Notas iniciais
Talvez você não ache muito interessante este primeiro capitulo, mas se acompanhar a história, descobrirá que isso era só o começo, que ainda vem muita coisa pela frente! Boa leitura!!!

Quando estou andando sinto a presença de alguém. Alguém dentro e fora de mim; alguém que me pertence e a quem pertenço; algo mais forte que a chuva e o vento; mais poderoso que todas as riquezas já conhecidas. É sempre nesses momentos, quando ando sozinha, que isso recorre a mim. Percebo que pede ajuda, mas me sinto impotente. O que poderia ser tão importante para me despertar todas as noites com pesadelos terríveis e uma agonia incessante? O que poderia estar em jogo?

Nesses dias em que vivemos eu não sou nada, não sou ninguém. Não tive força para enfrentar nem sequer a minha madrasta, quem me dera algo mais poderoso!

No reinado de Astridge não sobrou ninguém para mim. Todos os que eu amava se foram.

Minha mãe me deixou quando eu era apenas uma garotinha por um aventureiro que passou por aqui. Devo dizer que ele me agradava bastante... Até levar a minha mãe embora! Agora posso compreender o sofrimento de minha mãe, mas nunca a perdoarei por me deixar aqui. Meu pai era um covarde! Se encontrava com uma mulher escondido e assim que mamãe se foi ele casou-se com ela. Seu nome: Astridge. A pior de todas as bruxas. Mas papai não escutou quando o adverti e submeteu-se a todos os seus pedidos. Ela era perversa e me maltratava mas ele ignorava. Um dia, é claro, ele mesmo caiu em suas armadilhas: uma missão sem volta.

Os homens mais leais de meu pai tentaram enfrentá-la, mas ela era muito poderosa, uma grande feiticeira.

Após a partida de meus pais só me sobrou como conforto minha tia Kaminsh. Ela era meio misteriosa, mas sua chegada era a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Ela teria me ensinado muito mais do que o fez se Astridge não tivesse dado um jeito de leva-la embora e deixa-la vagando doente a esmo até a morte.

Aos doze anos outro consolo me apareceu. Fiz um verdadeiro amigo com quem podia ser eu mesma e me divertir muito. Gonahed conhecia todos os meios de escapar do castelo enganando os guardas. Íamos ao bosque todos os sábados mas minha madrasta o achou muito perigoso. Por algum motivo minha madrasta temia muito que eu escapasse então mandou-o para a guerra com apenas 14 anos e ele nunca mais foi visto. Nessa época eu já tinha 13 anos.

Eu não entendo nada de magia, mas eu sei que ela tirou tudo de mim!

Você deve estar se perguntando se eu sou mesmo Kamuskca, a filha do rei de Avakthor e herdeira do trono por direito. Sim e não. Quero dizer... Já fui; mas não pertenço mais àquela terra. O bem a deixou há muito tempo e eu decidi que era hora de eu partir. Não tinha mais esperanças de rever Gonahed, e ficar naquele castelo frio só me lembrava de meus momentos com meu fiel amigo. Ele podia ser apenas um pebleu, um servo, mas sem ele o palácio não era o mesmo.

Agora você pode me chamar de Sirilla.

Eu aprendi muito depois de partir de Avakthor. No caminho para Gonkoah eu aprendi a me defender e vivi incríveis aventuras que eu resolvi relatar nesse diário para o caso de eu não sobreviver ao chamado misterioso.

Notas finais
Desculpem não conseguir publicar muito seguidamente, estou muito atarefada, vida completamente nova, vocês sabem, mas assim que a coisa acalmar vou me comprometer mais, e tentar melhorar o padrão das histórias. Até logo!!