A filha da Marca Negra
11 Nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver
Devia ser mais ou menos 11 da noite quando Lena entrou na biblioteca.
_Abaffiato_ alguém atrás dela murmurou.
_Precisa disso?
_Claro, se fizermos barulho ninguém vai ouvir_ Lena reconheceu a voz de Jake.
Ela assentiu, mas lembrou que estava com o feitiço da desilusão, então murmurou em resposta.
_Tudo bem, vamos logo com isso_ ela disse quando chegaram à seção reservada.
Suas escolhas de livros foram bem aleatórias, sendo que nenhuma deu resultado.
_É inútil_ concluiu Justin por final_ Você precisa de algo mais específico.
_Mas não é como se ela pudesse chegar e pedir “preciso de algo que me dê as respostas que quero”_ disse Alison desanimada.
_Algo não_ Jake ria como se uma luz mostrasse o caminho_ Algum lugar.
Na noite seguinte eles foram para o corredor da tapeçaria de trasgos.
Lena olhou para a parede e pensou com firmeza “preciso de algum lugar com as respostas que preciso”
Uma porta surgiu e eles entraram em uma sala muito pequena com uma mesinha de três pernas decorada. Sobre ela havia um pequeno vidro, contendo o que ela imaginou que seriam lembranças. Lena o pegou e saiu.
Eles só voltaram a falar quando entraram no dormitório.
_Precisamos da penseira!
_Mas está na sala de McGonagall!
_Não sabemos a senha!
_Calma!_ disse Justin_ Vou aprontar algo, e terei de ir para a sala da diretora, então descobrirei a senha. Jake pode fazer ela ficar longe da sala por um tempo, não?
_Sim_ ele sorriu.
_Alison vai com você e fica vigiando enquanto vê as lembranças_ Lena notou que Justin era bom se tratando de organizar.
No outro dia logo pela manhã Justin conseguiu a façanha de explodir o campo de quadribol, embora Jake não paresse de dizer que era um sacrifício desnecessário e que ele podia ter explodido a torre da Grifinória.
No almoço ele chegou feliz. Bom sinal.
_A senha é roupão escocês_ ele fechou a cara_ Peguei detenção por duas semanas de segunda, quarta e sexta, é bom que consiga descobrir algo.
Ali pelas oito da noite Jake fez um escândalo dizendo que precisava ver a diretora nos jardins.
Lena e Alison correram o mais rápido que puderam, gritaram a senha para a gárgula e começaram a abrir armários procurando.
_O que pensam que estão fazendo?_ Lena se virou e teve uma súbita vontade de aprimorar sua maldição cruciatus.
_Cai fora Potter, como nos encontrou?
_Não foram exatamente discretas correndo escadaria a cima, o que vieram fazer aqui?
_Não é da sua conta_ ela finalmente achou a penseira e derrubou o líquido. A última coisa que viu foi Alison caindo.
“Caiu por um tempo até pararem em um quarto de hospital.
_Onde estamos?_ Lena se virou e viu Alvo do seu lado.
_O que está fazendo?_ ela não podia acreditar que o garoto viera junto.
_Deve ser importante dado as confusões que arrumou para chegar aqui_ ela revirou os olhos e observou. Uma mulher de cabelos cor de chocolate segurava um bebê no colo. Um menino. A felicidade dela era contagiante.
_E então, é ele?_ seu pai entrara no quarto e olhava em dúvida para o garoto.
_Não, não é_ ela ficou apavorada com o que quer que fosse que tinha pensado_ Ele não é o herdeiro, mas voc~e pode ter outro filho!
_Sua inútil!_ a expressão no resto do Lorde era ameaçadora_ essa coisa não é meu filho!_ ele o tirou dos braços dela e entregou a um comensal que estava ao seu lado_ faça algo com isso, não me importo_ ele se virou para a mulher_ Avada Kedavra!_ um jorro de luz verde preencheu a sala e depois via-se uma mulher caída com os olhos vidrados. Um calendário marcava 22 de dezembro de 1993.
Então a lembrança mudou, estavam de novo na enfermaria, mas parecia que algum tempo passara, pois estava diferente, Lena olhou para o calendário sobre a mesa de cabeceira. 31 de outubro de 1997.
_É o dia em que nasci!_ ela olhou para Alvo que observava atentamente a cena.
Uma mulher entrou andando com dificuldade. Segurava um bebê no colo, uma menina. Os cabelos da mulher eram loiros e os olhos castanhos.
_Mas não é parecida comigo!
_Seu pai é_ disse Alvo como se fosse normal que a criança só fosse parecida com o pai_ Se isso ajuda, acho que vocês têm os mesmos lábios_ ela lhe lançou um olhar mortífero que ele desviou.
Ela se sentou na cama e começou a brincar com a menina.
_Me diga que ela é a Herdeira_ seu pai entrava de novo, com uma ressalva no olhar.
_É_ ela não parecia feliz com isso_ Não vê? É igual a você. Cabelos, olhos, nem chora.
_Deixe-me pegá-la_ o Lorde segurou a bebê desajeitadamente e a olhou_ Minha filha_ e Lena pode jurar que naquele momento o Lorde tinha a amado. A mulher pegou a criança de volta.
_Não quero que ela seja como você, cruel_ ela choramingou, mas então a menina caiu de seus braços que tinham ficado paralisados. Draco Malfoy segurou a bebê em tempo.
_O destino não falha, esta será a Herdeira, dotada de grande poder. Quando a batalha final se travar, Harry Potter vai cair, mas deixará seu Herdeiro também. Nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver._ os olhos dela estavam vidrados, mas então caiu em um sono profundo.”
Lena piscou e estava de volta na sala da diretora olhando assustada para Alvo.
_Quanto tempo acharam que me manteriam longe?_ a voz da diretora os assustou.
_Diretora, eu..._ Alvo tentou argumentar com ela. Lena aproveitou para recolher a lembrança.
_Não diga mais nada, percebi que estavam tentando me distrair quando o Sr. Avery disse que estava apaixonado por mim e queria me beijar_ Lena empregou todas as forças que tinha para não rir_ Posso saber o que queriam na minha sala?_ eles negaram_ ótimo, duas semanas de detenção para os dois, juntos_ pegar detenção já era ruim, mas pegar detenção com Potter ia ser insuportável.
Eles assentiram e carregaram Alison para a Sonserina em silêncio.
Naquela noite, quando o salão estava vazio, Lena sentou-se de frente a uma lareira e viu o rosto de seu pai.
_Descobriu da profecia, não?
_Como sabe?
_Sei de tudo. O que importa é que é verdade. Sua mãe era vidente e previu que quando eu matasse Harry Potter, a primeira profecia se voltaria para nossos herdeiros, imagino que não tenha a outra parte da lembrança.
Tudo se nublou e Lena se viu novamente no quarto.
“_O que aconteceu?_ a mulher perguntou.
_Você fez uma profecia_ disse o Lorde_ Não compreendo..._ mas ele se calou, pois os olhos da mulher voltaram a se nublar.
_Nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver. O segundo filho, nascido no mesmo dia, travará a batalha.”
_Pai? Ela estava falando de Alvo Severo Potter?
_Estava. Parece que o destino é irônico, isso nunca acaba, pois eu e Harry ainda estávamos vivos quando tivemos filhos.
_Mas quem é o primeiro garoto?
_Não importa, não é meu filho_ Lena imaginou que o pai não contaria_ Tem que se preparar; conhecer todos os feitiços que puder porque quando atingir a maioridade outra guerra virá.
_Como o senhor sabe?
_Sua mãe, mas temo que não possa lhe mostrar esta lembrança_ antes que ela pudesse protestar ele desapareceu.
_Então é assim_ ela olhou para Nagini que vinha a seu encontro_ isso não acaba.
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