A encrenca me ama

2 Capítulo 2 - Concurso.


Notas iniciais
Obrigada as Lud Bela pelo comentário e o favorito, e a Beey Oliver pelo comentário também ^-^ postei por vocês T.T

Comemos e retornamos a andar, paramos em frente a uma loja de discos e eu empurrei meus mascotes – João e Malu — pra dentro. A loja era ampla e os detalhes eram em tons escuros, mas mesmo assim a loja era bem iluminada.

Tinham algumas estantes de madeira escura, com as musicas. Fui andando pelo corredor segurando o impulso de não abrir os braços e girar.

Já disse que amo musica? Não? Pois é! Toco violão desde que me entendo por gente. Sempre amei o que ela se forma em meus ouvidos, como água escorre pelas ruas na chuva, cai no telhado, e quando para fica aquele cheiro bom no ar. A música pra mim é assim, corre nas minhas veias, e mesma quando para, ainda deixa lembranças.

Fui pegando CDs aleatórios, e depois fui para o caixa. Procurei Malu e João, e os vi; estavam um pouco afastados das estantes, conversando e olhando algo na parede.
Tão retardados a ponto de interessarem por uma parede. Revirei os olhos, paguei minha mercadoria e fui caminhando até eles.
Quando vi o que estavam vendo, fiquei curiosa em saber se as pessoas que me viam ali também pensariam o que eu pensei de meus amigos alguns segundos atrás.

Era um pôster vermelho, com arvores típicas da Califórnia, aliais, o nome “Califórnia” estava bem estampado no meio. Abaixo escrito:
“CONCURSO DE SKATE. INSCRIÇÕES ABERTAS. QUEM PASSAR DA PRIMEIRA ETAPA GANHARÁ DUAS PASSAGENS PARA CALIFÓRNIA ONDE PARTICIPARAM DA SEGUNDA. VALENDO DOIS MIL DOLÁRES!”

Olhei para Malu que me encarava curiosa. Califórnia? Serio isso gente? O clima é sempre quente o que ajuda bastante na hora de treinar, não é igual ao Brasil que dia chove, dia faz frio, e outro sol. E eu tinha uma ótima noção de inglês. Além do que ensinam na escola, fiz curso. Até porque se fosse depender do verbo “to be”, tava morta! Passaria fome. Mas enfim...
Mãe! Lembrei com desgosto.
Papai deixaria mas o mesmo morreu a 4 anos. Não é uma coisa na qual eu falo muito porque não gosto, mas não sou deprimida por causa disso, acredito que todos que amamos um dia nos deixam. Já superei esse fato há muito tempo.
Mas minha mãe, há, vamos rir. Ela quase me mata se eu for na esquina sozinha.

Eu poderia levar Malu, poderia ganhar esse concurso. É mole, pelo tempo que eu ando. Não deve ser tão difícilassim. Mas ai teria a questão da mãe dela. Tia Elena certamente não iria deixar. E João, bom, esse gay tem medo até de ir na padaria perto da minha casa.
Bom, se nem a minha mãe, nem a de Malu deixarão, eu poderia....

Meus pensamentos foram interrompidos por um ser balançando as mãos na minha cara.
– O que João? Para com isso! – Estapeei a mão no garoto irritada.
– Ta bem? Você não tava pensando em.... – João, arregalou os olhos. Ah como esse Ribeiro é esperto.
Sorri de lado e transferi meu olhar a Maria Luisa Cardoso, que estava com o mesmo olhar que eu.

***

O relógio marcava 20:00 em ponto. A primeira etapa do concurso de skate seria amanhã as 8:30 em São Paulo. Eu já havia arrumado minhas coisas. Na primeira fase só iria eu. Malu e João ficariam encarregados de me acobertarem. Se tudo desse certo – seu eu ganhasse.- , eu ligaria para meus mascotes com o Jace, e os dois iriam para São Paulo.
Eu deixaria uma passagem com Malu, que no caso iria depois de mim para não levantar tantas suspeitas assim. João iria junto para se despedir.

Peguei minhas pequenas malas e joguei a baixo. João e seu amigo – lê-se: peguete.- estavam parado na esquina de casa. Ajeitei minha blusa caída no ombro e pulei a janela. Era baixa então não houve dificuldade, sai correndo com as coisas na mão e entrei a tempo no carro.
Aceleraram e partimos.

Notas finais
- Bea