A dama e o vagabundo -Cobrade
27 Capitulo 27
Notas iniciais
Uma semana tinha se passado e como a doutora havia previsto os enjoos e demais sintomas de gravidez tinham se intensificado em Jade. Era um sábado à tarde e ela assistia um filme com a mãe.
– Filha, porque você está chorando desse jeito? Esse filme nem é tão triste assim.
– Claro que é mãe! Você não viu o que aconteceu? – Jade perguntou e Lucrécia começou a rir- O que foi?
– Minha filha, você está muito emotiva.
– Nunca te falaram que grávidas são sensíveis?
A mulher concordou balançando a cabeça positivamente e, logo após, ouviu a campainha tocar.
– O que você pensa que está fazendo aqui?
– Mãe, pode deixar! –disse a garota- Será que você nos deixar a sós um minuto?
– Vou fazer uma visita ao Ed, mas não demoro. Qualquer coisa me liga. Ouviu bem?
– Pode deixar mãe.
A mulher saiu deixando os dois sozinhos. Jade alargou a porta para que Cobra pudesse entrar e a fechou em seguida, voltando a sentar no sofá e a assistir o filme.
– O que você quer? –perguntou sem tirar os olhos da televisão.
– Será que você pode largar isso e me dar atenção? –Perguntou e viu a menina pausar o filme e virar-se para ele. – Eu vim saber se você está bem, se esta precisando de alguma coisa...
– Estou ótima e não, não preciso de nada. Era só isso?
– Não, não é só isso. –Ele fez uma pausa- É que ontem eu estava voltando da Academia e eu passei em uma loja e comprei isso...
Ele estendeu as mãos e entregou a Jade uma pequena caixa. Ela o olhou confusa. Pegou a caixa e a pôs sobre o seu colo. Desfez o laço com cuidado para não estregar o embrulho. Dentro da caixa havia um sapatinho, daqueles de tricô que todo bebe tem um. Era amarelinho e tinha uma fitinha branca na beirada. Jade sorriu e deixou um lágrima escapar.
– É lindo Cobra! É a primeira coisa que o nosso filho ganha!
– Sabia que você ia gostar. Não pude deixar de pensar nele quando vi. Nós temos que comprar todas as coisas dele, quando vamos fazer isso?
– “Nós?”
– Por quê? Você não quer que eu vá junto?
– Acho que sim. Cobra eu não quero ser indelicada, mas eu estou um pouco indisposta e vou me deitar. Acho melhor você ir.
– Quer que eu fique com você?
– Não precisa, mas obrigada!
– Então eu vou te colocar na cama e depois eu vou não.
Levantei-me do sofá e Cobra me seguiu. Comecei a sentir um forte enjoo e comecei a me sentir muito tonta. Parei de andar e pus a mão na cabeça. Cobra segurou em minha cintura e perguntou o que estava acontecendo. Não consegui responder, minha visão ficou escura e perdi o controle das minhas pernas. Desmaiei! Acordei já no meu quarto, deitada em minha cama e com a cara do Cobra quase grudada na minha.
– Minha dama, você me assustou. Está melhor?
– Estou sim.
– Tem certeza? Quer que eu pego um copo de água pra você?
– Não precisa, eu estou bem. Foi só um susto.
Seus rostos ainda estavam muito próximos, ambos podiam sentir a respiração um do outro. Antes estavam olho no olho, mas em segundos Cobra desviou sua atenção para boca de Jade, o que fez com que ela fizesse o mesmo. Ele cerrou sua boca na dela e logo pediu passagem pra língua. No inicio era um beijo calmo, mas logo foi intensificado e se tornou um beijo selvagem. A língua de Cobra explorava cada canto da boca de Jade, matando toda a saudade que sentiam um do outro. Se separaram quando precisaram de ar.
– Nós nos beijamos... –disse Cobra.
– Sim, nos beijamos!
– O que isso significa?
– Nada, isso não significa nada Cobra. Foi só um beijo! Eu acho melhor você ir embora.
Ela levantou com dificuldade da cama e conduziu Cobra até a porta. Ele saiu contrariado e ela voltou a se deitar, pensando no que tinha acontecido.
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