A escolha
2 Benefício da dúvida
Notas iniciais
Após horas alternando entre caminhadas e "corridas" sem destino Alissa finalmente encontra um possível refugio em uma lanchonete de nome Clocks, o amanhecer estava próximo, talvez a pequena lanchonete estivesse aberta, sendo assim Alissa se deu o benefício da dúvida e foi ao encontro do estabelecimento se agarrando a provavelmente o seu ultimo fio de esperança.
Ao entrar no local que para sua surpresa estava aberto, Alissa se depara com um senhor não muito velho de aproximadamente 50 anos atrás do balcão secando copos com um pano lentamente, seu cabelo era curto e grisalho denunciando sua experiencia, não é muito alto, mas também não é muito baixo tendo em média 1,75 cm de altura, sua pele é escura e quanto mais Alissa se aproximava mais visíveis eram as cicatrizes espalhadas nos braços do estranho.
— licença...senhor?- perguntou Alissa apreensiva
— Estamos fechados- diz o homem sem ao menos levantar a cabeça
— Entendo,mas o senhor poderia me dar um copo d'água, estou andando a horas- insiste
— Estamos fechados!- grita o homem que finalmente levanta sua cabeça
No momento em que fez isto ele se depara com uma garota assusta vestindo o que era para ser um pijama ou já foi um, seu cabelo ruivo estava bagunçado com algumas folhas presas nos fios enrolados, sua pele clara estava suga e com hematomas não muito graves nos braços e nas pernas, o que mostra que a garota sofreu algum tipo de acidente ou até mesmo agressão, também estava descalça e o pijama que usava era no entanto revelador sendo apenas um short e uma fina blusa.
— Meu deus- diz ele chocado
— Por favor me ajuda- suplica a ruiva
— Qual o seu nome?- pergunta curioso
— Alissa,e o seu?- pergunta ela
— Me chame de Sr Andrews- responde apreensivo
— É um prazer conhece-lo Sr Andrews, por favor o senhor pode me dar um copo d'água?- pergunta ela um pouco mais calma
— Como veio parar aqui? — pergunta ele ignorando a jovem
— Sr Andrews eu prometo responder todas as suas perguntas, mas minha boca está extremamente seca, tudo que peço é um copo d'água- pede ela mais uma vez
— Está bem, mas terá que responder todas as minhas perguntas!- alerta
A jovem ruiva concorda e após 5 copos d'água o interrogatório começa
— De onde você é?- pergunta o velho rapidamente
— Deville- responde ela na mesma velocidade
— Quantos anos você tem?- continua
— 17, faço 18 daqui 2 meses- responde ela despreocupada
— Não perguntei quando é seu aniversário, e sim sua idade, não me dê informações desnecessárias- adverte ele nervoso
— Me desculpa, mas eu respondi sua pergunta e ainda respondi outra, você acha que eu não sei que sua próxima pergunta seria "quando você faz 18"? você não queria me fazer perguntas? por que não faz algumas mais criativas?!- responde ela extremamente frustrada e irritada
— Sinto muito criança não sou uma pessoa criativa, então não gaste sua saliva, não estou com vontade de saciar sua sede mais uma vez, seja uma boa garota e responda minhas perguntas- diz ele em tom de deboche, o que irrita ainda mais Alissa
— Tá certo continue- diz ela buscando o auto controle
— O que você veio fazer aqui nesta cidade?- pergunta ele olhando fixamente nos olhos verdes da garota
— A procura de abrigo- responde ela sinceramente
— Abrigo? nesta cidade acho difícil, conhece alguém daqui?- pergunta ele interessado
— Não, eu vim para cá fugindo, eu estava em uma cabana na floresta, mas foi invadida e saqueada, fugi antes que me vissem então só tive tempo de pegar algumas roupas- nem tudo que Alisse disse era mentira, ela realmente estava fugindo mas não de saqueadores
— E seus pais?- pergunta ele ainda mais interessado
— Sou orfã- mentiu ela mais uma vez
— OK, deixa ver se eu entendi, você morava sozinha em uma floresta, sua casa foi saqueada e com medo você correu e chegou até aqui, fascinante, acha mesmo que vou acreditar em tudo isso?- diz o velho em tom de deboche cruzando os braços
— Você não precisa acreditar, como também não precisa ter pena de mim ou algo do tipo, não entrei aqui atrás de caridade, entrei aqui porque precisava beber água, foi você que quis saber a minha historia, ou sei lá o que, então se você vai acreditar ou não o problema é seu, só me diz um lugar na qual eu possa ficar, e quase me esqueci, onde estou?- explode Alissa
— Calma ai esquentadinha,você está em BloodTown e a proposito você pode ficar aqui, tem um quarto nos fundos com um pequeno banheiro,não sou de fazer caridade então vai ter que pagar por suas despesas alem do aluguel, para a sua sorte um funcionário se demitiu ontem, então a vaga pode ser sua ,se aceitar o seu salario vai ser menor já que suas despesas e o aluguel serão descontados dele, estamos entendidos?- diz ele um pouco envergonhado mas ao mesmo tempo determinado
— Muito obrigada Sr Andrews, e sim estamos entendidos, quando começo? pergunta ela docilmente,como se não tivesse explodido de raiva a 1 minuto a trás, o que surpreende o senhor
— Hoje a daqui exatamenteee... 6 horas- diz ele conferindo seu relógio de pulso- Se eu fosse você me apressava, se não, não terá tempo de descansar, há e tem mais uma, não me afronte de novo- confronta
Alissa não se deu o trabalho de responder, simplesmente assentiu, e rapidamente se dirigiu para o quarto, que para sua sorte não foi muito difícil de encontrar, o quarto em si não era muito grande, só tinha espaço para a cama de solteiro e uma cômoda, nada mais, nada menos, o banheiro era simplesmente um chuveiro sem box, uma privada e uma pia que a muito tempo não era limpa, assim como todo o quarto.
Mesmo sendo um lugar horrível para se morar, a jovem ruiva estava feliz, ela finalmente tinha fugido do seu pesadelo, sem saber que estava entrando em outro.
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