Notas iniciais
Meu nome é Carol e eu comecei a escrever faz pouco tempo,então me desculpem se não for a melhor história que você já leu. Eu prometo, porém, que estou dando o meu máximo para que seja. Boa leitura!

PS: peço paciência nos primeiros capítulos.

1

Lia

Era impossível. Ela cortara o cabelo, pintara os fios de vermelho, emagrecera, colocara lentes castanhas e cílios postiços, passara a se maquiar, mudara todas as suas roupas, fora para o outro lado do país, apagara todas as redes sociais e mudara o nome. E, mesmo depois de tanto trabalho, ele a reconhecera. Como aquele garoto a encontrou em Lavras, interior de Minas Gerais? – pensava a menina.

Pensou em correr, mas se lembrou de que ele era mais rápido. Quando crianças, costumavam brincar de atletismo. Além disso, se conseguira chegar até ali, na sua uinversidade, com certeza acharia o pequeno prédio onde morava, em São Lourenço.

_Eu só quero conversar, Lia. Você sabe que eu nunca te machucaria. – Era estranho ouvir sua voz. Por causa do tempo, e da puberdade, estava mais grossa, mais parecida com a do irmão.

_Não posso, Gabriel. Tenho aula de economia daqui a 5 minutos. – respondeu tentando fugir. Não imaginava que o encontraria novamente. Era muita cara de pau aparecer na sua frente depois de tudo que fizera.

_Por favor. Você sempre foi muito inteligente, duvido que perder um dia de aula a atrapalhe. Podemos ir a qualquer lugar que você quiser, ou até ficar aqui se preferir, eu só preciso conversar.

_Além de não poder, eu também não quero. E, se você me der licença, por favor, eu realmente tenho que ir. Disse Olivia com a voz mais firme que conseguira. Não queria deixar transparecer a tristeza, e muito menos chorar na frente dele.

_Que tal assim: nós conversamos, em qualquer lugar que você quiser, e, depois, se você continuar com a sua opinião, eu desapareço e nunca mais a procuro, prometo. Aceita?

A menina ponderou a proposta. Não aguentaria ficar mais tempo perto dele sem se lembrar de tudo o que Gabriel a fizera sofrer. Já estava à beira das lágrimas e não conseguiria segurar as gotas salgadas. Conhecia-o bem o suficiente para saber que enquanto não tivesse a chance de conversar, o garoto não iria embora. Ele sempre fora muito persistente. E também se lembrava de que ele não quebrava promessas de nenhum tipo. Mas, após tudo que tinha feito, não tinha certeza se poderia contar com a personalidade infantil que conhecia do rapaz. Afinal, ele já era um homem feito.

_Tudo bem. Tem uma lanchonete a dois quarteirões daqui. Podemos caminhar até lá, conversar e depois você some.

_Tudo bem. – respondeu Gabriel, com a felicidade estampada nos olhos e no sorriso maravilhoso que abriu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.