Notas iniciais
Oi sumida (o) rs BEEEEEEM, como o prometido, cá está o epílogo Pra não decepcionar eu tentei fazer o mais amorzinho possível e confesso que gostei muito ♥3 Aqui está mais um pouco de chuva de história Boa leitura!

Epílogo.

Um ano depois...

— Agora: a valsa dos noivos! – a cerimonialista anunciou e Levy, junto de todos os convidados, ovacionaram o casal em uníssono. Natsu e Lucy seguiram para o meio da pista de dança e passaram a dançar após os primeiros acordes da música.

Em sua sincera opinião Thousand Years já estava um pouco ultrapassada, mas mesmo assim a cena não deixava de ser linda, e o sorriso da noiva seria capaz de convencer a qualquer um que aquela era a melhor música do mundo.

Mesmo com um ano inteiro de planejamentos tanto a cerimônia quanto a festa foram pequenas e discretas, entretanto Lucy não economizou em fazer um evento elegante para os parentes e amigos mais próximos. Após semanas de conversa ela finalmente conseguiu convencer Jude a não chamar nenhum de seus sócios, reservando a comemoração para as pessoas que ela realmente estimava.

Pouco depois de terminarem a dança com um beijo, os convidados se amontoaram na pista para seguir o bailado ao som de A Beautful Mess.

Jellal e Erza se encontravam de pé próximos a mesa, brincando ao som da música com a filha de 7-8 meses. Juvia, de alguma forma desconhecida por humanos, conseguiu arrastar Gray – que em breve ia apanhar de certo mecânico por estar, na cara dura, passando a mão na sua prima – para o meio daquela gente.

Levy não foi convidada por Gajeel, que estava logo ao seu lado, pois havia reclamado há poucos minutos que sentia dor no pé. Permaneceram sentados com as mãos entrelaçadas assistindo o desenrolar da cena enquanto comiam um bolo que, na concepção da maioria dos convidados, parecia ter sido feito pelos deuses.

A azulada percebia pelo canto do olho que estava sendo encarada fixamente pelo namorado que nem mesmo se esforçava em disfarçar. Ela não se sentia particularmente incomodada, mas precisava fazer um esforço sobre-humano para se concentrar e não ficar com as orelhas vermelhas, enrubescida.

— Eu amo você. – ela piscou algumas vezes. Ah, aquilo a tinha pego de surpresa.

Esquecendo-se da festa e de qualquer outra coisa existente no mundo, a mulher se virou para aquele que ela considerava o homem mais bonito do mundo.

Ainda se sentia entorpecida em como as coisas se desenrolaram rápido desde que foi morar em Tóquio. Ela pensou e tentou se manter discreta quanto ao seu relacionamento com Gajeel, envergonhada por há pouco tempo ser uma contratada do homem e de repente, a sua namorada. Todavia, como ela logo iria se dar conta, as coisas não se mantinham nada discretas com os amigos dele, que a recepcionaram de modo muito simpático.

— Vê se prende esse homem direito! – Gray, que era o mais tinha medo de relacionamentos, foi quem falou.

E agora, ali estava ela no casamento de Lucy, que particularmente fez muita questão de se aproximar dela e ainda a chamou pra ser madrinha aos quarenta e cinco do segundo tempo.

— Eu tinha certeza que Gajeel ia arranjar alguém legal a tempo. – confidenciou as risadinhas uma semana antes do enlace.

— Bom, isso foi repentino. – sorriu com os lábios trêmulos. — Qual é a dessa surpresa?

Bom, ela sabia que isso não era coisa que se perguntava, mas ainda estava muito nervosa pra responder. Havia se questionado por algum tempo quem iria se declarar primeiro dessa forma, mas era difícil perceber que o moreno estava explodindo tantos sentimentos quanto ela.

— Eu estava aqui pensando… – iniciou, o rosto virado para as pessoas que dançavam. A McGarden logo percebeu que ele se sentia tocado pelo clima da festa e isso não a deixou menos feliz. — que você é a única mulher que eu fiquei sério desse jeito.

— Hmm… – sussurrou, aproximando os lábios dos dele e sentiu a língua ousada antes de leves mordidinhas. Teve que bater no braço dele para que se afastasse já que sabia muito bem o que ele queria quando fazia isso. — Tem certeza?

— É óbvio que eu tenho, se tem uma coisa em que eu sou expert, além de carros e você, é em mim mesmo. – a azulada ergueu as sobrancelhas, incrédula, porém não o interrompeu. — Vamos comparar: primeiro teve Cana, o que por si só já deve dizer muita coisa porque aquela mulher é atormentada. Eu não conseguia ficar perto dela por muito tempo sem ficar com dor de cabeça por causa do cheiro de bebida.

— Vocês brigavam demais? – diferente de muitas pessoas, ela não se sentia nem um pouco incomodada em falar sobre suas ex-namoradas, talvez por conta do treinamento que teve.

— Não dava, né. Eu começava a falar e ela dava risada de tão bêbada que estava. – ele mexeu as sobrancelhas, fazendo ambos rirem — Segundo: teve Kinana, mas não fomos o casal mais firme do mundo, já que ela estava realmente apaixonada por outro cara. – apontou para o outro lado do salão onde a mulher citada dançava com Erick. — Terceiro: acho que Laki foi o namoro mais sério, só que com o tempo ficou desgastado já que ela era uma pessoa muito focada.

— Eu também sou uma pessoa focada!

— Mas você sabe diferenciar sua vida acadêmica da social – ele deu de ombros — Não ia durar muito de qualquer forma. E…

— E..? – incentivou, ansiosa para que ele continuasse. Sentia que, caso sorrisse, nunca mais conseguiria parar, de tão exultante que estava.

— E… é claro que você ainda tem a vantagem de ser bonita como a peste. – falou apertando as bochechas dela, entretanto, dessa vez a mulher não praguejou contra o ato.

Ali estava Gajeel, um exímio partidão, expondo sem nenhuma vergonha o que sentia por ela. Era como se tivesse subido aos céus e, ao descer, os tivesse trazido consigo. Queria abraçá-lo e beijá-lo com toda a reciprocidade possível, porém tinha noção de que estavam em um local público e não queria deixar ninguém se sentindo desconfortável.

— Bem, eu já suspeitava. – destilou, tomando um pouco de água e o olhando de esguelha. Ela havia pensado em beber algo alcoólico, mas depois dessa declaração queria se manter o mais sóbria possível.

— Ah, é mesmo? E como você suspeitava disso, McGarden? – a voz dele fazia com que ela virasse manteiga derretida. Contendo um gemido, lambeu os lábios antes de responder.

— Ninguém faz amor desse jeito sem sentir nada. Principalmente na semana passada. – a azulada se abanou, repentinamente se sentindo com muito calor. Queria tirar aquele vestido apertado e também todas as roupas dele, abraçá-lo com pele na pele, tocá-lo com a ponta da língua… Tinha que tomar cuidado consigo mesma, pois já estava divagando.

— Aquele cara me tirou do sério. – revirou os olhos ao ouvi-lo citar Jet, um de seus ex-namorados e também grande amigo.

— Ele é inofensivo.

— Agora não faz diferença. Já me entendi com ele – colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. — e com você também.

Ah, e como havia de resolvido...

— O que eu faço com você, Redfox? – sussurrou ofegante, lambendo os lábios de ansiedade. Rindo baixinho, o maldito a beijou.

— Eu tenho algumas ideias...

Levy tinha uma clara noção de que o moreno realmente lhe gostava, levando em consideração a loucura que havia feito indo atrás dela. Mas confessava pra si mesma que sentiu muito medo quando mudou de cidade e firmaram um relacionamento. Parecia utópico demais as coisas darem tão certo com esses sentimentos tão novos.

Não foi tão simples, entretanto até mesmo para brigas eles encontraram uma rotina – pelo menos uma vez na semana e, ao contrário de seu pensamento pessimista, o namoro atravessou um ano inteiro sem que houvesse uma queda repentina nos sentimentos que impulsionasse um término.

Até mesmo o sexo, que deveria se tornar menos frequente com o passar do tempo, não se tornou menos espetacular. Para isso, Gajeel tinha uma teoria que lhe foi apresentada há alguns meses:

— Estamos juntos a oito meses, fazendo sexo regularmente – ditou enquanto tirava a camiseta dela — nos conhecendo cada vez mais e também o que o outro gosta. Isso deve tornar a transa ainda mais maravilhosa, não pior. Não sei pros outros, mas relacionamentos não me fazem desaprender a transar e sim a ficar ainda melhor nisso, principalmente com você.

Céus— pensou, forçando-se a se afastar dele. Aquele homem ainda a deixaria maluca em todos os sentidos da palavra.

Havia percebido também que aqueles dois meses em trabalhou como cupido foram totalmente fora dos padrões de Gajeel. Se deu conta que, na verdade, ele era um homem silencioso que preferia ficar em casa na maioria das noites. Não era algo de que podia reclamar, pois gostava de quando ele fazia carinho na sua cabeça enquanto a ouvia falar sobre seu dia e tinha mais certeza ainda que era especial quando ele abria a boca e começava a dizer das coisas que tinham acontecido consigo.

— Venham todas para cá, chegou a hora da noiva jogar o buquê! – a cerimonialista anunciou no microfone e Juvia acenou da pista a chamando, animada.

— Eu te amo. – falou depois de beijá-lo castamente nos lábios e saiu de lá, não dando tempo para que respondesse.

Qual foi a surpresa de, mal chegando perto do conglomerado de mulheres desesperadas, o buquê cair bem na sua mão como se Lucy tivesse lhe lançado diretamente?

Assustada, ela ouviu o lamento de algumas das damas enquanto o resto do salão lhe ovacionava, impulsionado por Natsu e Gray. Perto da mesa Erza lhe lançou uma piscadela ao mesmo tempo em que Jellal assobiava com os dedos.

Respirou fundo segurando firmemente o buquê ao se virar para onde o namorado estava. Bom, os ventos traziam boas notícias.

Já que do outro lado do salão, batendo palmas junto dos outros, Gajeel sorria.

Notas finais
THE END, FIM, FINISH, FINIS, ACABOOOOOOU agora sim rsrsss, dessa vez é de verdade e sobre essa história já não se tem mais nada Espero que tenham gostado desse bônus pequenininho, caso tenham visto algum erro me avisem Beijo no coração
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!