A fantasia de um mundo
10 Segundo lorde do caos
Notas iniciais
Ainda não me acostumei com elas no grupo, ainda mais que seja temporária essa parceria.
–A gente tem mesmo que dormir na casa delas?
–Sim Fred.
–Aqui tem umas coisas muito bizarras.
–Ah Fred para com isso, eu vou lá acordar elas tá.
–Não, eu vou Ricardo, não confio em você pra isso.
–Humpf.
Sayuri sai da mesa e vai acorda-las.
–Hey hey, Fred, chega ai.
–Que foi Ric.
–Que que tá rolando entre vocês?
–Vocês quem?
–Você sabe, você e a Sayuri.
–Nada, por enquanto.
–Hum, esse por enquanto aí em, você gosta mesmo dela né.
–Sim.
–Quando a gente era criança vocês falavam que iam se casar quando ficassem mais velhos.
–Quem diria em, eu segui pela rota de amiga de infância.
–É, boa sorte pra sua rota dar certo.
–Valeu Ric.
A Sayuri chega com a Duda e a Amanda, ambas estavam com um pijama de calça normal, até achei estranho, mas quando olhei pra cima, uma camiseta de botão, com os três primeiros abertos, o Ric ficou olhando fixamente para elas, e eu olhei pro meu querido pão.
–Ei Fred, gostou do nosso pijama?
Sabia que não passaria sem uma provocação, mas continuo olhando e comendo meu pão.
–Diga alguma coisa se não vamos ficar tristes.
–Digamos que o pijama combina com vocês.
–Yay
–Yee
Então elas vão sentar na mesa. -Ei, cade a Sayuri?
–Uhm?
–Ela tava aqui agora mesmo.
–Vou procurar ela.
Então levanto e vou procurar pela casa.
–Sayuri?
–Por aqui.
–Sigo a voz dela e chego em um quarto, e pra minha surpresa, ela estava de pijama, pensando agora, nunca tinha visto ela de pijama.
–F-Fred, você gostou do meu pijama?
Era mais ou menos igual ao das duas, mas a camiseta não era de botão.
–S-sim, ficou lindo e-em você.
Então ela fica corada e da um sorriso pra mim.
–Vem vamos voltar pra mesa.
Então pego a mão da Sayuri e vou levando ela até lá, quando chego lá as duas olham na cara uma da outra com um olhar de "ela está passando na nossa frente".
–Então, vamos conversar sobre o segundo lorde do caos.
–Tá.
–Gunt.
–Que?
–O nome dele, Gunt.
–Então, onde podemos encontrar ele?
–Ele tem um ponto fraco, ele usa energia pra tudo, respirar, andar, etc.
–É, então de cinco em cinco dias ele vai pra uma montanha perto daqui pra repor as energias.
–Ah, eu vi essa montanha, é toda cheia de gelo e neve né?
–Isso.
–Pode ser vantajoso pra gente, a Sayuri pode controlar o gelo.
–É, se vocês quiserem a gente leva vocês lá agora, hoje é dia dele ir lá.
–Perfeito.
–Pode ser.
–Então vamos nos arrumar e sair.
Depois de nos arrumarmos elas nos levam pra uma floresta.
–Pra chegar na montanha vai demorar umas três horas.
–Será que eu deixei comida suficiente pros nossos bichinhos?
–Sim, não se preocupe Fred, e se eles ficarem sem o meu Spike pega mais pra eles.
Então eu e o Ric ficamos um pouco atrás conversando e as meninas na frente também conversando, mas elas falavam meio alto e dava pra ouvir um pouco.
–Ei, Sayuri, você gosta do Fred?
–A-acho que gosto.
–Vamos fazer uma aposta, nós três.
–Qual?
–Fala.
–Quem conseguir conquistar o Fred primeiro ganha, e as outras não podem ficar dando em cima dele depois.
–Hm, feito.
–Não sei...
–Vai Sayuri, você já gosta dele, só pra deixar as coisas mais interessantes.
–Ah, tá bom vai.
–Então, apartir de agora, está valendo.
–Ei Ric.
–Oi.
–É impressão minha ou elas estão falando de mim?
–Eu não ouvi direito.
–Tá, mas voltando ao assunto, você vai querer a sniper dele depois que a gente matar ele?
–Sim, pelo som do tiro a e bala que eu vi, é uma sniper de ótima qualidade.
–Então combinado.
–Yeah.
Então batemos nossas mãos.
–Garotos, estamos chegando.
–Ok.
–É subindo essa montanha?
–Sim.
–Ahhhhhhhhhh.
–Calma Ricardo, a montanha é de gelo lembra? Eu controlo gelo.
–Ah sim, tinha até esquecido.
–Vem fiquem do meu lado.
Então a Sayuri levanta uma pilastra de gelo em baixo da gente.
–Wow, que alto.
–Vai demorar uns três minutos.
Eu não tinha o que reclamar, estava quase abraçando a Sayuri, ia até dar a idéia de aumentar um pouco o tamanho da pilastra, mas estava melhor assim.
–Chegamos.
–Venham, sigam a gente, sem barulho.
Começamos a andar na ponta do pé, até chegar em um tipo de caverna.
–É aqui.
–Tomem cuidado, temos de matar ele rápido, ele é muito forte pra se enfrentar.
–Ok.
–Tudo bem.
–Certo.
Elas entram e saem logo em seguida, ou melhor, são jogadas.
–Nem aqui vocês me deixam em paz?!
–Vocês estão bem?
Então o Ric vai e traz elas pra perto de nós.
–Viemos te matar!
–Por que acham que conseguem?
Então pego a gema do Dragão e mostro para ele, que faz uma cara meio que de espanto.
–Oh... Malef, descanse em paz amigo...
–Malef?
–É o nome dele, aliás você está morto.
–É o que veremos, Sayuri e Ric, cuidem das duas.
–Acha que vai me derrotar sozinho garoto?
–Vou tentar.
Então parto pra cima dele, mas ele se desvia rapidamente de meu golpe, e me da uma cotovelada nas costas, me jogando ao chão.
–Hmpf, só isso garoto?
–Com certeza que não.
Então levando ofensivamente já machucando sua barriga.
–Interessante, vamos ver o que acontece se eu usar minha força.
Então ele faz uma pistola com a mão.
–Tá brincando comigo?!
Mas dos dedos dele sai uma bala, que me atinge de raspão.
–Q-que merda é essa.
Então tosso sangue.
–Uma bala manipuladora de sangue, como conheço o Malef ele deve ter explicado pra você tudo certo?
Tentando me levantar mas ainda tossindo sangue.
–S-sim.
–Deve se lembrar de ele falar de os lordes serem especializados em algo, como ele em destruição.
–Lembro s-sim.
E me levanto com a mão na costela.
–Então, sou especialista em controle de sangue.
–Isso é m-meio ilógico, como?
–Simples, o que eu atiro em alguém puxa um pouco de sangue, e o que melhor do que balas?
–M-maldito.
Então um tipo de iglu de gelo me encobre e me leva para Sayuri.
–Fred, deixa isso comigo.
–Ric?! Não, você vai morrer, ele é muito forte.
–Não tem outra opção Fred.
–Tá, se você morrer eu te mato, então trate de não morrer!
–Haha, ok.
–Oh? Um usuário de armas de fogo também? Interessante.
–Cale a boca.
Então o Ric e ele começam a trocar tiros, sangue e fantasmas voando por todos lados.
–Você não é ruim garoto.
–Digo o mesmo.
Então ele joga uma bomba de fumaça no chão e começa a atirar na direção do Ric, a fumaça sai, e o Ric não está mais lá.
–RIC!
Então um tiro passa do lado da cabeça segundo lorde, atingindo sua orelha.
–QUE MERDA É ESSA?
–Eu.
O Ric tinha ido pra trás dele no meio da fumaça.
–Bem bolado, para um idiota.
–Me chame de idiota de novo e veja o que acontece.
–Idiota.
Ric solta um leve sorriso e parte pra cima dele, começa a desviar de seus tiros e chega na sua frente, abaixando, atirando em suas pernas o fazendo cair, atira em seus braços desfazendo sua magia de sangue nas mãos, então ele pega a sniper e coloca em sua cabeça.
–Últimas palavras?
–Claro, mas não serão as últimas seu idiota, nada para Gunt, NADA!
Então Gunt começa a fazer o sangue espalhado se tornar um tipo de armadura de sangue.
–Como não lembrei disso, merda.
–Sim, irá se arrepender de não lembrar.
Então ele começa a cercar o Ric de sangue e o prende-lo.
–RIC! NÃO!
Então vou para cima dele, mas ele vira o sangue para mime começa a me enforcar.
–Pode ter vencido Malef, mas eu não.
Mas ele cai.
–Não esqueça de mim aqui.
–N-não.
Então Gunt cai morto e sua gema junto, uma esmeralda roxa.
Eu e o Ric desmaiamos, tenho um sonho, um cara, cheio de espadas fincadas em suas costas, ele está ajoelhado e chorando, mas não parecia que era por dor.
–Hã? Onde estou?
Olho pro lado, Ric está deitado na cama com a Amanda e a Duda com a cabeça deitas no lado da cama, e na minha a Sayuri, ela acorda.
–Hum? Oh Fred, você acordou.–fala com uma voz de sono–
–O que aconteceu?
–Trouxemos você e o Ricardo aqui depois que desmairam.
–Ah sim...
–...
–...
–Tem um cabelo no seu rosto.
Então ela o joga pra trás da orelha, parecia a coisa mais fofa que já vi.
–F-fred, lembra hoje de manhã, nosso, hum... b-beijo não b-bem sucedido.
–L-lembro.
Então começamos a nos aproximar, e nos abraçamos.
–Você precisa descansar, deixamos isso pra depois.
–Ok.
Mas ainda me pergunto, quem era aquela pessoa com as espadas fincadas em suas costas...
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