A difficult choice - Niko and Mint

6 Capítulo 6 - A batalha.


Capítulo 6.

Era uma noite chuvosa, Niko continuava com suas pesquisas sobre mamíferos, Mint estava desenhando, Timber dormindo, I-Bot também e Veronica estava segurando Delta pelo pescoço. –Por que tentou fugir?

—Ugh, me deixa! –Delta se debatia, enquanto Veronica jogava a sua nova “amiga” contra a arvore.

—Você não entende? Nunca vai conseguir fugir. –Uma neblina que havia surgido junto com o por do sol atrapalhava a visão de Delta.

—O que você quer comigo? Por que você.... Não me deixa em paz?! –Delta se levantava e andava até sua inimiga, mas Veronica segurou Delta pelo pescoço e tacou a mesma novamente contra a arvore.

—Fique quieta, porra! –Veronica chutava a boca de Delta, fazendo-a sangrar. –Venha comigo.

Veronica arrastou Delta pelo braço até a casa. –O que você quer comigo? E por que está tão.... Brava? –Dizia Delta, enquanto encarava uma árvore que estava com manchas de sangue nela.

—Iremos te contar agora. –Veronica jogava Delta no sofá. –Gente, venham para cá!

I-Bot e Timber saíram do quarto do quarto de Timber e correram até a sala. –Algo aconteceu?!

—Delta tentou fugir. –Disse Veronica, sentando-se em uma velha cadeira de madeira. –Então Delta, por que você quer tanto fugir?

—Por que vocês querem tanto me aprisionar aqui?

—Não querermos te aprisionar. –Afirmou Timber, encostado na parede.

—Ah, é mesmo? Então, por que que toda a vez que eu tento fugir, a Veronica vem atrás de mim e me fode inteiramente?!

—Eu posso pegar um gelo para a sua bochecha se você quiser. –Disse I-Bot, querendo ajudar.

—Pode ser, muito obrigada I-Bot. –Veronica deu uma pequena pausa. –Temos que lhe contar uma coisa, Delta. As câmeras de I-Bot avistaram algumas sombras, não vimos exatamente quem, ou o que eram. No início pensávamos que era você, mas estávamos errados. As criaturas que vimos nas sombras tinham corpos masculinos, e eram mais de uma, então sabíamos que não era você. Como já estávamos lhe observando fazia quase um ano, já sabíamos que suas habilidades de arco eram incríveis, então começamos a te observar pessoalmente. Notamos que você começou a perceber as câmeras, e isso dificultou bastante as nossas observações, então eu mesma tive que ir lá pessoalmente todo dia para te observar. Felizmente você só me notou hoje, mas eu sempre estive lá, e se algumas dessas sombras tentassem te atacar, eu estaria lá para te ajudar. E sabia que você não era forte o suficiente. Sempre que uma das câmeras era desativada, eu iria correndo para a floresta ver se você estava bem, e você sempre estava. Não tínhamos certeza se era você mesmo que atirava com suas flechas, ou as sombras que por algum motivo desligavam. Desde então, eu tenho treinado mais, I-Bot tem trabalhado mais em suas câmeras e armamentos, e Timber cada dia descobre mais uma função para sua magia de fogo.

—Não queremos que você se machuque Delta, mas Veronica teve que te machucar, para evitar que você morra, esperamos que você entenda. –I-Bot pegava um gelo da cozinha e trazia para Delta.

—Eu entendo. Mas por que, ao invés de só me avisar, vocês me sequestraram? –Delta colocava o gelo na bochecha. –Ouch.

—Sabemos que você não confia em ninguém, e, mesmo não sabendo o porque disso, sabemos que é por um bom motivo. Nós queremos que você entre no nosso “grupo”, uma hora, seja lá o que essas sombras são, elas vão atacar, e quando essa hora chegar, tenho certeza que vai machucar. Então não queremos que você lute sozinha naquela floresta enquanto nós nos protegemos aqui, nessa casa velha. Queremos lutar, defender essa floresta, não vamos deixar que alguns seres destruam esse lugar! –Veronica se levantava confiantemente.

—Interessante. Muito obrigado por me avisar disso, a partir de agora eu vou colaborar mais, e nós vamos lutar com o que quer que isso seja, juntos! –Delta se levantava do sofá, confiantemente também.

—Temos que nos preparar. –Disse Timber, olhando pela janela. –Eles estão se aproximando.

—O que? Já?! –Veronica se levantava e pegava armas de uma velha caixa, algumas flechas manchadas de sangue, quatro comunicadores empoeirados, e um machado desgastado. –Aqui, Delta, você vai ser a arqueira. –Veronica jogava as flechas para Delta. –E cada um de nós teremos estes comunicadores, I-Bot, como você não tem nenhuma habilidade de luta você fica na casa. Fique no andar de cima vigiando tudo, eu te daria um binóculo, mas você já tem um embutido em sua perna esquerda, correto?

—Sim!

—Ok pessoal, vamos! –Veronica chutava a porta velha que estava cheia de farpas, abrindo-a.

Estava começando a chover no campo de batalha. Cada gota contribuía mais ainda para que a ansiedade de Timber aumentasse cada vez mais, a cada passo na terra que estava começando a virar barro, Delta conseguia mais coragem para defender seus novos amigos. Veronica, por outro lado, era a mais assustada, sua ansiedade, seu medo, e suas desconfianças dominavam-na, por um momento, ela deixou de ser a líder do time, deixou de ser a mais confiante.

Chegando de perto, eles viam que não eram sombras, mas sim figuras totalmente desfiguradas e escuras, seus olhos, fundos como um buraco negro, eram claros como a luz do sol e iluminavam tudo a sua frente, assim como o fogo que Timber deixava como rastro. Das árvores vinham fortes ventanias, que faziam um barulho alto, que davam um grande medo em Veronica, que começou a correr rapidamente até uma das sombras, e com um machado desgastado, ela decepou a figura, mas isso não adiantou de nada, já que sua cabeça logo se regenerou, e suas mãos grandes e firmes levantavam Veronica pelo pescoço. Cheia de medo, Veronica não podia fazer nada além de gritar desesperadamente.

Uma grande bola de fogo veio da direita de onde Veronica estava, a bola de fogo acertou a sombra, que se desfez completamente. –Tome cuidado, essas criaturas são incrivelmente resistentes. –Afirmou Timber, andando em direção de Veronica, onde tinha mais uma sombra para acerta-la em cheio com um soco poderoso, mas Timber logo o impediu com mais uma bola de fogo. –Rápido, vá para dentro de casa!

—Eu.... Estou com medo, minhas pernas não se movem. –Dizia a voz trêmula de Veronica, enquanto recuava para trás. Uma multidão de sombras andava em direção de Veronica, como se quisessem exatamente ela.

—Esses demônios se alimentam de seu medo. –Delta dava um tiro certeiro na cabeça de uma das sombras. –Você tem que ir para casa ou parar de ter medo. –Ela dizia, com a voz mais calma do mundo.

—Eu.... Não consigo. –Veronica saiu correndo em direção ao seu lar, abriu a porta e trancou a mesma. Subiu as escadas e se encontrou com I-Bot.

—Veronica? Você não deveria estar lá embaixo? –O robô se desconcentrou.

—Eu não consigo. Essas criaturas, elas se alimentam de medo, elas sempre me seguem. Eu não posso ficar lá, eu iria morrer!

I-Bot deu um leve tapa na cara de Veronica. –Cala a boca! Você é a guerreira mais destemida que eu já vi, você é forte guria! Você é incrível, não perca as esperanças, não desista! Eu sei que você consegue! Sabe quantas vezes eu pensei em desistir de algo, mas não desisti? Nenhuma, por que eu sempre desisto, e olha para mim! Um fracasso! Nunca serei forte o suficiente, já é tarde para mim! Mas não é para você! Você não pode desistir! Se tem uma coisa que me faz acreditar no impossível, é acreditar que, um dia, eu chegarei aos seus pés! Mas, mesmo sabendo que eu nunca chegarei, eu não desisto! E eu tenho certeza que, se você for a Veronica que eu conheço, também não vai desistir! –A chuva ficava cada vez mais intensa.

—Você está certo. –Veronica estufava seu peito, e descia as escadas correndo, com seu machado em mãos, ela abriu a porta, e sem querer, quebrou-a. –Muito obrigado, I-Bot!

Veronica corria em direção de Timber, que estava sendo atacado por várias sombras. Com uma machadada apenas, Veronica destroçou todas as figuras obscuras que estavam em volta de Timber.

A chuva estava incessante, e seus raios caiam exatamente ao lado de Veronica, que estava com a maior confiança do mundo. “Eu sei que vou conseguir!” –Pensava a guerreira, que escorregava na lama intencionalmente para se abaixar sem uma das sombras perceber, e o plano funcionou! Veronica estava atrás dessa sombra, e ao mesmo tempo que um trovão acertava uma flor que I-Bot havia plantado, Veronica decepou a criatura.

Timber incendiou todos as figuras que estavam em sua direção, Delta já havia acertado todos com uma flecha, e Veronica, mesmo chegando tarde causou um grande estrago. Depois de, o que todos achavam ser uma vitória, escutaram um grito vindo do comunicador. “SOCORRO!” Era a voz de I-Bot! Ele estava em perigo.

—--Fim do capítulo 6---