Notas iniciais
Meus amores, obrigada por terem comentado. Continuem assim! Queria agradecer a minha amiga Jessy Silva, pois ela me ajudou a escrever parte desse capitulo e fez com que eu me inspira-se também, já que estava sem criatividade. Espero que gostem. Beijos!

No meio da madrugada Jade acordou passando mal, estava sentindo umas dores bem fortes na região da barriga. Pensou que já eram as contrações, mas como ainda faltavam duas semanas para completar nove meses de gestação e, consequentemente, duas semanas para o parto, descartou essa possibilidade. Levantou-se com cuidado e foi até a cozinha beber um pouco de água. As dores aliviaram um pouco, mas logo voltaram mais forte do que antes. Gritou por Cobra várias vezes, mas este não ouviu seu chamado, sempre teve um sono pesado. Jade começou a gemer e foi sentando-se devagar no chão devido as fortes dores. Por um momento sentiu uma dor insuportável e com ela veio um grito de dor, o que fez com que Cobra acorda-se.

– Minha dama? O que foi? Você está sangrando! –disse desesperado indo de encontro da menina.

– Cobra, eu não quero perder minha filha.

– Vai dar tudo certo –Disse tentando convencer a ela e a si mesmo.

No mesmo instante Cobra pegou Jade no colo, colocou-a no banco de trás do carro e a levou para o hospital. Tentou ligar para Edgard e Lucrécia, mas como era madrugava, só dava caixa postal. Chegando no hospital Jade foi rapidamente atendida, colocaram ela em uma maca e a levariam para o quarto para fazer alguns procedimentos. Enquanto Jade era tratada pelas enfermeiras o médico conversava com Cobra.

– Senhor Ricardo, como o senhor sabe a Senhorita Jade ainda não completou o tempo adequado de gestação. Nós vamos fazer alguns exames para chegar como está à saúde dela e do bebê, e vamos tentar adiar ao máximo esse parto. Dependendo dos resultados faremos o parto hoje mesmo para não ter risco de prejudicar nenhum dos dois. Aviso desde já para o Senhor ficar preparado.

– Elas vão ficar bem doutor?

– Faremos nosso melhor para que tudo ocorra bem!

Cobra esperava apreensivo na recepção. Ligou para Bianca e pediu para que ela fosse até a casa de Lucrécia, chama-se o dois e depois passa-se em sua casa para pegar as malas de Jade e de Sofia. Talvez daria tempo dele mesmo buscar ou talvez o parto nem seria naquele dia, mas não queria arriscar, nem deixar a moça sozinha por um minuto se quer.

– Senhor Ricardo? –Chamava o médico que olhava para o rapaz, já aflito.

– Como ela está doutor?

– Ela vai entrar em trabalho de parto agora mesmo. Os enfermeiros já estão levando ela para a sala de cirurgia.

– Cirurgia?

– Sim. Sabemos que o desejo dela era ter um parto normal, mas não será possível. O bebê não está na posição correta, ele está atravessado e o cordão umbilical está enrolado em seu pescoço. Por isso ela está sentindo muita dor. A pressão arterial também está alta e não estamos conseguindo estabilizar. É importante que na hora do parto ela esteja com a pressão normal, pois é comum a pressão baixar na hora da cirurgia. Se ela estiver alta, irá baixar rápido e dará uma diferença grande nos números, podendo causar uma convulsão ou uma parada cardíaca.

– Eu quero assistir o parto. Eu preciso ficar junto com ela doutor. Me deixar entrar!

– Lamento rapaz, mas não será possível. O parto é de alto risco e não é permitido acompanhantes.

Cobra já estava desesperado. Não podia acreditar que um momento que era pra ser um dos mais felizes de sua vida estava sendo desesperador. Podia perder as duas pessoas que mais amava nesse mundo. Isso ele não iria suportar. Era preferível que ele se fosse. Começou a se alterar na fala com o médico, queria entrar naquela sala de qualquer jeito. Mas logo os seguranças o seguraram, e só deu tempo de gritar "Doutor, salva elas" antes que o médico se fosse. Ele teve que se contentar em ficar esperando ali mesmo. Por dentro de meia hora Lucrécia, Edgard e Bianca chegaram no hospital. Cobra explicou tudo que foi passado pelo médico e Lucrécia também se desesperou, mas logo foi acalmada por Ed. Quarenta e cinco minutos sem notícias de Jade estavam os deixando histéricos.