A droga do amor.
10 O namoro
Notas iniciais
Eu e Megan começamos a sair mais, conversar muito mais.. Sempre fomos muito amigos , muito mesmo, mas , por algum motivo que eu não me lembro muito nós mudamos muito um com o outro.. E do mesmo modo, eu não lembro, mas , recomeçamos a sair de novo, não sei, acho que falta.. Nossa amizade sempre foi muito zoeira e pá.. Nós dois sentíamos falta um do outro,mas, sabe né.. O orgulho é horrível.. Então, voltamos a sair. Cameron e Connor também.. Estavam próximos demais, demais mesmo... ATÉ DEMAIS sabe.. Isso estava me deixando muito desconfortado, nem conseguia mais conversar com Meg.. As vezes, meu pensamento voavam em Cameron.. Não sei, me sentia muito nervoso com relação assim, acho que era ciúmes.. Sei lá, só sei que eu não ligava mais pra isso, até me tocar que eu e Cameron não tínhamos uma relação totalmente "confiável" por isso sentir ciúmes dela era quase escroto.. E sem motivos, mesmo assim eu sentia.. Por que? Sério, nem eu sei.. Enquanto me arrumava, pensei nisso, no caminho do podrão pensei um pouco nisso e tirei as conclusões. Somos uma amizade colorida , não devemos satisfações um ao outro, por isso, eu não queria saber mais. Ia me divertir com a Meg e procurar algo que seja realmente mais importante na minha vida. Porra, eu estava com 18 anos na cara ( 18 para 19..) eu tinha que pensar em algo tirando garotas e sofrimento.. Até eu estou me cansando de mim.
Então abri a porta do podrão e encontrei Megan. Ela estava sentada lendo um livro que parecia muito interessante , pois, quando entrei, e me sentei , ela não me deu atenção até bater uns 20 minutos. Quando eu estava "comendo" meu sanduíche( para não dizer devorando porque isso é feião) ela fechou um livro e o tacou na mesa. Abriu um sorriso ao me ver e disse :
– Fala aí menino das novinha!! — falou levantando o braço como se fosse fazer alguma batida.
– Fala aí mamãe. — falei batendo em sua mão.
– Porran, nem te contei né? Terminei com Connor e ah.. Eu não vou ser mãe. Não mais pelo menos... — falou abaixando a cabeça com a voz rouca
– Como assim? — perguntei com a boca cheia. Ela riu, isso me deixou mais feliz..
– É o seguinte : briguei com o Connor, ele mandou eu me fuder, ir namorar contigo porque afinal, você é o amor da minha vida, que eu não gosto dele, e pá- falou cansativa como se estivesse repetindo isso pela vigésima vez. Mas aí eu a interrompi.
– Como assim eu sou o "amor da sua vida"? Connor tá bêbado? — perguntei.
– Ele disse que não.. Mas tenho quase certeza que sim. — falou pensativa.
– Faz sentido né.. O verdadeiro Connor nunca falaria de amor.. Mó insensível do caralho.. — falei bebendo suco.
– Tá , tá .. posso terminar? Posso? Ok. Então, fiquei cansada de suas marotas e terminei com ele.. Vim viver a minha vida, pensei nas coisas do bebê, pensei nas boas possibilidades de ser uma mãe solteira. Chorei um pouco, porque eu agora estava sem meus pais, sem você e sem o Connor.. Até que senti umas pontadas na barriga, fui ao médico e tinha perdido o bebê.. Eles não me deram muita explicação e eu também não cobrei , então.. — falou como se fosse uma coisa muito normal.
– Oi? Como assim "sem seus pais"? — perguntei nervoso.
– Calma aew cayboy, meus pais descobriram. Continuaram me aceitando, mas, eu não estava mais me sentindo em casa. Estava me sentindo em um casa de estranhos que cuidavam de mim por causa da criança que afinal, era o principal motivo. Eu não era mais a filha deles e sim a portadora de uma criança que eles iam criar como se fosse deles.. — falou por fim bufando.
– Entendo.. Se quiser pode contar comigo.. Se quiser pode morar comigo lá.. — falei olhando por baixo.
– Haha, até parece. Nós não íamos nos aguentar John. — falou rindo.
– Nada que uma boa convivência melhore. — falei levantando a cabeça e rindo de lado, ela riu meio surpresa também, acho que não esperava isso.. Sabe, eu também não esperava que eu fosse falar isso, só falei..
– Uau, você tem certeza? Tá falando sério mesmo? — falou me olhando.
– Sim. — falei a encarando
Ela desviou o olhar, se ajeitou na cadeira, respirou fundo e disse..
– Mas eu perdi o bebê.. — falou rouca novamente.
– Tá, mas tem casa? — perguntei.
– Não.. — falou baixando a cabeça
– Então??! — falei esperando a resposta.
– Tá.. — falou rindo.
– O.K. Trato feito. — falei rindo de volta.
Ficamos nos encarando por um tempo até ela dizer.
– Urum.. É.. e você e a Cameron?
– Hm, amizade colorida. Mas sabe como é né, a gente já não tá a mesma coisa.. — falei meio triste.
– Como assim " a mesma coisa" ? — perguntou confusa.
– Ah, antes transávamos o tempo todo,o dia todo, agora ela só vomita e só se queixa de dores de cabeça, cansaço e pá.. — falei bufando.
– Puta merda John.. — falou dando "sorriso alto"
– Porra, mas é sério, eu entendo ela mas porra vomitar 40 vezes é foda né? — falei nervoso.
– Meu deus John, 40 vezes é muito estranho... Leva ela no médico — falou me olhando.
– É.. vou levar — falei olhando pro suco
Ficamos em um silêncio absoluto.. Até um cara super "legal" para não dizer bonito e pá chegou , cumprimentou e beijou muito Megan.. Depois sentaram um do lado do outro, e ficaram se encarando rindo.. Porra, eu estava confuso. Megan me deixava nervoso, feliz e com ciúmes e Cameron me deixa feliz, me fazia esquecer dos problemas, com Cameron eu era eu mesmo e sentia muito ciúmes , mas.. ah sei lá, nem sei mais..
– John??! Tá aí? — falou colocando a mão na minha cara. Percebi que olhava fixamente pro chão e apertava fortemente as batatas. Tadinha delas, #luto...
– An? Ah sim, estou fala aew... — falei descontraído.
–Então, esse é o Jake.. John, ele é o meu irmão.. - falou rindo para ele.
– Ah? Oi? Oi.. Meu nome é John — falei apertando sua mão.
– Ele é o seu namorado? — perguntou.
– Ah, não.. Eu não tenho namorado Jake.. — falou abaixando a cabeça.
– É.. eu sou o ... O melhor amigo? É.. o melhor amigo.. — falei rindo.
– Sei.. -Jake falou rindo.. Meu deus , cara nem me conhecia e já me achava "mentiroso"? Qual era a dele afinal? Aparece assim do nada , depois de anos e quer ser o tal?
– Haha, enfim.. John , o Jake é médico, e ele dá aulas de bio-médica e passou em concurso para NY por isso eu nem falo dele, pois, ele não é presente a muitos anos..
– Hum.. Saquei — falei balançando a cabeça
– Pelo amor de Deus Megan, diz logo, vocês namoram não? — perguntou
– NÃO!! — falei.
– SIM!! Quer dizer não.. — ela disse.
– Pera, sim? — falei rindo para ela.
– Não, não.. — falou rindo
– E por que não? — Jake perguntou.
– Ela nunca quis.. — falei.
– E ele nunca perguntou..- ela disse me olhando.
– Então , isso é um sim? — perguntei. Continue falando.
– É um sim? — e ainda falei sozinho , então , puxei ela , olhei bem no fundo dos seus olhos verdes. Tirei os seus óculos e falei :
– Vou considerar como um.. — e então nos beijamos..
Não queríamos parar, mas também não queríamos continuar.. Não sei , eu estava namorando Megan? Sério? Eu não sabia.. Eu estava perdido, totalmente confuso.. Não sabia porquê , mas beijar Megan, não era tão interessante quanto pegar Cameron. Pera, eu beijava Megan, pensando em Cameron??
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