A casa dos monstros
22 Capítulo 22 - Smile Dog
Notas iniciais
Estava chovendo forte, com trovoadas e relâmpagos. Eu estava olhando pela janela da sala, ajoelhada no sofá que ficava bem na janela. Eu vi algo que me deixou extremamente curiosa. Algo no meio da floresta que me olhava fixamente, com um sorriso macabro. Eu estava tão concentrada que nem percebi que Jeff tinha chegado. Ele me abraçou, e eu meio que me assustei, mas em vez de gritar como qualquer garota faria, eu o arremessei para longe. Foi um reflexo de defesa.
– Oh! Me desculpe, é você...
– Sim... Ai, nossa não imaginava que você tinha tal força.
– Você me assustou a culpa é sua.
– Não pensei que fosse se assustar, você normalmente sente quando tem gente por perto.
– Eu estava concentrada. — Virei para ver se o que eu tinha visto ainda estava lá. Mas não estava mais lá.
– O que você estava vendo?
– Não sei, ainda.
– Como assim? — Ele se ajoelhou do meu lado.
De repente no vidro em vermelho apareceu uma mão, era apenas as digitais de toda a mão. Jeff se assustou e quase se jogou para trás. Mas eu segurei em seu braço. Algo começou a correr em nossa direção, eu empurrei Jeff para o lado e esperei aquela coisa vir só em mim.
E então um cão surgiu, ele atravessou o vidro. Na hora pensei que fosse um fantasma, mas era algo muito pior. Era uma criação de bruxa. Eu não via um daqueles a anos. Ou melhor a uns três séculos. Quem foi a retardada que criou essa aberração? Não era um cão comum, ele tinha um sorriso macabro, e sangue escorria de sua boca.
– Fique longe, Jeff! — Quando me dei conta Slender estava atrás de mim.
– O que é isso? — Slender disse.
– Um cão, feito por uma bruxa, mas é mais provável que tenha sido feito por uma principiante ou amadora. Afinal não parece um cãozinho obediente.
Ele me olhava fixamente, parecia que ia me comer com os olhos. Ele foi se aproximando de mim, Slender ia me puxando para trás, eu sai dos braços de Slender, queria ver o que o cão queria. Ele me cheirou, em seguida balançou a calda, parecia querer dizer algo.
Sendo uma criação de bruxa amadora era meio impossível ele soltar qualquer palavra, se fosse uma bruxa com mais experiencia até poderia ter o feito falante.
– Gosta de cães? — Essa frase ecoou na minha mente.
– Gosto, eu tenho seis cães infernais. — Eu respondi normalmente.
– Eu sou o Smile. Não tenho dono. Mas por alguma razão ele me persegue.
– Ele quem? — Slender e Jeff me olhavam assustados, não estavam entendendo nada.
– Você não o vê? Ele está do meu lado. — Eu olhei ao lado do cão, tinha um diabrete junto a ele. Era um diabrete adulto, tinha pele vermelha, olhos negros, cabelos loiros e compridos.
– Você!
– A quanto tempo, filha de Lúcifer...
– Porque anda com o Smile?
– Assim que alguém destruí-lo eu poderei ter a alma dele.
– Quer a alma de um cão?
– Ele não é um cão comum. Não sente a forte energia vinda dele?
– Sinto, mas... Você devia deixa-lo em paz.
– Por que?
– Você se esqueceu do que sou capaz?
– Eu não tenho medo de você, Evans.
– Você é desagradável. — Me aproximei, pequei com força em seu pescoço. Ele finalmente apareceu para os outros que estavam na sala, antes só eu eu Smile podíamos vê-lo.
– Me... Larga... Sua vadia!
– Não te ensinaram bons modos?
– Filha de Lúcifer... Você ira me pagar...
– Você vai fazer o que? É só um diabrete. Não pode soltar um pum sem eu autorizar. Uesotoue ceuknitorojatouk uesotoja cejaniceuelujadouk. Adeus, você está banido da terra até segunda ordem. — Ele desapareceu.
– Obrigado. — Smile me olhou com uma carinha de pidão.
– De nada. Tem algum problema ele ficar aqui?
– Acho que não, se ele não atormentar ninguém, nem fazer necessidades dentro de casa... — Slender cruzou os braços.
– Smile, seja meu cão.
– Você quer ser minha dona? — Ele pulou em cima de mim.
– Quero, acho que se daria bem com meus outros cães.
– Obrigado.
– Sempre quis um cão. — Jeff comentou.
– Agora temos, já que sempre quis um pode me ajudar a cuidar dele, né? — Dei um sorriso meigo, que se era impossivel resistir.
– C-Claro. — Ele disse após me ver sorrindo.
– E você, Slender? — Eu dei o mesmo sorriso.
– Mas... Eu não disse nada. — Fiz cara de cãozinho que caiu do caminhão de mudança.
– Tudo bem eu ajudo.
Voltei a sorrir. Um disquete surgiu em minhas mãos. Agora vamos ficar juntos Smile, não se sinta sozinho. Você não precisa mais matar inocentes, não precisa matar quem não repassou o disquete, porque agora o disquete está comigo.
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