" — Oh desculpe, sou Ashley, filha de James e Clarisse!"
"- esses são meus pais."

Não conseguia dizer nada, ela podia ser alguma fugitiva que estava tentando me fazer achar que ela era minha irmã.
– sou sua irmã. — ela disse para onde tinha um pouco de claridade.
Vi seu rosto, branquinho como a neve, cabelos tão loiro quanto os da minha mãe, olhos azuis iguais ao do meu pai... e com traços iguais aos meus, 2 anos mais velha que meu irmão, talvez.
– não pode ser. — eu disse.
– pode. — ela disse. — quando eu tinha três anos de idade, Henry me raptou, não me levou para a França, apenas pagou para uma criada me mantar aqui em baixo por vinte e dois anos.
– como nunca a acharam?. — eu pergunto, interessada na história.
– nossos pais acharam que eu tinha morrido no acidente que matou quase que metade de nossa família. — ela diz. — nunca deixariam ver nossos corpos queimados!
– do que você tá falando?. — eu pergunto.
– a uns dezenove anos atrás, quando mamãe ainda estava grávida de Vincent, o castelo pegou fogo, estávamos em uma festa e quase que ninguém saiu vivo daqui... Henry havia bolado tudo, ele queria que seu filho se casasse e assumisse a coroa Dinamarquesa, só que Josh morreu nesse acidente também.
Eu chorava feito bebê, nunca ninguém havia me contado essa história, eu nem sabia que o castelo tinha pego fogo... não sabia que Francis tinha um irmão.
– preciso te contar mais uma coisa. — ela disse.
– conte. — eu pedi secando as lágrimas geladas.
– ouvi alguns guardas dizerem que os soldados do exército vão executar Vincent e um tão de Zayn. — ela disse. — não deixe isso acontecer... salve eles.
– como vou salvá- los se estou aqui, presa, junto de você?. — eu pergunto.
– tem uma porta aqui dentro da cela, deve levar a algum lugar que de acesso ao castelo, tente quebrá- lá e salve nosso irmão. — ela pediu.
– e quanto a você... você vem junto, não vem?. — eu pergunto e ela ergue as mãos, mostrando as correntes que a prendia.
– depois você me tira daqui. — ela disse.
Concordei, fui até onde a porta se encontrava e comecei a esmurra- lá e dar chutes, na tentativa de quebrá- lá e acho que deu certo, já que a porta se dividiu em duas.
– eu volto. — eu disse entrando no corredor.
O corredor pelo qual eu andava era tão estreito que eu tinha que passar de lado, andei até seu final e encontrei uma escada, comecei a subi- lá e fui parar na biblioteca? Corri até a porta e a abri, Francis passava exatamente aquela hora no corredor e ficou pálido ao me ver, nem dei bola e corri até a sala do trono, implorei para que alguns guardas me levassem até onde seria a execução de Zayn e Vincent, de inicio eles negaram, mas quando eu terminei a minha história eles concordaram.
Caminhei seguida de dois guardas pela clareira e parei ao ver uma roda de soldados em volta de Vincent e Zayn, um deles estava com uma arma apontada para Zayn e quando puxou o gatilho, Vincent entrou na frente...
– NÃO. — eu gritei com a mão na boca.
Então mais um estrondo e lá se ia Vincent para o chão. Corri por entre todos aqueles soldados e me agachei no chão ao lado de meu irmão, Zayn chorava do outro lado.
– o que foi que você fez?. — eu pergunto.
– eu não podia deixar meu sobrinho crescer sem um pai. — ele disse com dificuldade.
– você sabe?. — eu pergunto e ele concorda.
Seu rosto ficava cada vez mais pálido e no seu último suspiro na terra ele disse "eu te amo, para sempre", fechou os olhos e seu corpo relaxou, comigo ainda segurando sua cabeça.