A dream that I had
5 Capítulo 5 – Sunday: What shouldn’t happen on a dawn - Part 2
Notas iniciais
Capítulo 5 – Sunday: What shouldn’t happen on a dawn — part 2
P.O.V Beca
03h:00---------------
Acordo com um par de mãos me chacoalhando e falando meu nome:
— Beca! Caralho acorda! – Ouço uma voz familiar me chamando. Dan?
— O.K.! O.K. Já acordei. — Falo com um tom da brava – Tire suas mãos de mim.
— Calma, eu fiquei uns cinco minutos te chamando, pensei que você tinha morrido! – Falou ele rindo.
— Para sua infelicidade eu não morri ainda.
— Por que para minha infelicidade? – Perguntou ele confuso.
— Qual é? Eu sei que você me odeia, mas tudo bem eu também não gosto de você querido.
— Tá! Primeiro eu nunca falei que te odiava, eu nunca nem tinha trocado uma palavra com você até ter caído no seu grupo. – Disse ele meio irritado. — Segundo eu sou irresistível todo mundo me adora – Cara como ele é convencido.
— Irresistível, sei...- Falo com irônica.
— Cara, e tentei ser seu amigo, mas claramente você não quer – Ele falou revirando os olhos. — Sério o que eu te fiz para você me odiar?
— Tu te achas de mais, todo convencido e fica andando com aqueles “popularzinhos” nojentos.
— Nossa Beca, você fica julgando as pessoas sem conhece-las primeiro. — O Dan está tão nervoso, que chega a ser engraçado. — Eu vou provar para você que eu não sou esse mauricinho que você acha que eu sou! — Nesse momento eu não aguento e começo a dar a minha risada que é bem escandalosa. — Legal! Agora você ‘ta rindo do quê?
— Acho que estou ainda um pouco bêbada de sono — Ele me olha muito irritado. – O.K., talvez tu não sejas tão chato e mauricinho quanto eu pensava, mas que és um pouco irritante, és sim.
— Que bom! — Ele fala aliviado, ele realmente se importa com o que eu penso dele? — Então mudando o assunto assim de leve, o que você estava lendo?
— “1984” de George Orwell. — Falo e mostro o livro para ele.
— Sério?! Eu adoro esse livro! — Os olhos dele estão brilhando.
— Eu comecei a ler de novo, mas acabei pegando no sono...
O silêncio toma conta da sala, fiquei fitando o chão até que o Dan quebrou o silêncio.
— Beca — Sinto-o me encarando. — Por que você acha que eu te odeio?
— Pelos mesmos motivos que todos me odeiam. — Ele ficou me olhando com uma cara confusa — Olha, eu sei que não sou a “miss simpatia”, também não sou “super feliz”, cago para a maioria das coisas e também não sou “super” bonita e gostosa igual o resto das meninas da escola. – Explico para ele.
Ele ficou me encarando um bom tempo tentando digerir tudo o que eu disse.
— Quer saber, eu discordo totalmente do que você disse. — Olho para ele meio assustada e confusa. – O.K. você é na sua e meio irritada, mas é uma garota legal, inteligente e tem um ótimo gosto para livros- ele deu uma risadinha apontando para o “1984” e continuou. — E você é uma menina muito bonita, mais do que a maioria das putas da nossa sala... – Disse meio envergonhado.
Espera, calma. Eu ouvi isso mesmo?! Dan, o menino mais popular da classe, acabou de falar que eu sou bonita?! Só posso estar sonhando! Ninguém nunca tinha falado de mim assim.
Estou em choque.
— Tu achas isso mesmo?
— Acho. — MEU DEUS O QUE CARALHOS ALADOS ESTÁ ACONTECENDO!? Ele continuou falando. – Sabe, até que eu gosto de você, um pouquinho.
— QUÊ!? Isso não pode estar acontecendo. — Falo saindo correndo e indo direto para uma escadinha que dava para o terraço.
P.O.V Dan
Ela saiu correndo direto paro o terraço, com se tivesse visto um fantasma.
Será que ela ficou tão chocada assim por eu ter falado que gosto dela?
Bom só pode ser, a não ser que tenha realmente fantasmas aqui (Com certeza não há).
Depois de alguns segundos, me levanto do chão e eu vou atrás dela, antes que ela se taque do terceiro andar.
Subo a escadinha correndo até o terraço, olho em volta procurando por ela e não a acho.
—PUTA QUE PARIU CADÊ ELA PORRA?!
Vou correndo em direção à piscina, quando olho, lá estava ela, desmaiada dentro da piscina, meu coração quase saiu pela boca.
— BECA!- Grito, pulo dentro da piscina para salva-la, pego ela no colo e levo para a borda da piscina, em um pulo já estou fora da piscina. Nas férias eu havia feito um curso de primeiros-socorros, então sem pensar duas vezes já comecei a fazer uma respiração boca-a-boca nela:
— Por favor Beca fique comigo porra!
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