A casa dos monstros

2 Capítulo 2 - O homem sem rosto


Notas iniciais
O nome da personagem principal é revelado aqui. Não que fosse um segredo, mas eu não tinha achado o momento certo para fala-lo.

Eu li tudo que havia nas fichas. A que falava sobre a casa dos monstros foi ligeiramente interessante. Ela falava sobre uma casa no meio de uma floresta, cujas arvores eram negras. Na casa habitava diversos tipos de "pessoas", seres deformados, psicopatas, sociopatas, maníacos, entre outros que eram rejeitados pela sociedade. Dai vem o nome.

Fiquei tão curiosa, queria saber mais. Muito mais. Quero conhece-los, saber como pensam. Porque matam injustamente.

Na minha vida eu sempre tentei ver os dois lados. Os humanos sempre falam mal do meu pai. Mas na verdade eles não sabem que meu pai só mostra ambos lados. Quem escolhe o caminho é a pessoa. Ele não faz mal as pessoas porque quer, ele faz por que elas merecem.

Não é ele que te corrompe. Não é ele que te leva ao inferno. São suas ações que fazem isso. Mas os humanos ignorantes sempre colocam a culpa nele, é mais fácil colocar a culpa do que assumir os erros, não é?

A casa dos monstros encontra-se em Greenville, Nova Iorque. Vou para lá agora. Viajei para a cidade, fui de avião. Eu podia simplesmente me teleportar, mas senti saudades de andar de avião.

Eu cheguei ao aeroporto. Então fui em direção a floresta negra, era como eles chamavam.

Eu estava vestindo um vestido tomara que caia- liso, na cor preta e colado ao corpo — junto de um espartilho branco, com detalhes pretos. Salto alto, preto. Minha pele é pálida, não sou muito alta — um e sessenta. Tenho cabelos — castanhos escuro — que vão até meu quadril, são lisos e sedosos — com uma franja reta que cobre toda a minha testa, fica perfeitamente sobre minhas sobrancelhas. Meus olhos que me permitem transitar pelos humanos são castanhos escuro, mas a cor original deles é vermelho.

Já estava ficando escuro, a floresta por si era escura, mas com o cair da noite ela ficou muito mais escura. Meus olhos voltaram a cor original, eu conseguia ver mesmo no escuro. Caminhei até encontrar uma casa

Ela é acabada, mas parece bem firme. Fiquei olhando entre as arvores, esperando alguém aparecer. Então eu vi aquele homem, alto, de pele branca, sem rosto. Acho que ele não me viu. Minha calda aparecia.

Eu tinha uma tatuagem na perna — em forma de calda de demônio. Era comprida e dava três voltas na minha perna, depois seguia até meu calcanhar, reta. Era vermelha, e na ponta era uma seta.

A calda permanecia sempre dentro da minha pela, e fora ficava com a forma tatuada, quando ela saia a tatuagem também se ia.

Fiquei esperando o homem fazer qualquer coisa. Mas ele ficou lá, parado, olhando para um ursinho de pelúcia, que estava em sua mão.

Me aproximei, por alguma razão eu senti que ele não ia me atacar. E quando eu estava perto dele. Ele se virou e me encarou. O que era quase impossível já que ele não tinha olhos.

– Olá, sou Charlotte Evans. — Eu disse enquanto encarava-o.