A cor do amor 2

26 Sinais "Me ajuda"


Sinais "Me ajuda"

Della

Quando acordei Aiden não estava em lado nenhum. Tentei ligar-lhe mas tinha ido parar á caixa de correio.

–Onde te metes-te, Aiden?– Suspiro e olho em volta do apartamento.

Me levanto o sofá e vou até á cozinha. Tiro o pacote de sumo do frigorifico e pego numa caneca a enchendo. Assim que pego de novo na caneca minha cabeça começa rodando e apenas oiço o som do vidro partindo.

–Della? Amor?

A voz de Aiden estava cada vez mais perto até sentir suas mãos nos meus braços.

Ele estava tão quente em comparação comigo.

–Amor, o que aconteceu?

Fecho meus olhos por segundos e me encosto a ele sentindo seu cheiro. Apenas por segundos, antes de me afastar um pouco e olhar seus olhos azuis.

–Eu estou bem. Eu estou bem.- Suspiro forçando um sorriso e um pouco da preocupação ele se vai.

–Deus, por momentos assustaste-me. Vamos tirar-te daqui antes que te magoes.- Me pegou ao colo e meu carregou até ao sofá.

Assim que me sentou pegou meus pés os examinando.

–Pelo menos não pisaste em nenhum vidro.- Beija minha testa se sentando ao meu lado.

–Desculpa pela caneca.

–Não te preocupes com isso. É apenas uma caneca.- Sorri acariciando meu rosto.- Esse rapagão está dando trabalho, hem?- Diz beijando minha barriga ri-o um pouco tocando seu cabelo negro.- Já viste o que tu fazes á mamãe, campião? Hem? Maroto.

–Onde foste, Aid?

Ele beija minha barriga lentamente antes de me olhar e sorrir. Mas até mesmo um cego viria o quão esforçado tinha sido.

–Fui resolver umas coisas com Clar e aproveitei e passei pela pastelaria e trouxe-te algo para comeres. Eu vou buscar.

Ele voltou para a cozinha e deitei minha cabeça para trás. Minha cabeça parecia um vulcão trubulhento.

–Delly?- Aiden se sentou de volta ao meu lado com um saco e abri meus olhos.

O cheiro era delicioso mas meu apetite ínfimo.

–Não era necessário, Aiden. Eu não tenho muita fome.

–Ouviste o que Dona Anna disse. Precisas te alimentar direito para esse garotão crescer saudável.

–Eu sei, mas eu não acho que ele tenha lá muita fome.- Digo com um pequeno sorriso beijnado seus lábios.- Fica para mais logo, tá?

–Ok, tu é que sabes. Apetece-te fazer o quê?

–Bom, a fome não é nenhuma mas a saudade do papá é muita.- Digo com um beicinho e ele sorri agarrando minha cintura.

–Vamos já tratar disso.

O resto do dia não saímos do sofá e tirando as várias vezes que o celular do AIden tocou até ele se fartar e o desligar de vez, ninguém decidiu nos interromper.

Claro que, nem eu nem Aiden, estávamos á espera que o destino fosse mais matreiro do que era preciso.

Aiden

–Aiden isto tem de mudar!- Clar me diz pela 123958º vez e eu a ignorei pela 453654574º vez.

–Eu vou resolver isso, Clar mas agora ainda não, porra! Não te preocupes com ele que eu vou tratar disso.

–Não, Aiden, chega!- Ela agarra meu braço me fazendo olhá-la.- Adias-te isto pelo máximo que conseguias. Está na hora de tornares-te um homem e assumires o que fizeste.

–Eu vou assumir, Clar, mas não entendes que isto vai estragar tudo?

Ela suspira e olha para um carro que passa por nós antes deme olhar de novo.

–Lamento, Aiden, mas o que fizeste não pode ser desfeito. Tu tens de contar a Della, sei que pode ser difícil, mas será pior se ela vier a saber por outros. Ela é uma boa miúda, ela vai compreender. Apenas fá-lo.

Esfrego meu queixo irritado e pego meu celular que tocava á minutos.

–Eu e Liam vamos a tua casa hoje e leva-mos-tu.

–Faz o que quiseres mas se isto correr mal, a culpa será tua.- Enquanto ela revira os olhos eu atendo.- O quê?

–Aiden.

–Sim, Mylla, o que foi?

–Tens de voltar para cá imediatamente!

–Porquê?

–Della, está no hospital.

–Porquê? Mylla, começa a falar algo de útil!

Minha preocupação era palpável pois até Clar olhou para mim preocupada.

–A anemia voltou.

Della

–Della? Della, acorda, amorzinho.

–Não quero.- Gemo me escondendo por baixo dos lençois.

–Della, ainda tens escola, lembras-te? Não podes faltar.

Resmungo e tiro os lençois para o poder olhar.

–Ok, ok.

Ele beija minha testa e assim que a porta se fecha me levanto. Tomo banho rapidamente e sem qualquer vontade. Minha cabeça parecia muito mais lenta hoje.

Visto uma roupa simples e desço encontrando meu pai na mesa de jantar. Beijo seu rosto e pego numa maça antes de me despedir dele e ir ter com Mylla ao carro.

Eu tinha meu próprio carro, mas assim era mais económico para as duas.

–Bom-dia, Dellinha.

–Dia.

–O que aconteceu? Dormiste mal? Estás pálida.

–Não me estou a sentir lá muito bem.- Admiti me encostando para trás.

–Não é melhor ficares em casa?

–Na, eu estou bem, estou apenas cansada. E além disso não posso perder as aulas. Temos exames este ano.

– Verdade! Nosso último ano. Finalmente!- Ela diz animada e ri-o.

Poucos minutos depois estavámos dentro das paredes da escola. Minha cabeça tinha começado a doer mal a professora começou a aula.

Quem disse que a escola não é uma dor de cabeça, não anda bem da cabeça.

–Vamos almoçar, malta?- Spencer pergunta parando ao meu lado com Aly nos seus braços.

Eles faziam um casal tão fofo!

Acabei de arrumar meus livros no cacifo e me virei para eles abraçando Aly.

–Ya.- Alex disse compondo sua mochila ás costas.

–Eu apenas vou á casa-de-banho e já lá vou ter.- Digo e eles assentem.

Me separo deles e tiro meu celular do bolso. Ia ligar a Aiden quando uma sombra se põe á minha frente.

–Ei, Della.

–Joshua.

–Ouve… desculpa. Sobre aquele dia eu… estava fora de mim. Desculpa.- Diz e sorri-o um pouco vendo o verdadeiro arrependimento nos seus olhos.

–Tudo bem, Joshua. Esquece isso.

–É impossível o fazer mas… obrigado por me desculpares.- Diz contragido e assinto me afastando.- Oh, e Della?

Me viro para ele de novo.

–Sim?

–Dá felicidades minhas ao Aiden. Vocês merecem.

Sorri-o uma última vez e entro na casa-de-banho. Apenas lá estava uma rapariga do terceiro ano, Makena. Entro no primeiro box e me sento com as mãos na cabeça.

Era como se um vulcão e um terramoto tivessem feito as pases na minha cabeça.

–Porra!

Podia sentir meu rosto vermelho. O calor era tão insoportável. Me levantei e fui até á torneira. Lavei meu rosto e fechei os olhos tentando ignorar a dor, mas era em vão.

Abro meus olhos e enfrneto meu rosto. Quando Mylla me disse que estava pálida ela foi muito delicada. Eu estava horrível!

Haviam olheiras profundas debaixo de meus olhos e minha pele morena estava branca como papel. Eu tinha emagrecido, mesmo que ninguém tivesse dado conta. Eu sentia-o nas minhas roupas. O que é estranho porque eu deveria ter engordado.

Me afasto e assim que o faço minha cabeça parece pesada e minha visão fica búsia. Tentei ligar para Mylla mas o celular caiu-me da mão fazendo eco pela casa-de-banho.

A única coisa que vejo antes de cair no gelado chão, e minha aparência horrível e um rasto de sangue.

Notas finais
DESCULPEM A DEMORA, VOU TENTAR POSTAR OUTRO AINDA HOJE