A cobra descomunal: Orochimaru

4 Capítulo 4: O som, a voz da floresta


... An? O que aconteceu? Onde estou? ...
A luz da vela iluminava o quarto onde Orochimaru recobrou a consciência, nada mais fazia sentido, onde ele estava, ou o que aconteceu, ainda estava tentando entender quando conseguiu abrir os olhos.

Sentou na cama e olhou para todos os lados, era noite e estava em um lugar estranho, olhou sua mão e tomou um susto, sua pele tão pálida quanto de um albino, e como irregularidades estranhas, parecido com as escamas da cobra que lhe picou... Tentou levantar, mas seu pé que fora machucado,apesar de enfaixado, não melhorara e ainda doía muito, portanto, caiu no chão a primeira tentativa de força-lo.

Nesse momento uma garota provavelmente um pouco mais nova que Orochimaru, com pouca diferença de idade, entra no quarto ao susto que o barulho lhe dara.
– você está bem? — pergunta a voz doce e desesperada da moça que te socorreu.
– estou — respondeu se apoiando no chão, se levantando e sentando sobre a cama.
– Não force, está horrível! — afirmou ajudando-o.

Ela saiu do quarto e depois de alguns poucos minutos votou com uma bacia de água e mais faixas, se ajoelhou diante de Orochimaru sentado e começou a tirar a faixa que cobria o ferimento, e lavar o machucado com água pura e simples, a água do rio.
– Como é seu nome? — quebrando o silêncio entretido entre eles, separados pelo escorrer da água.
– Naomi, e o seu?
– Orochimaru. Onde estou?
– Aldeia das flores, está fora do mapa, uma pequena vila na floresta, te trouxe aqui com o cavalo, seu ferimento está realmente terrível, o que aconteceu? — Não teve resposta — Tudo bem, não precisa responder.
... Ela realmente pensa que eu sei o que aconteceu?...

Ela trocou o curativo, levantou-se e levou o balde e os restos de faixa para fora do quarto, retornou em poucos estantes para terminar os cuidados.
– Está melhor? — perguntou colando a mão sobre a testa de Orochimaru.- Quando te encontrei estava quente e desmaiado à beira do rio...
... Então foi isso, eu desmaiei! Mas por quê?...
– Estou bem — com sua voz rouca — obrigado.

Sua voz rouca lhe fez lembrar o que aconteceu, sua dor, seus gritos, a água fresca, a cobra, a picada e o canto. Ah! O canto, o belo canto...
– Era você que estava cantando? — disse dispersando o barulho dos grilos e sapos da noite...
– Cantando, você escutou? — disse virando o rosto timidamente para baixo.
– Acho que sim. Não me lembro bem...
– Sim, era eu...
– você canta muito bem!
– O...obrigada — indagou com a timidez tomando conta de si. — T...tente deitar e dormir, talvez fique melhor!
Ela se levantou e foi até a porta que, antes de encostar na maçaneta ouviu:
– Obrigado... Por me salvar!
Ele olhou pela janela, sonhando acordado com a voz na cabeça, deitou, fechou os olhos e não dormiu, continuou a sonhar e a ouvir a voz da floresta, que para ti voltou a cantar...

Ela apagou a vela, em quanto cantava, e seu som ressoava pela floresta em perfeita amônia, o brilho da lua cheia iluminava o quarto todo. O brilho branco, da cor de Yume, que lhe trará paz por toda sua vida.

Notas finais
Naomi: nome feminino japonês que significa - Acima De Tudo, Beleza. Musica que usei como inspiração para criar a cena do canto: www.youtube.com/watch?v=RimdeE9iUDk