Tomei meu banho na banheira de hidromassagem. Aquela situação me deixou estressada, essa noite eu iria ter que engolir muito sapo por causa das atitudes inconsequêntes da minha mãe. Minha mãe é que parecia a adolescente as vezes e não eu. Tentei pensar em outra coisa e essa coisa não me foi mais agradável do que a situação da minha mãe, no entanto me trazia lembranças prazerosas da qual eu preferia que não tivesse acontecido, pois só me faz querer mais e isso não pode acontecer. Beijar o nerd foi melhor do que eu havia esperado. Diferente do Miles o garoto do acampamento do ano passado, do Daniel, o ator sensação do momento da emissora da vovó e do Leon... Prefiro nem pensar nessa peste. Não sei o que eu tinha na cabeça quando fiquei com esse projeto de alpinista social. Max era bonito apessar de usar óculos, além de ser inteligente. Mas tem a parte da qual ele é totalmente ignorante em relação as outras pessoas. Ele é um antisocial que sabe beijar bem. Isso é um tanto estranho considerando o fato de que ele é antisocial.
Saio dos meus devaneios quando entra um pouco de shampoo nos meus olhos, fazendo-os arder e laacrimejar em resposta.
–Droga! — Resmungo comigo mesma
Em protesto ao fato da minha mãe ter me trago pra casa sem me dar um explicação, coloco um vesido preto de manga solto no corpo, apertado nas mangas e busto, deixando um belo decote, mas o motivo real era o luto. Havia faltado a aula de piano e minha vó ficaria furiosa. Quando eu uso preto, me sinto livre de qualquer pulnição. E nada de azul claro. Coloquei o meu coturno preto combinando com o vestido. Minha mãe também ficaria furiosa quando visse a minha roupa. Não fiz maquiagem. Não estava com ânimo para aquilo. Passei meu batom/ protetor labial rosa da Baby Lips. E fim. Desci. Já eram sete horas, quando desci. Minha mãe fez uma careta de desagrado quando viu a minha roupa. A roupa dela era parecida com a que ela havia comprado pra mim. Ao invés de mula manca o vestido dela era tomara que caía. Pegeui meu tablet e fiquei navegando na internet enquanto ela fazia os últimos preparativos na mesa de jatar e na cozinha. Afinal, quem era essa pessoa (s) que estava vindo.
Vovó entra com um casaco de pelúcia marrom e um vestido preto tubinho na sala principal.
– Oi vó.
– Oi querida.
– Achei que estaria nervosa agora.
– E porque eu estaria?
– Porque eu não fui à aula de piano.
– Sim. — Disse ela pensativa em um tom calmo, diferente do qual eu havia imaginado. — Sua mãe conversou comigo hoje cedo e eu altorizei.
– A senhora o quê? — Disse chegando mais perto dela que estava sentada no divã perto da estátua que era a cópia viva em mámore do meu avô. — A senhor está bem? -Disse colocando a mão em sua testa pra ver se tinha algo de errado com ela.
– É claro que eu estou bem.
– Agora vou me arrumar pois nossos convidados chegarão a qualquer minuto. -Disse ela indo em direção às escadas.
Alguns minutos mais tarde a campainha toca e Janina, a nova empregada vai até a porta e recebe os nossos convidados. Algo lhe parecia estranhamente familiar naquela dupla. O homem de certa idade e o jovem rapaz ao seu lado de cabelos escuros.
– Boa noite, você deve ser a Solie, estou certo? — Perguntou o homem entusiasmado. Logo minha mãe apareceu do nada como mágica araçou o homem e lhe deu um beijo e abraçou o belo rapaz que estava junto. Esses dois me pareciam familiar.
– Solie, acho que você já deve conhecer o Maximiliam, já que ele estuda na sua escola. — Agora estaa claro. Tão claro quanto a água e a cor branca. Era o nerd, em uma versão mais sexy e mais bonita, senti seus olhos em meu decote, o que me fez ruborizar
– Nerd? -Ele deu um sorriso de divertimento enquanto eu estava chocada com a sua presença na minha sala.
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