A casa dos monstros
16 Capítulo 16 - Rake...
Notas iniciais
Em um final de tarde estávamos reunidos na sala principal, como sempre. Estava eu, Sally e Slender em um sofá, no outro sofá estava Ben e Jack, e jogado em uma poltrona estava Jeff, na maior folga.
Escutei um barulho vindo do corredor dos quartos, Rake saiu do corredor, ele tinha olhos negros, pele cinza, seu corpo era deformado, não tinha cabelo, sua unhas eram enormes, tanto as dos pés como as da mão. Ele não falava, mas de acordo com que Slender me contou ele era um monstro muito estranho. Achei que devia investigar sobre isso, esperei ele sair e fui de atrás dele.
Ele saiu de noite e foi para a casa de algum humano, da beira da cama observava os humanos dormindo. Pelo que percebi os humanos ficam agonizados quando ele os observa, agonizados enquanto dormem. No começo não entendi, mas então imaginei que Rake atormentava os sonhos deles. Acompanhei ele por uma semana, ele sempre ia na mesma casa, observava o mesmo humano, era um homem, aparentemente com uns trinta anos de idade. Até que o homem surtou, sim ele entrou em loucura, não aguentava mais ser perseguido nos sonhos. A cada noite Rake se aproximava mais do homem. Até que uma noite ele o matou.
– Porque faz isso? — Eu não aguentava mais observa-lo quieta.
Ele me olhou e então finalmente falou algo, não era um idioma humano, era o idioma demoníaco, eu lembro quando papai me ensinou os idiomas humanos.
– Rusosouk nijãuk ue doja souaja ceuknitoja. — Ele disse "Não é da sua conta".
– Puukruso torojatoue doue meue dojaro uameja buukja uexupulurucejasuájãuk — Falei já me irritando "Pois trate de me dar uma boa explicação".
– Vuejaru fijazuuero uk ukauaue? — Ele falou com tom de deboche"Vai fazer o que?".
– Jagjouajarodoue... — "Aguarde". Eu abria as minhas asas e sai pela janela, voei de volta até a casa dos montros.
No dia seguinte andei pelo centro da cidade, escutei muito boatos de que um homem cometeu um "suicídio misterioso". Eu sabia muito bem que não tinha sido um suicídio.
Estava sentindo tanta raiva de Rake. Tanta que até minha aura estava diferente. Claro que eu nunca mostraria para ninguém minha raiva, sempre fui do tipo que pode estar se roendo de raiva, mas sempre resolve tudo com calma. Esse é o traço de uma nobre demônio, sempre manter a calma, e destruir o inimigo com graciosidade. Foi assim que papai me ensinou, mas eu nunca precisei me segurar, já que tenho a personalidade exatamente assim.
Eu cheguei na casa, entrei, sentei no sofá, ao lado de Jeff, fiquei pensando, planejando minha vingança, Rake não tem motivo nenhum para fazer mal as pessoas, ele é realmente um monstro. Ele simplesmente se entregou quando falou comigo na linguagem infernal. Um demônio... Ele deve ser destruído, ao menos que pare com a matança. Amanhã vou falar com ele, e se ele se recusar a parar, eu o matarei. Não há razão de, um ser que mata sem motivo, existir.
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