A fairy tale ... different!
2 Goodbye
– ei, Vincent, porque você tá chorando?. — eu pergunto.
– oh meu querido... vai ficar tudo bem. — disse minha mãe.
– gente, o que tá acontecendo? Eu também quero saber. — eu disse um tanto quanto curiosa.
Meu irmão pegou meu braço e caminhamos até meu quarto, ele entrou e fechou a porta e se sentou no sofá que tinha perto da janela.
– vou sentir saudades!. — ele disse olhando para o jardim. — de você, das nossas brincadeira... de tudo.
– como assim sentir saudades? Aonde você vai?. — eu fazia pergunta seguida de pergunta.
– fui convocado para o exército. — respondeu- me. — cinco anos!
Senti meus olhos arderem e uma grossa lágrima escorreu por minha bochecha.
– shiu... não chore. — ele pediu. — eu vou ficar bem, tenho vinte anos!
Ele tentou sorrir de uma maneira "eu to bem, eu quero ir." mais eu sabia que ele não conseguiria ficar longe de casa. O abracei tão forte que ouvi suas costas estralarem.
– por que você tem que ir?. — faço mais uma pergunta.
– sou um príncipe, e tenho meus deveres. — ele responde. — não chore, você vai ficar bem e... daqui a cinco anos eu vou voltar.
Ele sorriu e eu retribui.
– quando você vai?. — pergunto.
– no final do dia. — ele responde me abraçando novamente.
Ao final do dia, eu escutava todos os guardas do castelo andando de um lado para o outro e cantando o hino do nosso país. Fui até a janela do meu quarto e assim que olhei, ele já havia partido... senti as lágrimas voltarem, fechei a janela e me joguei na cama, fiquei lá, sozinha olhando uma das várias fotos que eu tinha com ele, meu amor, meu irmão!
2012
Olhei o calendário, era hoje, hoje chegaria uma carta do meu irmão. Sai correndo do meu quarto e passei por todos os servos, entrei na cozinha, e lá estava... uma carta de Vincent para mim. Me sentei em uma das cadeiras vazias e comecei a ler.
"Lembro- me de você chorando a um ano atrás, porque eu iria partir, hoje eu que choro, choro de saudades de você, do papai e da mamãe. Fiz tantos amigos aqui, conheci um cara, Zayn, ele me lembra você, engraçado, dinâmico... bobo, haha. Não sei se poderei escrever novamente, Camille, estou sendo mandando para combate, talvez eu nem volte, mais fique tranquila, eu to bem, eu vou ficar bem e você com certeza, também. Eu te amo e nunca se esqueça."
– e então querida, o que está dizendo a carta de seu irmão?. — minha mãe pergunta.
– ele disse que foi mandado para combate, e que talvez, não volte. — eu disse secando algumas lágrimas. — ele disse que tá com saudades.
Me levantei e caminhei calmamente até a saída da cozinha, coloquei o pé no salão de bailes e um homem de meia idade se aproximou.
– oh, princesa. — ele começou. — como está grande.
– quem é você?. — eu pergunto.
– não se lembra de mim? Henry, rei da França... você e meu filho eram amigos. — ele disse.
Fiquei pensando, França, Henry... ele era o pai do Francis?
– ah me lembro, pai do Francisco!. — eu falo o abraçando. — o Sr. está muito... mudado.
– você quis dizer, velho. — ele diz sorrindo. — tudo bem, eu estou mesmo haha.
– desculpa. — eu disse. — o que o trás aqui?
Depois do meu grande papo com o rei da França, meu pai nos chamou para o escritório...
– como você sabe, Henry, meu filho mais velho, está no exército. — ele começou. — ele mandou uma carta dizendo que foi mandado para combate e que talvez não volte mais para casa...
– ah já entendi. — responde Henry. — você tá tentando achar uma maneira de me falar, que Francisco e Camille, vão se casar?
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