Era madrugada, ainda estava escuro a não ser pela luz de uma cidade ardendo em chamas, balas de canhões se chocando com residências populares, o som de tiros ouvido a mais de quilômetros dali, assim como o tinir de espadas atacando e se defendendo. O numero de mortos no chão numero competia com as estrelas no céu, próximo delas dois enormes dragões combatem um ao outro com crueldade e fúria.

A mais de cinco mil metros abaixo dois exércitos pelejam com um furor comparável ao dos repteis a suas cabeças. Liderados por uma mulher com pele de serpente que lutava com garras de ferro banhadas a ouro, claramente via o seu sentimento naquela guerra, parecia querer vingar algo. Também havia outros nove, que começando do que parecia ser mais o velho, um homem de grande barba branca, descia-lhe do rosto até a fivela de seu cinto e parecia planar sobre o chão rubro, usava como arma um cetro de metal, não batia para matar como a mulher serpente, mas batia para nocautear. Outra era uma tigresa branca, combatia usando uma espada fina, cada golpe que dava separava a mão do corpo inimigo. Havia outra que tinha uma pele de ferro, não usava armas, mas suas mãos se transformaram em grandes massas de ferro que usava para nocautearos soldados que avançavam contra seus companheiros. Existia uma mulher de plumas rosa, assim como um flamingo, mas seu rosto não possuía nariz, no lugar desta parte tão importante do corpo tinha um longo bico com ponta achatada, ela usava seus braços como asas e criava rajadas de vento que carregava alguns dos rivais.

Outros dois lutavam juntos um auxiliando o outro, um tinha dentes e garras alongados e a outra tinha espinhos por todas as partes do corpo, os quais usava como laminas. A oitava tinha uma grande língua fina e unhas grandes que dilaceravam qualquer um na frente, as duas últimas sendo elas as mais novas e com a pele de textura diferente, uma era feita de gelo e a outra feita de chumbo; esta lutava corpo a corpo, enquanto a outra usava suas mãos para congelar os agressores. Estes são ao todo dez, os dez generais de Liberdade. Todos tinham o mesmo pingente, o que parecia indicar que eram do mesmo lugar, ou da mesma família. Aquilo era uma cena de horror, uma chacina que se fossemos colocar no papel daria mais de cento e treze milhões de mortos, acredite você não deseja isso para nem um ser vivente, os gritos e gemidos vinda de golpes de espadas, ou pela dor da perda de um membro ou companheiro de guerra, aquilo era de gelar o sangue.

A guerra não estava só na terra, mas no mar também, muitos barcos colidiam e atiravam uns nos outros. Mas dois barcos chamavam a atenção mais do que os outros, de um lado o barco chamado de “Prime”, seu comandante era um homem com seis braços e o outro era chamado de Kraken, sendo um homem lagosta seu líder. Os dois barcos navegavam em roda de colisão, e foi o que aconteceu, o choque entre os dois foi tão intenso que a terra tremeu certamente só um comandante ficaria de pé depois daquilo. Rapidamente o homem polvo e o homem lagosta iniciaram um duelo de espada, que o lagostim não podia vencer, teve seu peito invadido por uma espada e logo depois por outras cinco. Vitorioso O polvo corre para os dez, mas tem seu corpo rasgado por outro homem imediato do lagostim, seus cabelos oleosos e suas pressas enormes, ele parecia uma morsa, certamente estava junto dos dez bons generais.

Com um lampejo roxo o enorme dragão negro despenca do céu, em seu peitoral havia um rombo, causado talvez por uma rajada de raios do outro dragão, a cair os que pareciam estar lutando contra os dez deixaram suas armas, o dragão negro caiu e uma nevoa de areia sumiu, ele agora se contorcia, suas asas se dissolveram, os enormes braços de reptil se transformou em um braço humano, de um jeito terrível, seu longo focinho escuro se transformou em um rosto de homem que sobre seus cabelos grisalhos tinha um coroa dourada. O dragão branco desce dos céus se transformando em um rapaz pálido de apenas vinte e dois anos, de olhos azuis e cabelos ondulados escuros.

- Ö rafa’e zaegy koeto, ha’ ba varen Exael ! (O grande tirano está morto, viva o salvador Axel) — Os vencedores clamaram vitoriosos festejando entre os mortos. O rapaz pálido observa o corpo do rei morto, sua coroa o chamava uma aura escura pairava sobre a coroa, os olhos do menino dragão mudaram de azul para cinza, ele se agachou e sussurrou nos ouvidos do morto:

-Gör’o fierto ho! (Vida longa ao rei)- A mulher serpente escutou aquilo, mas quanto foi fazer algo era tarde, a coroa do morto já estava em sua cabeça, o corpo dele começou a tremer suas mãos se tornaram garras, criara uma cauda, estava se transformando em dragão sem sua vontade, a coroa se fundiu ao crânio do dragão, seus olhos ficaram escuros. Em menos de cinco minutos o salvador dele se tornara o inimigo, ele pousa sobre uma torre destruída e se transforma em homem, não era mais o mesmo seus olhos ficaram escuros sua voz ficou sedenta por sangue, ele ergue sua espada e....

-Melody acorda. –Melody abre os olhos assustada, seus cabelos rubros estavam bagunçados, parecia que tinha levado um choque, ficou olhando em volta tentando saber onde estava. Era seu quarto e um garoto moreno magro de olhos castanho estava em pé de pijama azul, aquele era Guto seu irmão velho, que esfregava os olhos dando o sinal que acabara de acordar. –A vovó pediu para eu te acordar. –Os olhos dela não queriam se manter abertos, ficavam se fechando e ela lutava para mantê-los abertos, Melody estica o braço sobre seu criado mudo, procurando seu celular.

-Guto, são cinco horas da manhã. Me deixe dormir mais cinco minutos. –Melody jogou as cobertas sobre a cabeça.

-Está bem, mas então vai tomar banho depois. –Guto sabia que sua irmã odiava ser a ultima a tomar banho, pois ficavam apressando ela para saírem.

-Não Guto, eu vou tomar banho primeiro! –Melody pula da cama e corre para o banheiro sem se tocar que tinha esquecido a toalha.

A água cai sobre o corpo de Melody, ela não parava de pensar naquele sonho, foi tão real que ela podia achar que estava realmente lá. Aquele dragão negro, já sonhara com ele varias vezes, mas aquele sonho foi diferente. De repente sua linha de raciocínio foi cortada, seu irmão batia na porta.

-Mel, sua maluca esqueceu sua toalha. –A garota olha para fora do Box, procurando uma toalha, mas Guto estava certo. Ela desliga o chuveiro e corre para trás da porta, como se estivesse sendo espionada.

-Me dá aqui. –Ela deixa a porta semiaberta, por onde seu irmão lhe passa a sua toalha rosa, mas tinha algo pesado no meio. Melody sacode a toalha e um envelope cai, era um cartão de aniversário de seu irmão, junto com um anel, o mesmo que ela havia visto em uma loja do shopping, rapidamente a garota se enrola e sai do banheiro, abraçando seu irmão.

-Como soube que eu queria isto?

-Você não parou de falar nele... –Guto sorri e entra para o banheiro.

Mel entra em seu quarto, não era grande tinha um guarda roupa com cabeceira embutida e uma mesa de estudo, tinha que se vestir e comer algo, seria um dia difícil em seu curso.

-Melody? –Uma voz doce vem de fora de seu quarto.

-Vó, pode entrar. –Ela acabou de seu vestir com uma blusa vermelha, calça jeans e um tênis All Star.

-Meus parabéns, minha filha. –A velhinha abraça a menina e aproveita para puxar as orelhas dela. –dezesseis vezes e uma para dar sorte. –Sabe querida, queria que seus pais estivessem aqui. –A voz da idosa se entristece. Os pais de Guto e Melody morreram há cinco anos em um acidente de carro.

-Vó... –Melody conforta sua avó Mirian, uma idosa baixinha de cabelos curtos, que já foram louros no passado, debaixo de seus óculos retangulares seus olhos castanhos choravam com a lembrança de seu filho.

-Mel vamos, você precisa comer. –Mirian leva Melody para a cozinha no final do corredor, onde uma mesa cheia de pães e bolinhos as aguardava. Depois de comer a menina sai de casa, ao bater a porta lá nos fundo um enorme cachorro preto corre na sua direção, aquele era Zuko, cuidou dele desde filhote uma mistura de pitbull com pastor Alemão.

-Zuko... –Melody acaricia o cão e começa a procurar seu “molho de chaveiros”, sim chaveiros e não chaves, ela tinha apenas duas chaves e seis chaveiros enormes. Zuko não ajudava nem um pouco era grande e corri para os fundos, onde havia uma churrasqueira e uma lavanderia, ele subia e pulava dela, e estranhamente Zuko tinha a mesma altura que ela quando em pé, Mel consegue achava suas chaves e abre o portão de madeira. A frente de sua casa havia uma arvore que sua avó queria que fosse tirada dali, afinal se caísse destruiria o teto de sua casa, a rua era inclinada para a avenida abaixo, seu ponto ficava na grande avenida onde seus pais faleceram, passar por lá sempre foi muito difícil para ela, mas tinha que superar isso para estudar. “Melody, você esta sento seguida”, uma voz invade sua cabeça.

-O que!? –Melody tenta ver quem a seguia, era um ser encapuzado, não via seu rosto. “Continue andando, não se preocupe, estou aqui”, aquela voz de novo, sempre conversava com ela quando sozinha. “Ande rápido ele está perto”. Melody começa a correr.

-Oh... Calma. –Um antigo morador da rua dono de uma mercearia diz para a garota, o perseguidor vê isto e interrompe a perseguição.

-Senhor Raimundo, tem alguém me seguindo..... –Melody se vira para indicar o perseguidor, mas ele tinha desaparecido então ela simplesmente segue seu caminho rumo ao ponto onde seu ônibus passaria em três minutos.

Notas finais
Se chegaram até aqui, por favor, comentem o que gostaram....