A droga do amor.
5 Os detalhes..
Notas iniciais
Aonde tudo começou..
Eu estava sentado na minha carteira. A última na verdade. E essa menina chegou. Era linda.. Muito linda mesma. Pensei que ela fosse sentar ao lado do menino moreno e bonitão na frente ,mas não, ela se sentou na carteira ao lado da minha e disse:
– Hey John. — aquela menina que eu nem sabia de aonde vinha sabia meu nome!!! Odeio quando você não conhece as pessoas, e elas te conhecem ,e sabem até aonde você mora , isso me dá um ódio ( mas ela era exceção).
– Oi. Como sabe o meu nome? — perguntei assustado. — Connor me contou – ela dizia rindo quando pronunciava “Connor”..Quase sempre.
– Quem é Connor? — perguntei assustado olhando pros lados
– Eu! Vi seu nome na lista ,antes que pergunte. — aquele menino era o moreno bonito, de olhos verdes na minha frente. Aah, então ele era o Connor..
– Hum — falei entediado. Fiquei no cri cri.. Sim. A primeira vez que vi o Connor, nós na verdade não nos demos muit-
– Você é ateu? — ele perguntou muito tenso.
– Sou. Porque? — falei calmo
– Meu Deus.. você vai pro inferno!! — ele dizia muito irritado
– E daí cara? você nem me conhece e quer falar que eu vou pro inferno? Ah, com licença- eu dizia nervoso. Peguei as minhas coisas e sentei separado deles dois durante 1 mês até que..
Um caminhão de mudança estava chegando para casa ao lado da minha que estava desocupada a um tempinho já.. Achei bom,vai que era um menino legal, um amiguinho para eu poder conversar porque na minha escola não tinha ninguém legal comigo.. Era aquela menina amiguinha do "Connor"? Era Connor? Sei lá, só sei que era ela!!
Aquela menina estava me perseguindo ,não era possível!!! Não era possível mesmo!! Fiquei na janela observando as coisas serem retiradas,até ver meus pais abraçando ela ,e seus pais!! E vi pela primeira vez aquele sorriso.. Eu conhecia ele de outros mundos, da outra Megan.. Aquele sorriso torto.. Achei aquilo tudo muito estranho,até que eles entraram aqui em casa , se sentaram no sofá e ficaram conversando enquanto ela lia livro. Eu ia ter que passar na sala, e aí meus pais iriam me chamar para conhecer a.. a menina que eu não sei o seu nome, então arrisquei e aconteceu que-
– Oi filhinho, senta aqui — minha mãe disse com aquela voz fininha que dava nervoso.
– Apresento a vocês o meu filho. O John. John Walther. — meu pai dizia com a voz cheia de orgulho.
– Eu conheço ele — a menina disse com a voz entediada por debaixo do livro Seus pais se assustaram. Meus pais também, eu não, e completei.
– Eu também conheço ela. Só não sei seu nome — disse calmo.
– É Megan. Megan Moore. — disse se levantando e tirando o livro do rosto, o que me deixou ver os seus olhos, sua pele, seus olhos e suas sardinhas. Ela tinha sorriso torto, gostava de ler livros.. Era perfeita !!!!
– Oi Megan Moore — disse firme.
– Oi John Walther — ela dizia meio que rindo ou séria. Mas,nossa que sorriso era aquele.. Depois daí tudo mudou, nossos pais começaram a conversar mais e mais.. Pareciam amigos de infância ou não eram? Sei lá.. Só sei que todo dia ,ou quase todo,ela ia para minha casa ou vice e versa. Acabamos nos acostumando ,e nos enturmando um com o outro. Conheci a verdadeira Megan Moore. Quando eu digo verdadeira , é porque quando ela falou comigo aquele dia na sala ela parecia metida ou se fazia de metida pro Connor!!!
Ah , já ia me esquecendo.. Bom, eu sei que à algum tempo atrás eu falei pra vocês que vim do México e fui morar na rua dela ,mas, não.. Na verdade, eu vim para cá e morei nessa rua. Antes dela, também morava uma menina chamada Megan. Megan Muller. Ela gostava de mim, éramos muito amigos. Eu até “fiquei” com ela ,mas, foi "forçado". Não era a minha vontade, era a vontade dos meus pais, dos pais dela( sendo que tínhamos 7 ou 8 anos) e enfim...tanta vontade vinda de tanta gente que eu simplesmente a beijei. Mas nossa, foi a pior coisa que eu fiz na minha vida.. Eu me magoei, eu magoei ela, magoei a todo mundo que no fundo queria era ver nós dois juntos, mas não era da minha vontade.. Depois de 10 meses que estávamos juntos, eu não aguentei mais aquele ciúmes doentio que ela tinha, por qualquer amiga minha, e então comecei a me desinteressar por ela( e não digo como namorado e sim como amigo) passei a ver ela como uma menina chata ,e mimada, até que finalmente ela pediu para terminamos,e depois quis voltar mas aí eu mandei a real mais ou menos assim:
– John, gosto muito de você, nossos momentos juntos são perfeitos. Me sinto tão mal longe de você – ela estava chorando.Pra mim aquilo não passava de ceninha e fiz a menina sofrer para caralho com isso..
– Cara, você é chata, temos 8 anos!!! Esse namorico, ou melhor essa merdinha é tudo palhaçada!! A gente vai acabar uma hora ou outra , porém, eu prefiro agora. – meu deus.. eu era muito grosso..
Nem deu tempo dela falar nada, ela só saiu correndo com as mãos no rosto e depois de uma semana ela se mudou e eu nunca mais a vi.. Meus pais também não procuraram saber, porque os pais dela haviam ficado “bolados” com meus pais por causa da “minha educação”. O que eu achei muito escroto durante anos... Megan Muller ficou na minha cabeça durante alguns anos, até chegar a Megan Moore..
Aquela ruiva linda, com aquelas sardas perfeitas, aqueles pares de olhos que eu acho muito perfeito... E o principal,aquele lindo sorriso que ela sempre tem. Aquele sorriso torto que eu sou completamente apaixonado.. Acho que foi isso e ela que me fizeram amar ela desse jeito desde dos meus 8 anos.. É..a falta dos meus pais é grande mas,quem me faz feliz é a Megan..Somente ela.
Para quem não sabe meus pais morreram em um acidente de carro quando eu tinha 10 anos.. Eu estava na casa da Megan, conversando com ela até que eu estranhei o horário dos meus pais chegarem em casa, Megan parecia que sabia do que ia acontecer porque,ela fingia estar calma mas,ela estava mais nervosa que eu. Então,agoniado eu resolvi voltar para casa, e vejo meu vô deitado no chão chorando muito, com um telefonema na linha, eu peguei o telefone e falava alguma coisa que repetiu o nome dos meus pais “Elise Walther” e “ George Walther”. Eu tinha perdido os meus sentidos, minha vida, minha razão, minha felicidade, tinha ido embora.. Agora era um paco vazio. Eu não queria mais viver, eu tinha perdido os dois de uma vez só.. Só me lembro que foi porque eles sofreram um acidente.. Um acidente de carro.. Os dois morreram na hora. Nem levaram pro hospital, até porque seria desnecessário. Eu não fui no enterro, fiquei em casa com o meu vô falando merdas para tentar esquecer , até que meu vô passou mal, e eu ligo para ambulância . Fiquei com medo do que podia ser, se eu iria perder meu vô um dias depois dos meus pais.. Tudo isso dóia em minha cabeça até que o médico aparece na porta e fala:
– Sr. John Walther.. – o médico disse checando a lista
– Eu – eu dizia nervoso. — Você? Preciso de alguém menos criança – ele dizia com cara de nojento.
– Tá brincando né? Se não fosse por mim, meu vô já estaria morto!! – eu estava irritado. Afinal, quem era esse cara? Só um médico escroto que não é melhor que ninguém !!!
– Ok.. é o seguinte: seu vô precisa falar com você.. – agora o grosso estava sentimental Então, eu entrei no quarto, conversei com meu vô e ele disse o que eu menos queria escu-
– John.. Ah John.. vou sentir falta de você – ele dizia chorando.
– Como assim vô? – ele estava chorando também.
– Você só tem a Deus agora,filho. Confie nele, ele vai solucionar todos os problemas que você tiver.. Sei que seus pais são ateus e colocaram isso na sua cabeça isso, mas ouça o seu vô, que é muito mais velho que eles.. Deus vai te ajudar na minha falta.. – ele estava me dizendo “uma verdade”.. Eu não me sentia tão sozinho assim, por mais que eu não acreditasse.
– Vô , o senhor não vai morrer.. Não pode morrer. Se você morrer esse Deus ai não existe!!!! – eu dizia gritando.
– Claro que ele existe. Se ele está me levando agora, é porque ele tem algum plano muito melhor para você ,sem seus pais e eu.. Não tente questionar ,só aceite.. – meu vô era demais mano, só ele conseguia me fazer rir atoa, me fazer chorar atoa , e me acalmar atoa.. Só ele sabia..
– Ok vô , mas antes que o senhor se vá ,quero pedir um favor: fique sempre comigo no meu coração ,ok? Eu te amo..
– Eu também meu filho.. – ele dizia com a voz muito , muito fraca. Até os aparelhos dizerem que seu coração parou..Eu nunca soube o porque ele havia morrido, nem dos pais direito eu soube, por ser muito "criança". Morei naquela casa , tendo que me “virar” sozinho durante muitos anos ,naquela casa que tinha o cheiro dos meus pais, do meu vô, das risadas deles , das brigas e etc.. Eu convivi com isso durante anos, mas se a Megan e os pais dela não tivessem cuidado de mim e pagado as minhas contas ,eu acho que já estaria morto. Minha sorte também, é que desde pequeno eu sempre fui rico, mas eu nunca soube mexer com esse dinheiro, e nem sabia aonde ele estava.. Quando eu fiz 14 anos, os pais de Megan me falaram desse cofre ,e eu comecei a pagar eles pelo dinheiro que tirei deles.. Paguei centavo, por centavo , até não dever mais nada , e finalmente ser uma pessoa totalmente independente..
Eu ainda sentia que me doía lembrar os meus tempos antigos, mas eu preciso superar ,ou nunca vou ser um menino feliz.. Agora aquilo que meu avô havia me falado a anos ecoava na minha mente.. Deus existia mesmo? Se existia porque permitiu a morte do meu avô? E dos meus pais? Porque me permitiu sofrer e passar por tudo que eu passei? Deus.. Quem era Deus? Eu viajava em meus pensamentos até uma pessoa inesperada aparecer na minha casa com uma notícia chocante..
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