao lado de seu corpo e tentei sentir sua pulsação.

Nada.

Nesse momento, não conseguia controlar minhas emoções, eu não me importava para isso. Apenas pensava na maneira de como aquele garoto havia sido bom em me ajudar.

Eu não poderia deixar nada de ruim acontecer a ele.

O sangue que saia de seu corpo era um sangue escuro, negro, eu diria. Pelo que eu conhecia: sangue de maldição.

Eu sabia que o que eu estava pensando em fazer teria consequencias muito grandes. Mas eu não me importava, eu tinha que ajuda-lo.

Levantei-me e usei minha força para retirar aquela foice de suas costas.

Logo, me aproximei de seu rosto e retirei uma mecha que caia em seus olhos.

–Não morra. — sussurrei em seu ouvido enquanto uma única lágrima caia do meu olho.

Notas finais
E então, o que acharam? Ain gente, sofri em ter que escrever a morte de Noah... Mas no próximo capitulo tem, digamos, uma surpresinha. Será que já sabem o mistério que envolve a Helena? E o Noah?? Comenteeem :3 Elogios ou criticas construtivas, preciso saber se estão gostando!! Beijos :*