—Você tem certeza de que sabe onde estamos indo? — Marcus fazia essa mesma pergunta a cada cinco minutos — Parece que estamos no meio do mato.

—Eu já falei que tenho certeza, eu moro no meio deste mato a onze anos. — Sofia encarou a paisagem e continuou — Está vendo aquela mancha amarela entre as árvores? É o deserto no caminho para lá.

—Nós passaremos pelo grande Exanimis?! — dessa vez Nicholas que estava com um tom de dúvida na vós — Nós vamos morrer lá.

Sofia suspirou fundo e continuou:

—Será que nem mesmo você tem confiança em mim Nicholas? Nós não vamos atravessar o deserto, nós vamos contornar ele até chegarmos em Magna Opes, só mais dois dias e chegamos lá.

Os quatro andaram mais um pouco pela mata fechada. Mas já estava escurecendo então montaram acampamento numa clareira perto do deserto, Dylan encarou por um tempo Sofia e finalmente disse:

—Afinal o que tem de tão especial em você?

—Como assim? — perguntou a bruxa.

—O rei mandou um Fillium Domini e um aprendiz só para lhe buscar, — explicou ele — e quando eu e Nicholas nos confrontamos, ele disse que eu não ia querer lutar com você, então eu pergunto. O que tem de tão especial em você?

Nicholas riu e se intrometeu na conversa:

—Bom, eu acho que isso você só vai entender lutando com ela.

—Se você quiser, — Sofia estava com um tom de deboche na vós — eu posso lutar com você e Marcus juntos.

Dylan riu e negou a oferta, mas Marcus também queria se divertir, os três se levantaram e começaram a lutar, e Sofia se saiu bem, mas ela não conseguiu contra dois. Ela conseguiu derrubar Marcus no chão, mas Dylan esperava por essa, ele derrubou a faca de Sofia e apontou sua espada contra o pescoço dela, ele olhou para Nicholas com uma expressão triunfante, mas se surpreendeu com o que viu: sentada junto a Nicholas estava Sofia rindo, ele olhou de novo para a ponta da espada e não estava apontada para ela, e sim para Marcus ele olhou chocado para os dois, guardou a espada e, ainda com uma expressão chocada no rosto, ele disse:

—Eu estou cansado, acho que vou dormir.

Ele foi dormir com alegou e Marcus chocado perguntou a Sofia:

—Como você fez aquilo?

Como resposta ela pegou uma pequena adaga enfiou no peito dele, ele sentiu uma imensa dor e se perguntou do porquê, mas ao olhar de volta para o próprio peito não havia nada lá, quando a expressão de dúvida chegou ao seu rosto ela explicou:

—A minha magia se baseia em ilusão, os outros veem o que eu quero que elas vejam. É por isso que eu consigo esconder os efeitos da bruxaria no meu rosto.

—Então você é mesmo uma bruxa? — questionou o aprendiz.

—Você tinha alguma dúvida? — Sofia estava rindo dele, mas isso deixava ela extremamente triste.

—Bom, Nicholas sempre negou que ele.

—É porque eu não sou, — nenhum dos dois havia reparado que Nicholas estava ali até então — aliás se eu tivesse os poderes dela metade dos meus problemas teriam sido resolvidos.

—Mas e aquele objeto estranho que contam que você usa como arma? — Marcus insistiu — Aquele que você guarda na cintura.

—Isso? — respondeu Nicholas segurando sua arma — Isso não tem nada de mágico. Isso funciona mecanicamente, ele usa a força de uma explosão de pólvora para impulsionar um projétil.

Marcus encarou o estranho objeto que Nicholas segurava e percebeu nele um brasão, um que ele não conhecia, estava prestes a perguntar sobre isso, mas sabia que não ia ganhar uma resposta. Então deixou a dúvida de lado e se ofereceu para ficar acordado vigiando para que dormissem, como estavam todos exaustos concordaram e dormiram.

—Acorda. — Nicholas acordou com Sofia o sacudindo — Acorda logo!

—Hm mm? — Disse ele ainda grogue de sono — O que está acontecendo?

—Graças a domini, — disse Marcus preocupado atrás — achei que você tinha morrido.

Nicholas olhou em volta para entender a situação ao redor, mas só conseguiu ficar mais confuso. Atrás de Marcus e Sofia o fillium domini estava lutando com o vento todo o acampamento estava destruído e, o que mais havia chocado Nicholas, tinha uma ferida enorme na sua barriga. Ele soltou um grito estridente e rastejou para trás no susto.

—Como eu não acordei com o golpe que recebi?!!!! — disse ele apavorado

—Calma Nicholas, — disse Sofia — Qualquer coisa que esteja vendo é o veneno fazendo efeito.

—Eu estou envenenado? — Sofia claramente não tinha ajudado.

Ele encarou a ferida e ele parecia cada vez mais mortal, já não sabia como não tinha morrido ainda, e quando ele já estava entrando em choque total, levou uma pancada forte na cabeça e desmaiou.

Quando Nicholas acordou estava sendo carregado por Dylan e Marcus e, do lado deles, Sofia discutia:

—Eu tinha que fazer isso, mais um pouco e ele enlouquecia. Aliás isso não teria acontecido se você não tivesse acendido a porcaria daquela fogueira!

Quando Nicholas acordou por completo do transe ele se livrou de Marcus e Dylan e saltou para o lado, ele encarou o ambiente e perguntou alarmado:

—O que está acontecendo? Por que eu levei uma porrada na cabeça?!

—Calma Nicholas, — disse Sofia — o Marcus acendeu uma fogueira no meio da noite e acabou atraindo alguns ladrões, você e Dylan foram envenenados e por isso estavam alucinando. Tive que bater na sua cabeça para você não entrar em choque.

—Francamente, — disse Dylan emburrado como sempre — um erro desses não pode ser cometido nem por um aprendiz.

—Será que vocês podem esquecer isso e prestar atenção no mais importante? — disse Marcus.

—Que seria? — Sofia começou a questionar, mas logo reparou o grande castelo de Magna Opes bem na frente de seus olhos.

O castelo era cercado por muros enormes e fortificados e só eram superados pela incrível construção que era o próprio castelo. Todos os quatro ficaram ali encarando a grandiosidade do reino de Magna Opes e suas múltiplas armas de defesa em cima dos muros.

Eles caminharam até a entrada do reino e se depararam com um enorme portão, não havia nenhuma forma de entrar discretamente então Marcus perguntou:

—Como vamos entrar?

Sofia então sorriu como se esperasse aquela pergunta e respondeu:

—Pela porta da frente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.