A casa dos monstros

18 Capítulo 18 - Nunca fale mal da mamãe


Notas iniciais
Olá meus/minhas caros (as) leitores (as). Por enquanto só vi leitoras, mas melhor deixar em aberto. Estou muito feliz com os comentários, quando os recebo dou um pulo de felicidade. Sério, eu deixo o wifi do celular ligado, ai recebo email da Nyah Fanfiction, é o momento que eu fico com um sorriso de três metros na cara. Chega de enrolação, aproveitem o capítulo.

Minhas pupilas afinaram, meus olhos tomaram a cor original, vermelho. Minha calda balançava de um lado para o outro.

– Você quer saber como é o inferno? Eu te mostrarei como ele é. — Eu disse, em tom ameaçador.

– Brigue comigo, esse fraco não tem condição. — Rake falou, sua voz me irritava.

– Vuukceueso meue puroukvuukcejarojame... Já estou no meu limite, seus desgraçados. — Primeiramente eu disse "vocês me provocaram". Eu queria acabar com eles, mas me contive, primeiro as torturas.

– Você se julga muito esperta, Evans.

– Eu não me julgo, eu sou.

– E como vai me enfrentar? Você ao menos sabe algo sobre mim?

– Você é um demônio escravo. Foi muito maltratado, chicotadas, surras. Você está nesse mundo desda escravidão demoníaca, ou seja, eu já li seus arquivos. Mas, os mal tratos não são desculpa para atormentar humanos, apenas faz isso porque não tem força para maltratar quem te feriu, não é forte o suficiente para matar um guarda real, só seria uma desculpa se um humano tivesse feito coisas a você. Provavelmente foi bonito, mas devido aos anos de escravidão se tornou nojento, feio, cheio de cicatrizes. Um verdadeiro monstro, não apenas por aparência, mas pelo que faz.

– ... Você não sabe de nada, eu não sou um monstro. — Ele estava levemente irritado.

– Já se olhou no espelho? Se tivesse sido um bom menino eu te transformaria em um lindo demônio, como você era antes, mesmo sendo apenas um plebeu, que foi tirado de seu trabalho na sala de torturas, para queimar nas chamas do inferno. Você lembra? Existia muitos diamantes brancos, que continham a essência da vida. — Fiz uma pausa — Na época, papai queria sugar até o ultimo fio das preciosidades que o inferno tinha, se tivesse tantos diamantes brancos ele poderia sustentar a vida da mamãe. Mas por culpa de idiotas como você mamãe morreu. Faz muito tempo. Não é Rake?

– Seu pai sim é um monstro, eu estava feliz com meu trabalho, torturar pessoas era meu maior prazer. Eu nem precisava de almas para me sustentar. Então me mandaram para lá, eu queimava, a todo minuto. O egoísta do seu pai acabou com minha vida.

– Egoísta? Ele não pensava apenas em deixar mamãe viva, também pensava que se mamãe vivesse ela poderia curar todos que se machucaram colhendo diamantes. Eu era muito nova, ainda não podia fazer isso.

– Sua mãe nunca perderia tempo nos curando.

– Você não sabe nada sobre minha mãe. Seu imprestável! Você nunca amou ninguém, então cale essa boca, desde que nasci a unica pessoa que eu amava que não perdi, foi meu pai. — Uma enorme aura negra contornou me contornou, presas surgiram, em seguida garras, minha roupa foi substituída por alguns tecidos de couro, cobrindo meus seios e minhas partes intimas, terminando com uma bota de cano comprido. Minha calda era pontuda. — Rake, você deve morrer, já cansei de você! Bastardo.

Parti para cima dele, percebi que ele tremeu. Nunca tinha sentido pena de alguém, até aquele momento, mas não exitei, finquei a calda em seu coração. Ele arregalou aqueles olhos mortos. Tirei a calda e ele caiu no chão.

– Que rápido, esperava mais de você. — Dei as costas, ele agarrou minha perna.

Rake fincou suas longas unhas na minha perna, eu gargalhei. Como era tolo, eu não sentia dor. Além de ter uma pele que se regenera fácil. Ele me arremessou para longe, dei uma volta no ar, parei de pé.

– Eu não vou perder para uma mimada.

– Mimada? Realmente tive tudo que desejei, mas o amor de minha mãe foi o que mais queria, e não pude ter tanto quanto queria, ela só viveu o suficiente para eu ter aparência de uma criança de três anos.

– Eu não tenho culpa se sua mãe era uma fraca.

– Fraca... — Corri em uma velocidade absurda, comecei a espancar Rake com minhas próprias mãos. — Não chame minha mãe de fraca. Bastardo. Nojento, tudo que você passou colhendo diamantes, pense em uma coisa dez vezes pior que isso, vai ser seu castigo no inferno, eu vou lhe mandar para lá e vou fazer questão de escolher os piores castigos, os mais doloridos, e você vai sofrer tanto mais tanto, só para melhorar não vou mata-lo, vai permanecer vivo, e sofrer cada vez mais, até não aguentar mais e morrer, sua alma vai continuar lá, sofrendo, desgraçado.

Eu estava socando ele por tudo, estava irada, Ben estava encolhido, no fim o sádico era apenas um garotinho medroso. Jeff parecia encantado, por alguma razão tinha sangue escorrendo de seu nariz, imagino que era por culpa das minhas roupas, afinal ele nem sequer tinha sido atingido. Eu soquei e chutei Rake, até ele não aguentar mais, por fim mandei ele para o inferno, ele estava desmaiado. Talvez eu tenha passado dos limites, mas... Odeio quando falam da minha mãe, pelo que papai me contou ela era uma mulher admirável, de imensa coragem e força.

Não aceito que falem dela. Não perdoarei quem chama-la de fraca, mamãe podia ser um demônio, mas era justa. Por isso que me esforço tanto para ser justa, quero ser como a mamãe, uma mulher forte e respeitada.

Notas finais
Falando com sinceridade, quando eu estava escrevendo a parte que Charlotte xinga Rake por ele ter a chamado de fraca, eu estava sentindo raiva por ela, se falassem da minha mãe eu acho que teria xingado tanto quando Charlotte xingou. Quase quebrei as teclas escrevendo aqui kkk. Aproposito, que quiserem me falar das suas fanfics é só deixar o nome delas que eu vou conferir, se eu gostar eu acompanho e comento em todos os capítulos. História anterior a essa: The Dark Angel