A cova dos Hipogrifos
2 Stevie Kimberly
Notas iniciais
Eai! me chamo Stevie, e sim, é um nome meio impróprio para uma garota, tenho 16 anos, sou filha de Hermes, blá blá blá, estão me dizendo pra falar da minha vida, então vamos lá.
Nasci em Paris, vivi lá até meus cinco anos, quando minha mãe, Simone Kimberly Fombelle, morreu em um acidente. Fombelle é o sobrenome da família mas eu não gosto de usa-lo, me deixa . . . formal demais. Bem eu vou voltar mais um pouco no tempo.
–Maman!-Opa, esqueci de traduzir para o ingles/portugues-Mamãe!-gritei do quarto-A senhora está demorando demais!
–Querida, por favor, não me aprece.-minha mãe disse da cozinha.
Sentei na minha cama e olhei para o espelho do armario, meu cabelo caramelo estava todo bagunçado, e eu estava com olheiras pequenas debaixo dos olhos, minha camisola azul bebê estava amarrotada.
–Pronto!-disse minha mãe entrando no quarto carregando meu uniforme de colégio tamanho PP (eu tinha 5 anos, queria mais o que?), o uniforme era composto por uma camisa e saia brancas- Agora vista-se! é seu primeiro dia!-Mamãe disse eufórica, seu cabelo loiro estava em um rabo de cavalo mal-feito, o vestido florido estava com uma alça sem passar pelo braço e os olhos verdes-folha iguais aos meus estavam com um brilho maluco. De aparência minha mãe era alta, magra e com um porte atlético e pele bem clara.
–Mãe, é só o primeiro dia de aula! não precisa exagerar- falei rindo.
Mamãe sorriu e me jogou a roupa. Em quinze minutos eu estava pronta, de banho tomado, uniforme e maria chiquinha.
–Ownt!-minha mãe começou- você está linda!
Lhe lancei um olhar sarcástico e nós duas rimos.
–Vá querida, entre no carro, mamãe já v . . .- uma explosão ocorreu a minha direita.
gritei.
–Stevie, vá para fora AGORA!! Haja o que houver, pegue o dinheiro na jarra e pague um táxi até o aeroporto!Minha mãe disse caindo no choro.
–NÃO!-Devolvi- EU NÃO VOU SEM VOCÊ!!!!!
–VÁ AGORA STEViE FROMBELLE!! E FAÇA O QUE EU TE DISSE!
Mamãe jamais havia falado nesse tom comigo, então a coisa era séria de verdade. Comecei a chorar abracei minha mãe que soluçava muito. Outra explosão chacoalhou a casa que passou a desmoronar.Corri escada abaixo, cheguei a cozinha e peguei um jarro pequeno no armario da pia, dentro havia uns setenta euros, levei todo o jarro e corri pra fora, assim que toquei a calçada uma explosão completa deixou a casa em fragalhos, a ultima coisa que vi foi uma forma de serpente do tamanho de um vagão de trem sair dos escombros.
Devo ter ficado uma hora chorando em frente a casa desmoronada, pelo menos até um taxi passar e eu pedir para me levar ao aeroporto. O táxista reclamou dizendo que eu era jovem demais, mas a minha resposta foram um palavrões bem criativos e uma jarra de vidro na testa dele. A viajem inteira até os aviões eu chorei. O cara do táxi me deixou em frente ao aeroporto, assim que sai do carro corri por entre a multidão até esbarrar num senhor. Ele devia ter uns 50 e poucos anos, tinha cabelos crespos brancos, e era bem gordo. O senhor segurava uma placa que dizia:
SENHORITA FROMBELLE
E ele estava . . . ele estava sem calças!No lugar de pernas normais havia duas pernas de bode e cascos.
–Quem é você?COMO ME CONHECE?!- eu estava irritada, triste, sozinha e desolada, agora me aparece um velho metade burro metade senil? tenha dó!
–Por favor, faça as perguntas na viagem para EUA- O senhor falava francês fluente e perfeitamente.
No avião eu fiz todo tipo de perguntas a ele. Porque você tem pernas de bode? Quem é você? Porque você tem pernas de bode?
O que ele respondeu foi : sou um sátiro (que óbvio), me chamo Thomas, e não vou falar de novo.
Depois de conversarmos, dormi por algumas horas, Thomas me acordou dizendo que haviamos chegado.
–Stevie? chegamos. Nova York. só precisamos pegar um carro para Long Island.
–Por que Long Island?- perguntei esfregando os olhos.
–Você vai ver- Thomas respondeu com um sorriso no rosto.
Pegamos um táxi para Long Island, paramos em uma colina alta com um pinheiro enorme. O lugar era deserto, havia apenas algumas casas de fazenda e um aroma adocicado de morango.
–Viemos a Long Island para pararmos no meio do nada?-falei com ironia.
Thomas riu.
– Venha pequena, eu disse que você ia ver, e você vai.
Quando chegamos ao topo da colina perdi o folego.Havia uma casa grande azul bebe e branca,vastos campos de morangos, um canto com 12 chalés lindos, cada um diferente do outro, uma floresta enorme, um pavilhão de mármore branco a céu aberto e uma vista divina (usei a palavra divina hehehehe(se é que voce me entende)) da praia.
–Onde estamos? -Perguntei perdendo a respiração.
–Estamos, minha jovem- disse Thomas- no Acampamento Meio-Sangue.
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