Ela se deitou na cama e fechou os olhos, as velas estavam apagadas e o silencio era estranho já que ela estava acostumada com a casa agitada, ela fechou os olhos e ouviu a porta ranger e fechar vagarosamente, ela se levantou depressa e se deparou com uma coisinha pequena e torta com uma roupa branca, era gordinha e rechonchuda o rosto velho não era bonita, o rosto era cheio de marcas e rugas mesmo assim Keyra sorriu e disse:

—Olá!

A mulher olhou para ela e retribuiu outro sorriso.

—Me chamo Keyra e voce?

A mulher se agachou e Keyra percebeu que ela estava com uma vassoura bem pequena, ela se virou um pouco e respondeu com voz cansada e rouca:

—Me chamo Edith!

Keyra sorriu para ela mais uma vez, seu pai lhe dizia que ela tinha um sorriso doce, o tio Clint dizia "Eu queria poder fotografar todas as vezes que voce sorri" o que fazia ela rir mais ainda.

—Voce é muito bonita!-Edith sussurrou.

—Muito obrigado!-keyra desceu da cama e ficou proxima a Edith.

—Parece muito com sua mãe!-Ela exclamou e logo em seguida se arrependeu tapando a boca.

—Voce conheceu minha mãe?-Keyra gritou arregalando os grandes olhos cinzentos.

Edith fez um sinal pedindo para ela fazer silencio então confirmou com a cabeça.

—Sim -Edith sussurrou empurrando a vassoura de um lado a outro como se estivesse varrendo vento -Ela era muito linda!

—Era sim!- KEyra sussurrou e lembrou do rosto da mãe, cabelos muito escuros, olhos acizentados, maçãs do rosto bem desenhadas, corpo fino e rosto delicado. Keyra não tinha muito as maçãs desenhadas, e o queixo era reto como o do pai, o nariz era uma bolinha míuda e os olhos sapecas e tempestuosos, tinha as sobrancelhas arqueadas e os cabelos como o da mãe, o corpo também era fino, e o rosto era uma mistura de dureza e delicadeza. Edith estava envergada para frente, aquilo parecia doloroso para Keyra.

—Não saia do quarto!-Edith exclamou.

—Por que?

—Sua tia pode ser bem cruel quando quer!-ela sussurrou abrindo a porta e saiu, a porta não ficava trancada, Keyra sentiu o corpo leva-la ate a porta e a mão segurar a maçaneta gelada e gira-lá.

Keyra sempre foi agitada e não gostava de ficar presa em um único lugar, o corredor estava vazio e pouco iluminado, apenas as velas la no começo estavam acesas, Edith deveria ter apagado se é que seu tamanho alcançava algo o pensamento fez Keyra rir más logo ela parou. Ela saiu andando vagarosamente pelo corredor, e começou a forçar a porta dos quartos para ver o que havia dentro deles. Os primeiros estavam trancados, ela continuou andando na ponta dos pés e finalmente a porta abriu revelando uma gigante biblioteca cheia de livros, ao contrario de toda a casa o lugar era iluminado e quente, ela entrou e fechou a porta. Passou as mãos pelas estantes e puxou um livro que dizia "A lenda da casa de vidro", ela riu, e puxou outro, "A lenda da torre vermelha", "O lobo das terras de prata", keyra sempre foi interessada em lobos, e esse chamou sua atenção, ela pegou o livro e assoprou uma nuvem de poeira a fez tossir e ela riu, encontrou uma poltrona vermelha e se sentou e começou a ler

"Nasce a guardiã do trono, dono de todas as riquezas de norte a sul, e crava sua estrela na cidade, seus olhos tão inquietos quanto a tempestade que se forma no céu e beija o oceano, este que atravessou a colina de prata e e enfrenta o lobo terá seu ouro , mas o ouro é como o mar negro e uma maldição cai sobre sua cabeça, até um sangue real torne a sua verdadeira casa, a matilha ficará de pé, a justiça está voltando, a loba de prata trará justiça...A chave é a criança...

—O que é isso?-Keyra se assustou com tia gritando na porta, os olhos fervendo de raiva -Um segundo que eu saio e voce já me desobedeci, deve ser mesmo filha daquela ...

Ela deu um grito agudo e segurou Keyra pelo braço, a menina choramingou, a tia a arrastou, abriu a porta do quarto e a jogou na cama.

—A senhorita vai aprender a obedecer quando se tem uma ordem!

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Enquanto Edith cuidava de seus machucados, Keyra deitou a cabeça nos joelhos e chorava baixinho, os cortes nas suas costas eram tão fundos que Edith precisou costurar se mostrando uma otima enfermeira.

—Voce precisa obedecer criança!-Edith exclamou.

E Keyra limpou as lagrimas dos olhos.

—Eu só estava lendo!

Keyra agarrou o corpo nú, a mãe nem o pai nunca havia lhe batido, já havia sido repreendida más não por coisas banais e estúpidas, a tia a fez tirar a roup e lascou todas as partes de seu corpo e agora havia lençois enxarcados de sangue.

—eu coloquei um pouco de remedio nos machucados, vista o vestido que deixei sobre a cadeira, não vai machuca-lá, nem grudar na sua pele dolorida!-Edith exclamou e catou todos os panos e algodões.

—Obrigado!-Keyra exclamou e retribuiu com um sorriso.

Edith recebera ordens de trancar a porta, Keyra deitou sobre o travesseira duro e dormiu como uma criança.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.