Notas iniciais
Espero que gostem!!

Chegando a nossa rua percebi que ela morava a duas casas do lado da minha.

–-Obrigada por me trazer, agora não irei me esquecer. – Agradece ela.

–- Tudo bem, thau! – Digo

–- Thau!

Voltando para a casa encontro Lyan sentado a beirada da porta de minha casa, ele me olhava de deboche, e estava com uma blusa sem manga, devia ser para mostrar a tatuagem.

–- Quem é a sua nova namorada? – Pergunta Lyan em tom de deboche.

–- A cale a boca, é só uma garota nova que me pediu para mostrar-lhe como chegava na rua.

–- Okay, vou fingir que acredito, mas e ai já pensou? – Pergunta ele.

–- Pensei o que?

–-Em fazer uma tatuagem, igual a minha, vamos montar uma comunidade.

Caio na gargalhada. Uma tatuagem? Eu? Montar uma comunidade? Ele deve ter batido a cabeça em algum poste antes de vir para cá.

–- Meu Deus, você ficou maluco? Uma comunidade?– Pergunto debochando e rindo.

–- É, pense em nós governando a cidade. – Diz ele com um olhar longe.

Enquanto ele ficava olhando para a sua tatuagem, eu fiquei pensando em fazer uma também, mas meu pai nunca iria deixar... Lembro-me o que ele me fez logo de manhã e a raia me sobe a cabeça, e sem perceber digo.

–- Eu vou fazer uma tatuagem.

–- O que? Você está falando sério? – Pergunta Lyan saindo de seu devaneio.

–- Sim. – Digo sério.

– Posso passar na sua casa amanhã a noite, de La nós vamos no tatuador.

–- Não. – Quase grita Lyan. – Quero dizer... Não é uma boa idéia.

–- Por quê?

–- Por que não, pode deixar que eu venho aqui na sua casa.

Concordo e depois me despeço dele, por que será que ele não quer que eu vá em sua casa? Será que ele esconde algo? Agora que eu estou falando isso, me lembrei que eu nunca fui na casa de Lyan, eu nem mesmo sei onde é. Agora eu terei que descobrir, fico curioso.

Curiosidade é uma coisa que tenho desde pequeno, minha mãe é tão altruísta que nem curiosidade ela tem, isso é esquisito.

Subo as escadas bem devagar, e percebo que minha mãe não está em casa, o que é estranho, já que ela sempre está fazendo o almoço nesta hora. Resolvo chamar da sala por seu nome.

–-Mãe! – Chamo alto, mas não tenho nenhuma resposta. – Mãe!

Como não tenho resposta resolvo subir e entro no meu quarto, fico escutando música por umas 2 horas, até que lembrei que minha mãe tinha me pedido para pegar a roupa suja no seu quarto e levar para lavar.

Entro no quarto e quase perco o equilíbrio com o que vejo. Minha mãe está deitada de um jeito estranho de barriga para baixo em cima da cama, por que ela está dormindo a essa hora? Começo a chegar perto da cama para chamá-la.

–- Mãe acorda, por que está dormindo a essa hora?

Percebo que tem alo molhado pingando no tapete embaixo da cama, olha para baixo e vejo um líquido vermelho pingando, então viro minha mãe de barriga para cima e vejo sangue saindo de sua camisa. Desabo no chão e desmancho em lágrimas, minha mãe estava morta e eu não podia fazer nada, por que alguém faria isso com a minha mãe? Ela não merecia.

Minha visão está embasada de tantas lágrimas, a abraço e tento não olhar para ela, não sei o que fazer, pego o telefone e ligo para a ambulância.

Eles chegam 5 minutos depois, eu estou sentado na cadeira da cozinha, mostro o caminho até o quarto, eles descem as escadas com um corpo enrolado em um saco preto, o corpo de minha mãe. Continuo sentado na mesa da cozinha olhando para o nada.

Deito em minha cama ainda chorando, por que as pessoas boas vão embora cedo? Por que o mundo é tão injusto?

Eu já sei quem a matou, e essa pessoa vai me pagar.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo, acho que baixou um espírito da tia Veronica em mim kkk bjs até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.