A esperança também morre
3 Capítulo 3 - Reencontro
Notas iniciais
Dia 16/08/XX — Narrador Oliver
Logo depois de encontrarmos Jean, um grupo de 20 zumbis apareceu no fim do corredor, devido a falta de agilidade dos mesmos de noite conseguimos fugir.
Carregamos Jean, o qual não conseguia nem se mover devido ao desespero, perguntei a ele o que havia acontecido, ele não respondeu, mas a resposta era clara; Camila não estava com ele, então ela podia estar...Morta...!!
Acabamos parando no primeiro lugar que encontramos, o banheiro do segundo andar e enquanto recuperávamos o fôlego, percebi que Jean queria nos dizer algo, apertei seu ombro tentando transmiti-lo confiança, e então ele disse:
–E-Ela...Pegaram ela...
Ele fez uma pausa, engoliu o choro, e voltou a dizer:
–Estávamos indo para o laboratório, íamos encontrar vocês, estava tudo certo, mas aqueles...aqueles, MONSTROS!! Apareceram...Na luta acabamos nos distanciando, e acabamos separados, por um grupo de 7 desses assassinos, só pude ouvir seu grito...E...(*chora*)...Me desesperei, pulei em cima deles sem me importar com o que aconteceria, acabei por sorte conseguindo matá-los, mas, quando vi ela não estava mais lá...
Ele parou de falar, pensei em algo para dizer de modo que pudesse acalmá-lo, mas não consegui pensar em nada, mas então ele voltou a falar:
–Mas não acredito que ela esteja morta, pude ver um rastro de sangue, aparentemente ela fugiu, comecei a perseguir esse rastro, porem fui surpreendido por aquele grupo de zumbis e me escondi no armário, então, vocês me acharam...
Eu disse que poderíamos sair para procurá-la e que (...); ele me cortou e cerrando os dentes disse:
–SIM!
Jean então se levantou, e pude ver em sua mão uma pistola, me surpreendi, perguntei onde ele encontrou aquela arma, e ele friamente respondeu:
–Um dos monstros que matei era policial...
Aquilo surpreendeu a todos nós, Rain fez um sinal com a cabeça dizendo para eu tomar cuidado, abrimos então a porta, fomos surpreendidos por um pedaço do grupo de 20 zumbis que a pouco nos perseguiam, evitamos a briga, e rapidamente demos a volta, chegando novamente ao armário onde a pouco Jean se escondia, consegui então ver a trilha de sangue que Camila havia deixado, era realmente forte, seguindo-a chegamos a um banheiro, estava trancado, íamos bater na porta, quando de repente, um grito!!
Aquilo me assustou, porem logo me acalmei, porque aquela era uma voz conhecida, era MIRAN!!!
Em instinto comecei a correr, quando vi era seguido por todos os meus amigos, todos eles estavam preparados para lutar por mim, e aquilo me deixou muito feliz; porem, não era só isso, a voz era de Miran, isso era certeza, talvez eu pudesse vê-la de novo, aquela foi a primeira vez que sorri depois que tudo isso começou, o grito vinha da cantina, no subsolo do colégio, desci as escadas, estava prestes a virar, com a esperança de rever ela, o meu amor, a companhia dela nisso tudo era o que eu mais desejava nesse momento, e então, virando, eu a vi, meus olhos brilharam e não pude evitar algumas lagrimas escorrerem dos meus olhos, era Miran, o meu amor, nossos olhares se encontraram e parti para abraçá-la sem me importar com o que havia em volta, era o primeiro momento de alegria depois que tudo aquilo começou.
–Dia 16/08/XX – Narradora Miran.
Manter a calma era essencial naquele momento. Confesso que minha preocupação não era a Camila, mas sim, minha sobrevivência. Convenhamos que se você estivesse no meu lugar iria concordar comigo.
Ja estava escurecendo e esfriando.
Decidi procurar algo para comer e também alguém para nos ajudar.
No banheiro, por sorte, achei uma vassoura. Ia usa — lá para me defender, ou pelo menos tentar me defender.
Sai dali, tremula, não havia ninguém no pátio. Apressei o passo. Descendo as escadas em direção a cantina vejo umas seis criaturas daquelas. Engoli em seco. Era quase impossível passar por ali sem que eles me notassem. Então juntei toda as forças que me restavam e fui em direção a eles.
A vassoura estava com a ponta apontada para frente. Era minha única arma. Bruscamente enfiei o cabo da vassoura nas costas de um deles. Ele cambaleou, cambaleou mas nada aconteceu. Senti duas mão frias e fortes em minha cintura. Meus pés nao estavam mais tocando o chão. Virei um pouco a cabeça para ver quem me segurava. Um assassino , e não estava só me segurando mas também apertando minhas costelas. Me debati para tentar me soltar mas foi em vão. Não sabia mas o que fazer, como reagir. Minha ultima alternativa foi... cegar o mostro. Dei com tudo nos olhos dele mas ele não reagiu. Parecia nem ligar.
Ele apertou mais ainda minha cintura. Senti uma dor inexplicável, mal conseguia respirar. Gritei, um grito tão alto e agudo que a tal criatura me soltou na hora e colocou aquelas brutas mãos em seus ouvidos. Cai no chão, tonta. Minha visão estava embaçada, minha força nula e meu corpo dolorido. Os monstros param por alguns instantes, era minha chance de fugir, juro que tentei levantar mas minhas pernas já não conseguiam me sustentar, não tinha mais o que fazer... Iria ser devorava viva por aqueles canibais, quando, vejo 4 pessoas descendo as escadas. Não sabia quem eram. Se aproximaram mais e finalmente os reconheci.
Meu olhos se enxergaram de lagrima... Ele estava vivo... Oliver estava ali... Era o primeiro momento de alegria depois que tudo aquilo começou.
FIM CAPITULO 3.
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