A casa das ilusões, uma nova versão.
1 Prologo
Notas iniciais
São Paulo, 22 de janeiro de 2015.
Caro desconhecido.
Eu sei que vai encontrar essa carta que deixei cuidadosamente em cima do banco da praça, próxima aonde tudo aconteceu. Sou a Mônica, eu sei que você sabe. E escrevi para mostrar o que senti diante disso tudo.
“Eu não quero estar acima de você Mônica! Quero estar a sua altura!”
“Pois ninguém vai tirar você de mim! Pode confiar em mim, Mônica!”
Essas foram às palavras que ele mencionou, ele queria me derrotar, isso é tão irônico, eu desejei ser derrotada. Por toda a minha vida eu fugi de seus planos, de suas brincadeiras e de seus xingamentos, mas naquele dia, eu desejei ser derrotada. Estava iludida. O quanto eu era burra. Acreditei em suas palavras tão facilmente e descobri que não valeram nada.
“Acorda garota, você acha mesmo que se eu te amasse não estaria com você?”
Cebolacio Junior Menezes da Silva. Apelido: Cebola. Foi Cebola quem eu mais amei, acreditava que com ele conseguiria ser alguém melhor, acreditava que ele me derrotaria e que estaríamos juntos ate o fim. Acreditava.
“Foi tudo um plano pra te ver assim.”
Planos. Isso era o que o fazia melhor, seus planos, sua mente era brilhante e com ela ele arquitetava planos e mais planos. Talvez a vida dele fosse mesmo um plano, vai saber. Ele ficou tão obcecado que seus planos tomaram sua vida, e a minha.
“Você nunca mais vai ficar no meu caminho!”
Eu não sabia, era como se meu coração me impedisse de ver que a porta certa estava escondida nas sombras, que a pessoa certa sempre esteve ali esperando uma chance, uma chance ao qual só eu podia dar, era minha escolha, minha vida, nossa vida.
“Eu te amo!”
Quem me salvou? Quem me ajudou a ver? A esclarecer tudo? Quem teve poder o suficiente pra me mostrar que o certo pode ser errado? Quem teve a brilhante ideia de rachear o computador e nos levar aquela casa grande e sombria? Essa pessoa é você, um completo desconhecido. Você me mostrou quem eu realmente amo e que minha vida só depende de mim.
Obrigada, por nos levar aquela casa e nos mostrar tudo. Meu futuro foi salvo por você. Você é muito forte e espero um dia te conhecer. Espero que essa carta tenha sido o suficiente. Muito obrigada.
Atenciosamente
Mônica
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