A carta que não entregarei
1 Capítulo único!
Notas iniciais
Tenho um tempo essa no meu caderno, mas acabei esquecendo de postar ela por dois anos. Isso mesmo, dois anos! E eu iria post-la somente no meu blog, mas raramente tenho o usado e por isso o postei primeiro no SocialSpirit e agora postei por aqui.
Boa leitura.
"Existe coisas, que nós mortais, poderiamos e não poderiamos saber.
Deveria começar estar carta com a simples educação que nos fora dado quando menores, quando íamos a escola e odiavamos aquilo. Odiavamos ter-mos que ir para aquele lugar quente e sem o conforto que nos fora dado desde que nascemos... Mas, eu estou cansado dessa educação."
David olhava, de forma preguiçosa e com o minímo de interesse possível, a carta em suas mãos pois já sabia de cór o que estava escondido ali dentro, com uma letra fina e galante, meio caida para o lado direito.
"Existe coisas que eu pretendo que você saiba, Lucienne, mas nesse preicoso momento estou tremendo.
Este precioso momento estou sofrendo e chorando internamente. Nunca fui um rapaz de escrever cartas e também nunca fui de falar abertamente sobre as coisas que sentia... E, estou cansado desse meu lado covarde."
Os cabelos louros que havia sido devidamente penteados estavam uma bagunça devido o vento um tanto forte naquela tarde, as pernas pareciam-lhe tremer e o som do coração poderia ser ouvido a quilômetros.
"Lucienne, estou despedaçado. Seu rosto vem a mim todas as madrugadas e me rouba o sono, o juízo e o coração... E quando a vejo na cidade, você nem ao menos olha-me como todas as outras moças o fazem. Alguns amigos disseram-me que gosto de ti pelo simples motivo de me desprezar..."
Na véspera daquele dia, David socava a mesa e gritava com o pai, dizendo-lhe que não pretendia casar com outra moça se não fosse Lucienne... E então, descobriu que a mesma estava noiva de um homem anos mais velho que ela.
- De-lhe um jeito, então! — Gritava o rapaz, socando a mesa.
- O que quer que eu faça, insolente? — O mais velho o respondia do mesmo modo rude.
- Mate-o!
Ambos se aquietavam, olhando-se de modo apavorado. Um, estava apavorado com o que havia dito e o outro com o que havia escutado.
E assim a briga daquela noite havia terminando, fazendo com que David fosse para seu quarto, pegasse a pena e a enfiando-lhe a ponta na tinta escura ao mesmo que procurava por um papel decente para escrever. E assim começou a carta.
"Soube que esta noiva. Tenho ganas de o mata-lo. Um dos motivos é por ser mais velho que tu e o outro é por ter sido prometida a ele desde antes de nascer.
Não se pode romper um relac- Não, isto nem relacionamento é! Isso é uma pena de morte. Um abuso. Uma desgraça em sua vida que me impede de lhe tocar, de lhe olhar e pensar que poderei ter-lhe a primeira vez contigo depois de nos casarmos... Mas isso nunca irá acontecer."
O jovem comprimia os lábios de forma envergonhada, escondendo o rosto sobre a franja dourada. Os olhos estavam fechados, de modo a que estivesse pensando ou visualizando imagens em sua mente.
"Primeiro, não irá ocorrer por estar comprometida. E segundo por não ter sido capaz de me dirigir-me um olhar. Não que isso fosse importante, mas sempre é bom ser correspondido. Faz-lhe o peito queimar de paixão e o estomâgo a lhe habitar borboletas. Acredito que nunca chegarei a sentir essas coisas."
O rapaz olhava para a sua frente, como se estivesse vendo algo pela primeira vez. Um homem alto, talvez com 46 anos ou mais, descendo de uma carruagem elegante, as vestes escuras lhe destacavam a pele pálida e os cabelos cor de cobre. E então, a visão mais impossível de todas lhe vinha a frente dos olhos.
Lucienne soltava gritinhos de felicidade e pulava-lhe nos braços. A felicidade estampada em seus movimentos.
Os cabelos escuros da jovem escorriam-lhe pelos ombros e manchavam o vestido azul-céu, nas costas. Talvez em seu delicidado rosto estivesse um sorriso de orelha à orelha, pois não poderia ter a certeza devido a posição em que estava.
"Encerro esta carta com o meu síngelo parabéns pelo noivado e sinto muito por não ser-lhe o cavalheiro mais velho... Mas, eu ainda tenho ganas de o matar.
Simplesmente, a amo da forma mais doce possível.
No canto direito do papel estava a assinatura de David Boston com o carimbo de sua prestigíada família. Mas, o rapaz, abismado com a cena a sua frente se erguia da cerca de maneira e começava a caminhar em direção ao lado, vendo-o de longe o pequeno barco que havia usado para chegar ali. Seu fiel amigo estava ali, olhando-o de forma curiosa, mas nada perguntou, pois havia visto a carta com o lacre da família ainda intacto.
David, de furia, jogava a carta sobre o lago e berrava, enterrando o rosto contra as mãos e chorando de forma infantil, como a criança que outro dia havia alegado não ser. Sim, de fato, nunca iria poder sentir as borboletas no estomâgo. E também nunca pdoeria ver-lhe o olhar carinhoso de Lucienne em sua direção.
Nunca.
Notas finais
Até breve.
Ciao, ciao.
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