A cor do amor 2

16 Reencontro desesperado


Notas iniciais
Ora aqui está, prometido é devido e coisa e tal. Beijos e bom proveito.

Aiden

–Apenas minha.- Concordo e a porta do meu quarto se abre.

–Aid, estamos á tua espera.- Clarina me diz e assinto.

–Vou já.

Ela me sorri e sai me deixando de novo só com minha garota.

–Quem era?

–Era a Clarina. Ela é a ajudante do Thomas.

–Oh.- A oiço murmurar.- Ela é bonita?

Sorri-o percebendo os ciúmes na voz dela e olho a foto dela ao lado da minha cama.

Era impossível eu ir dormir sem a olhar.

–Sim. Podemos dizer isso.- Provoco e quase podia ver seus olhos lindos me olhando cerrados.

–Sorte a dela.- Resmunga e ri-o pegando na foto e acariciando o rosto dela ( na foto, claro).- Estás em tua casa?

–Estou.

–Então o que ela faz ai?

Agora sim o ciúme era palpável.

–Princesa, calma, ela está cá assim como toda a minha equipe. Estamos a comemorar.

–O quê?

Tu.

–Bom, é um pouco embaraçoso eu dizer-to mas… estamos a comemorar tua vinda para cá.

–Sério?- Pergunta surpresa e sorri-o olhando a foto.

–Aham. Todos eles te querem conhecer. Mas isso fica para domingo, ok? Tu és só minha no sábado.

–Estás combinado.

–Oh e Delly?

–Sim?

–Não precisas ter ciúme, amor.

–Ah… eu não tenho!

Reviro os olhos sorrindo levantando a cabeça para olhar o tecto.

–Sei. – Bufo meio rindo.

–Não te rias de mim, Aiden Willow!

–Desculpa, amorzinho.- Digo rindo por completo agora.- Mas é uma loucura, amor. Tu és a única garota linda na minha vida. Podem haver algumas que eu ache bonitas, mas lindas lindas apenas existirás tu. Meu coração apenas bate quando eu te vejo a TI. Percebido, minha maluca?

–Percebido.- Diz feliz e fico mais descansado por não desconfiar de mim.- Droga, tenho de ir. Eles devem estar a vir.

–É, vai lá porque não quero que mais ninguém te veja nua.

Ela ri mas eu estava falando sério!

Para isso apenas eu tenho permissão!

Que se foda o resto!

–Até amanhã, Aid.

–Até amanhã, Delly.- Digo porque finalmente pude dizer aquelas palavras.

Depois de uma semana, pude finalmente dizer o que tanto queria.

Ela amanhã estaria aqui, comigo. Seria apenas minha durante um fim-de-semana inteiro.

Não havia melhor coisa.

–Ei, Aiden! Anda dai cara.- Mack me chama e vou até eles batendo nas costas de Galles e Jonn.

–E ai, caras? O que apostais?

Della

–Toma cuidado, nunca se sabe os perigos que há nessas cidades. Nunca saias de perto do Aiden, ouviste? Nunca.

–Pai, ok.- Ri-o e o abraço.- Fica descansado, tá? Já tenho 17 anos.

–Eu sei, princesa mas ainda és minha bebezinha.

Ri-o mais um pouco e beijo seu rosto antes de acenar para todos eles e pegar minha mala.

Me sento no banco e suspiro feliz olhando pela janela.

Me aguarda, Aiden, porque eu estou a chegar.

Algumas horas depois o avião aterrou. Peguei minha mala e procurei pelo rosto de Aiden pelo aeroporto mas era muita gente. O encontrar ali seria complicado.

–Á minha procura?- Uma voz sussurra ao meu ouvido e sorri-o sem me virar.

–Na verdade, estava á procura de meu namorado. Não o vistes por ai, por acaso, não?- Pergunto e ele me vira para enquanto eu ri-o.

–Só capaz de te ajudar a encontra-lo.

–Oh sério?

Ele assente sorrindo e aproxima sua boca da minha tão lentamente que me apetecia bater-lhe.

–Aiden, me beija logo!- Reclamo e ele ri mas faz o que eu peço.

As saudades são capazes de ser uma dor profunda em nós, mas voltar a reaver-nos depois de algum tempo é como se precisássemos um do outro para sobreviver.

–Eu preciso de ti.- Aiden me sussurra fechando a porta do apartamento dele me encostando a ela.

–Isso é bom porque eu preciso de ti também.

Ele ri e beija meus lábios mordiscando meu lábio inferior. Lentamente me puxa pelo apartamento sem deixar de me olhar. Todo meu corpo já tremia com o calor só de o ter ali, de novo.

–Vamos lá excepcionar teu corpo.- Me diz rouco malicioso e ri-o indo ao encontro-o de sua boca.

Começa beijando meu pescoço e cinto meu ventre se contorcer de prazer. Ele puxa minha camisola com quase desespero e não demora muito para ambos estarmos deitados na cama com nossos corpos nos ligando sem interrupções.

Diferente da primeira vez, desta vez nos conhecíamos apenas estávamos a matar saudades de uma forma desesperada e necessitada. Seria quase doloroso sem não precisasse tanto dele.

–Sabes porque eu te amo?- Me pergunta arredando meu cabelo do rosto em cima de mim.

–Porquê?- Sussurro ainda fraca do esforço.

–Porque és a única no mundo inteiro que me consegue por louco de felicidade quando te tenho e fodido da vida quando estás longe. Porque és a única que me faz sentir desta maneira. Vivo. Sempre foi assim. Desde que eramos crianças. Eras a única que me interessava, era para ti que eu vivia e não tenho dúvidas nenhumas que serei para ti que viverei para sempre.

Sorri-o deixando as lágrimas cair e o beijo calmamente desta vez. Ele retira de mim e sinto-me vazia mas logo me abraça e posso respirar de novo.

Me deito no seu peito e sorri-o sem motivo. Apenas…. Eu queria. E ninguém, por mais longe que estejamos, me fará não sorrir quando o tiver comigo.

É a lei da vida.

Bom, pelo menos da MINHA vida.