A cidade dos andróides

2 Capítulo 2: A cidade dos andróides


Na manha seguinte eu acordei com um telefonema do Joseph e mesmo com sono eu atendi a ligação.

–bom dia Fabio, eu tenho que falar com você.

–o que foi cara disse com voz de sono e meio enjoada.

–e a Alfa, ontem ela teve um pesadelo, íamos ligar pra você mais já era 00h57min e não queríamos te acordar tão sedo.

Nesse momento eu fiquei pasmo, eu não tinha criado ela com essa capacidade.

–mais como assim pesadelo. Não programamos pra ela fazer isso.

–e eu sei mais foi o que ela fez eu acho melhor você vir até aqui.

–certo, eu estou indo.

eu sai correndo de minha casa, entrei no carro muito mal vestido e para chegar mais rápido eu resolvi usar a via subterrânea. Demorou apenas alguns minutos e quando eu entrei na casa Leona eu me encontrei com a Alfa que ficou muito feliz em me ver.

–pai! Você voltou disse enquanto me abraçava.

–e eu voltei eu sabia que tinha alguma coisa errada, ela não deveria ter sonhos ou sentimentos tão complexos.

Ela me levou ao quarto onde me mostrou vários desenhos que ela tinha feito. Todos demonstravam uma habilidade e criatividade que não deveria existir. Eu a deixei desenhando e sai para conversar com a minha equipe.

–muito bem, algum de vocês pode me explicar como ela esta desenvolvendo habilidades que não programamos previamente.

Eles ficaram calados até que a Ada resolveu falar

–eu acho... que sei porque.

–e mesmo sabe, então diga o que você acha.

–eu acho que tem haver com a CPU usada que eu achei em um deposito, eu não tinha dinheiro para comprar uma nova então eu tive que improvisar.

–então essas habilidades vem do antigo dono dessa CPU.

–e bem provável

Eu pensei um pouco sobre isso e então cheguei a uma conclusão

–eu tenho que levar ela até a cidade dos andróides pra examinar essa CPU, temos que saber a que tipo de robô ela pertenceu e quais são as habilidades dele, com o livre arbítrio da Alfa isso pode gerar uma coisa diferente do esperado.

–e pode ser uma boa idéia disse Ada

–então esta combinado eu disse

Alfa não protestou em sair comigo já que ela confia em mim mais ficou com medo quando eu disse que íamos a um hospital. A cidade dos andróides fica a 5 km da costa do Japão e só e acessível pela água ou ar. Lá os robôs aprendem tudo que precisam para servir aos seres humanos, todos os robôs foram treinados aqui a não ser em casos especiais. A cidade e um conjunto de edifícios e laboratórios ocupados por gênios da robótica e máquinas inteligentes de todos os tipos, na recepção eu informei o que queria ao computador que me indicou a sala cinco de exame de CPU.

Na sala alfa tocou o painel transparente que em segundos levantou todas as informações técnicas do corpo dela. Composição, modelo das peças mais foi à sessão da CPU que me deixou impressionado

CPU-FZ 18 núcleos de 4.26 GHz

Memória RAM HDNA de 70 terabytes

Extensão de apoio a A.I avançada V 1.9

Data de fabricação 05/07/2029

–isso e impossível um computador desse tipo não existiam em 2029, a memória HDNA só foi inventada em 2052.

–isso sou eu perguntou Alfa olhando suas especificações técnicas.

–de certa forma e, mais você não e só isso tem algo mais dentro de você

Ela ficou um pouco pensativa e depois sem falar nada seguiu para um dos quarto onde os robôs ficam guardados. Era um quarto não muito bonito afinal as pessoas não respeitam os robôs como gente. Da minha sala eu podia ver monitorar os movimentos dela pelo computador e quando a noite chegou, ela escreveu em um papel que queria ficar sozinha e o mostrou para a câmera e depois de alguma forma ela a desligou, isso me assustou e me fez ir até o quarto bater na porta mais ela não abriu e eu dormi ali mesmo cheio de pensamentos e medo do que pode acontecer a ela no futuro.