A descoberta de um amor
40 Capítulo 40 ... Machucando
Notas iniciais
Por Du
O Lucas soube da pior forma, não queria que fosse daquele jeito! Agora ele esta lá dentro sozinho pois foi isso que o doutor Fábio me disse, que ele pediu para ficar sozinho. Decidi esperar do lado de fora do quarto, pois o Lucas esta bastante nervoso, deu pra perceber depois do grito que ele me deu, eu não me importei com aquilo pois com certeza não é fácil para ninguém saber que, que esta... Não gosto nem de pensar nisso, o Lucas é forte ele vai conseguir sair dessa! Não aguentei esperar mais e abrir a porta do quarto devagar
Du: Amor? Chamei Lucas e ele não me olhou.. — Lucas? Chamei e ele continuou olhando para outro lado, me sentei nós pés da cama e acariciei as pernas dele, esperei por alguns minutos e ele continuou parado! — Amor você esta sentindo alguma coisa? Perguntei com medo
JL: Me deixa Eduarda, que droga eu não quero nada! — Só que você saia daqui e me deixe sozinho! Lucas disse gritando e eu me assustei
Du: Amor eu entendo o porque você esta nervoso mais, não precisa me tratar assim! Disse olhando Lucas
JL: A Eduarda me poupe, da pra você chamar a minha mãe por favor? Ela esta ai? Ele perguntou
Du: Não ela não esta aqui mais, eu posso te ajudar! — O que você quer? — Água? — Ajeitar o travesseiro? Perguntei tentando adivinhar
JL: Quero que você chame a enfermeira por favor! Meu marido pediu e assim eu fiz, abri a porta e uma enfermeira passava na hora
Du: Moça é meu marido precisa da senhora, disse e ela adentrou no quarto
E: Pois não? A enfermeira perguntou olhando Lucas
JL: A senhora poderia ajeitar o meu travesseiro? — É que esta desconfortável, ele pediu e a enfermeira rapidamente o ajudou, fiquei ali o encarando! Logo a moça se retirou
Du: Lucas o que foi isso? — Eu perguntei a cinco segundos atrás se você precisava de alguma coisa e você chama a enfermeira pra te ajudar a ajeitar um travesseiro? Perguntei decepcionada
JL: Não enche Eduarda, eu não estou precisando de nada obrigado
MC: Com licença, Clara disse abrindo a porta
JL: Oi, Lucas respondeu diferente de como estava falando comigo
MC: E você? — Como esta se sentindo?
JL: Eu me sentindo um inválido, afinal é isso que eu sou agora! Meu marido disse e aquilo me doeu
MC: Não fala isso Lucas, estamos todos com você! — Olha sua mulher, sua irmã.. Clara disse e eu sorri
JL: Tô com saudades dos meus filhos Clara, você pode trazer eles pra min? Lucas perguntou e aquilo pra min foi o cúmulo, eu estou com ele o tempo todo e é assim que ele me trata? Como se eu não fosse ninguém? Primeiro chamou a enfermeira só para ajeitar o travesseiro dele e agora manda a Clara ir buscar os lekinhos? Olhei para Lucas, abri a porta e me retirei, pois eu me afasto quando percebo que não faz diferença eu estar ali ou não!
Sair e segui para a lanchonete, precisava respirar.. O que o Lucas esta fazendo comigo esta me magoando, sério mesmo. Me sentei ali e escorei a cabeça no meu braço, chorei eu estava precisando, o que o Lucas esta pensando? Porque ele esta me tratando assim?
MC: Du? Ouvi a voz de Clara atrás de min, limpei rapidamente minhas lágrimas e olhei pra ela
Du: Oi Clara, respondi forçando um sorriso
MC: Você estava chorando né? — Olha Du o Lucas só..
Du: Eu não quero saber Clara, o Lucas esta me tratando mau desde da hora que soube que perdeu os movimentos.. — Será que ele acha que a culpa é minha?
MC: Óbvio que não Du, o Lucas esta nervoso depois de ter descobrido isso.. — Mais será que você deixa eu trazer os bebês pra ele ver?
Du: Claro que sim, aliás a Martinha esta precisando!
MC: Vamos comigo buscar eles?
Du: Claro, eu preciso mesmo de um banho! Disse levantando e saindo com Clara
Por Lucas
Eu estava me sentindo tão mau, era horripilante não sentir as pernas, por mais que eu tento não da, eu não consigo! A Du tem toda a paciência do mundo comigo mais eu não quero isso pra ela, temos dois filhos pequenos para cuidar e quando eu sair daqui ela vai ter que cuidar de min também. Eu amo Eduarda mais isso não vai acontecer
JA: Oi, ouvir meu pai dizer já entrando
JL: Oi pai, disse sorrindo
JA: Como você está meu filho? O coroa perguntou se sentando ao meu lado
JL: Estou horrível pai, não posso mecher minhas pernas
JA: Filho você é um Medeiros, você é filho de José Alfredo Medeiros é claro que tu vai sair dessa muleque! Ele disse me dando um tapa no ombro
JL: Eu espero que sim pai, falei e ele pegou no meu rosto..
JA: Eu vou conseguir pegar esse Fabrício Melgaço meu filho! — Ele vai pagar por tudo isso, por essa dor que você esta passando e que esta doendo muito mais em min! Meu pai afirmou e pudi ver lágrimas nos olhos do homem de preto
JL: Você vai conseguir sim pai, afinal o senhor sempre foi meu herói.. — Disse e lágrimas desceram em meu rosto
JA: Eu te amo meu filho
JL: Eu também te amo pai, respondi e abracei meu pai. Passamos longos minutos conversando até outra pessoa entrar no quarto
MI: Oi, Ísis disse entrando dando um selinho no meu pai e pegando na minha mão
JL: Oi Ísis, cumprimentei ela com educação
MI: Seus filhotes estão vindo ai, com a Du e Clara! — Ela disse e pudi ver meu pai sair, aproveitei pra fazer uma coisa que com certeza Eduarda não iria gostar de ver
JL: Ísis é coça minhas costas? — Por favor? Pedi virando de costas pra ela que mesmo sem graça levantou minha camisa
MI: Aqui? Ísis perguntava sem saber onde coçar
JL: Mais pra cima, disse e logo a porta do quarto se abriu e sim era Du empurrando o carrinho dos nossos filhos
Du: Podemos entrar? Ela perguntou com olhar de decepção
JL: Claro, disse agradecendo Ísis com uma piscada de olho
MI: Eu vou atrás do Zé, acho que ele foi comer alguma coisa! Ísis disse saindo e Du empurrou o carrinho para dentro do quarto
JL: Ei princesa do papai, falei com Martinha que sorriu e balançou as perninhas animada! — E você garotão do pai, disse com Alfredinho que sorriu
Du: Que pegar quem primeiro?
JL: Os dois, respondi e olhei pra Du que forçou um sorriso
Du: Aqui ela disse me dando Martinha que começou a pular
JL: Não é melhor um de cada vez, mudei de idéia enquanto Martinha sambava no meu colo
M: Haaaaaaaaaa, minha filha gritou e segurou nas minhas duas orelhas! Ela logo mordeu forte meu queixo, apesar dos dentinhos não terem nascido ainda doeu pra caramba
JL: Porque ela fez isso? Perguntei sorrindo
Du: Os Dentinhos dela, sua mãe disse que coça quando vai começar a nascer! Du respondeu sorrindo, ela logo pegou Martinha e me deu Alfredinho passei uma boa parte do tempo levantando ele e soprando sua barriguinha, essa era minha brincadeira preferida com o meu filho
JL: Mais eles tem que ir mesmo? Perguntei quando o meu pai chegou pegando os bebês
JA: Dêem tchau para o papai e pra mamãe.. Meu pai disse e saiu levando o carrinho
Du: Tchau meus amores, vi Du falar fora do quarto
MI: Tchau, Ísis disse com voz de bebê
Du: Precisamos conversar, minha mulher disse fechando a porta e cruzando os braços
JL: Eu também acho, precisamos acabar logo com isso! Disse tentando ser convincente
Du: Com isso o que? Eduarda me perguntou sem entender
JL: Com isso tudo Eduarda, com esses más entendidos, com essas brigas, com essas desconfianças, com tudo, tudo! Disse olhando pra ela
Du: Eu não estou te entendendo Lucas, onde você quer chegar heim? — Você uma hora me trata super bem, se joga na frente de uma bala por min e na outra me joga no chão e pisa, qual é a tua? — Você acha que eu que tenho culpa de tudo isso né?
JL: Não Du, você não tem culpa de nada..
Du: Então o que é? Porque esta me tratando assim meu amor? Ela perguntou se aproximando de min e alisando meu cabelo
JL: Lembra quando você disse que o nosso casamento esta trazendo sofrimento? — Que a gente só se ferra? — Você tem razão, é melhor a gente acabar com isso
Du: Você esta dizendo que....
JL: Que eu vou pra casa quando sair daqui mais, assim que a construção da casa do meu pai acabar eu vou pra lá com ele!
Du: Lucas você esta dizendo que quer o...
JL: Sim Eduarda, eu tô dizendo que eu quero o divórcio! — E agora sai daqui, vai embora agora. Gritei e Du saiu correndo batendo a porta.. — É pro seu bem meu amor, você não meresse um marido paraplégico... — Eu te amo, por isso vou te deixar ir, disse entre soluços, isso me matou por dentro, não sou nada sem ela acho que posso morrer por causa disso mais isso é o melhor pra ela.
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