A cor do amor 2

32 Não nos deixes


Notas iniciais
Muita demora, hem? desculpem mas voltei a perder tudo de novo. Foi uma semana para esquecer! Mas consegui fazer tudo hoje então espero que gostem

Não nos deixes

Aiden

Liam andava de um lado para o outro nervoso. Sua gravata já quase saíra, seus cabelos pareciam que tinha passado por um furacão.

–Tem calma, garoto.- Joe ri batendo-lhe no ombro.

–E se ela não aparecer?- Liam nos pergunta.

–Se assim o fizer mostrará que tem cabeça em vez de se casar com um desmiolado.- Ri-o e meus amigos riem junto enquanto Liam me olhava com raiva.

–Quero ver quando for o teu.

–Apenas me casarei com uma garota, Liam e neste momento ela nem sequer me quer ver.

–Isso vai passar, cara.

Assinto mas minhas esperanças quanto a isso estavam desaparecendo. Della me odiava. Ninguém podia duvidar disso.

Liam começou a voltar a andar de um lado para o outro e Joe revirou os olhos aborrecido.

–É por isso que nunca me irei casar.

–Sim, pois.- Todos dissemos antes de rir-mos.

–Pai, porque ti Liam tá assim?- Eric me pergunta e sorri-o despenteando-lhe os cabelos negros.

Por mais que a vinda dele tenha trazido montes de problemas para mim, eu estava feliz que ele se parecesse apenas comigo e nada com aquela vadia. Toda a gente via que Eric era meu filho e estava feliz por isso. Apenas queria que Della estivesse junto nesta felicidade.

–São as mulheres, garoto. Elas dão-nos cabo da vida.- Lhe digo sorrindo e ele sorri de volta voltando a olhar Liam.

Apoiei meu cotovelo no meu joelho e fintei Liam. Era estúpido mas tinha inveja dele. Queria estar no seu lugar. Queria passar por aqueles nervos todos. E principalmente saber que daqui a dez minutos estaria ligado á garota que amava.

–Está na hora, filho.- O pai de Liam apareceu e ele assentiu ainda nervoso.

Peguei em Eric e o levei para o seu lugar no banco da frente ao lado da irmã mais nova de Clar.

–Porta-te bem.- Lhe digo e ele assente sorrindo.

Despenteio-lhe o cabelo e vou para meu lugar ao lado de Liam.

–Nervoso, ainda?- Pergunto e ele me olha aflito.

–Já sentiste que a tua vida está mesmo nas palmas de tuas mãos e que a vais deixar fugir. É o que estou a sentir.

–Sei como isso é.- Lhe garanto.

A música nupcial começa e suspiro olhando para os lugares vagos ao lado de Eric. Eles não vinham.

Delly ainda me odiava.

Foda-se.

Clar entra pela porta sorrindo caminhando ao lado de seu pai. Nessa hora Liam sorriu também mais descansado. Quando olho de novo para Clar ela me pisca o olho e franzo a testa confuso.

Olho para Eric que sorria no colo de minha mãe. Mylla me sorri piscando-me o olho e sorri-o vendo meu pai brincar com meu filho.

Pelo menos ele me perdoara.

Apenas faltava Della naquela foto. Mas essa foto eu a guardaria para sempre.

–Ele á parecido contigo.

Meu coração bate de força e me viro para trás encontrando seus olhos esverdeados que eu amava.

–Fotocópia, até.- Sorri olhando minha família mas meu sorriso era muito maior, não tinha dúvidas disso.

–Vieste.

Ela me olha pela primeira vez desde meses atrás.

A última vez que a vira ela estava pálida, cansada, mas agora, mesmo ainda havendo aquele traço de dor em seus olhos, ela estava feliz. Calma. Sua cor tinha voltado e parecia que tinha ficado anos sem a ver.

–Sou a madrinha.

Sorri-o e Clar aparece ao nosso lado e entrega o ramo a Della.

–Obrigado por vires.

–Eu prometi. Boa-sorte.

Clar sorri e vai até Liam que a segura como sua vida dependesse disso. Eu queria fazer o mesmo a Della.

–É muito cedo para te dizer que te amo.- Sussurro e antes de ela abaixar a cabeça a vejo corar.

–Podemos falar disso depois?- Pergunta.

–Ok.

Pelo menos era um avanço. Ela queria falar comigo!

A cerimónia parecia não ter fim. Francamente não sabia como Liam estava a aguentar tanto tempo ali especado. Não prestei nenhuma atenção ás palavras do padre, apenas sentia Della ao meu lado.

–As alianças.- O padre pediu e busquei pela mão de Della á procura da aliança que lhe dera.

Fechei meus olhos aliviado por ela ainda ali estar. No mesmo lugar em que o pusera á meses atrás.

Pego sua mão olhando o pequeno anel acariciando sua mão.

–O quê?

–Ainda o tens.

–Porque não teria?

Fecho meus olhos e a puxo para mim abraçando-a. Escondi meu rosto em seu pescoço a cheirando.

Minha garota.

–Pensei que… eu pensei…- Abano a cabeça e encosto minha testa á dela.- Estás aqui. Perdoa-me Delly. Por favor.

Olho em seus olhos agora fechados e suspiro olhando para a Igreja que batia palmas por Liam e Clar. Olhei de novo para Della e toquei meus lábios nos dela.

–Aiden.- Tentou se afastar mas segurei seu braço.

–Por favor. Eu te amo, Della. Eu te amo tanto. Não continues me fazendo isto.

Sua mão vai até meu rosto e fecho meus olhos apreciando aquela sensação. Ela.

–Aiden eu…

–Papá, mamã!- Eric grita e corre até nós.

Sorri-o e lhe pego.

–E aí, garotão?

–Papá, agora que a mamã já chegou podemos ir ao parque.- Ele me diz e abro minha boca pensando no que diria e olho Della que me olhava confusa.

–Porque não lhe perguntas a ela?

–Podemos ir ao parque, mamã?- Eric pergunta e vejo os olhos de Della vacilar.

–Ele… porque me estás a fazer isto, Aiden?- Pergunta e noto suas lágrimas se formarem.

Antes de ela correr para longe seguro sua mão e a puxo para mim.

–Porque eu te amo.

–Amo-te!- Eric grita e sorrio-lhe antes de olhar Delly.

–Assim como Eric.

–Aiden…

–Della, ouve-me. Eu sei que sofreste pela minha escolha, acredita, eu também! Mas sempre poderíamos tentar de novo, Delly. Se eu te perdesse a ti não haveria mais nada em que estivesses. Sempre foste minha vida, Delly. Sempre! Ficar sem ti seria… um inferno. Por favor, tenta perceber, meu amor.

–Aiden…

–Podemos tentar quando quiseres. Despois da faculdade, quando quiseres! Apenas não me deixes. Sei que perdemos nosso filho mas… temos Eric. Ele já te ama como mãe dele.

–Mamã!- Eric ri abrindo os braços e sorri-o o entregando a Della.

Mesmo hesitante ela lhe pegou e arredou o cabelo negro do meu filho dos olhos dele.

–Não nos podes deixar, Della. A nenhum de nós.

–Aiden?

–O quê?

Ela sorri olhando Eric então me olha.

–Cala-te.

Apenas sinto sua mão no meu pescoço antes de sentir seus lábios nos meus. A beijei de volta sem nem hesitar. A abracei pela cintura a puxando ainda mais para mim. Me senti sorrir enquanto a beijava e mesmo depois do beijo, sorria.

–Isto foi para quê?- Pergunto feliz e ela ri.

–Para te calar. Estamos a perder um casamento.

Me pega na mão e me puxa para perto de minha família. Eu sorria como um bobo, percebia isso, mas não me importava.

Ela estava ali.

Comigo.

…Para sempre.

Isso eu vos posso garantir.