A canção que assobiava a Dona Morte
1 Capítulo 1 - Caminhando em Praga
Ah como eu adorava vir pra este lugar. Praga era o destino que mais fazia com que eu me sentisse vivo. Era descomunal a beleza daquele lugar, o formato das casas, a quantidade de almas que eu tinha que carregar daquele conjunto de amigas, Alemanha e Polónia. Sempre me fizeram com que eu não me sentisse sozinho, pois ser como eu, e ser sozinho.
Antes de mais nada preciso me apresentar, meu nome hoje é Erick Brent que ao decorrer destes fatos serei tratado na maioria das vezes. Por muitos anos fui chamado de Morte até que resolvi assumir forma huamana, para acompanhar durante o caminho só de ida, de maneira um tanto mais humana.
Tomei essa decisão por que quanto mais olhava os humanos, mais me apaixonava pela intrigante convicção deles de achar que há realmente algo após a morte mesmo sem fazer ideia do que tem do outro lado.
Meu trabalho é só atravessar as pessoas, não conheço muito do outro lado as poucas vezes que fui pra lá foram no século XIV em que o mundo era muito desorganizado. A Europa sempre me deu muito trabalho, nunca conheci povo que goste mais de atravessar pro outro lado. E nunca tiveram nem se quer a coragem de admitir que a peste negra foi culpa deles.
Mas o que mais me intriga nos seres humanos, é sua capacidade de direcionar os fatos pra algo, desde por a culpa a descrever atos físicos por suas fórmulas.
Havia um vilarejo que eu cultivava muito aquela época, mas isto é caso pra mais tarde.
Tudo que me interessava neste momento era Diana Closv, uma menina que estava prestes a cometer suicídio afogada no Vlatva que passa em baixo da famosa ponte Carlos. No caminho eu tinha passado por um homem que vendia sorvete, insisti pela casquinha de graça, mas o mesmo me negou, quase tive que ceifar sua alma pra poder levar a casquinha. Assaltei outro rapaz que passava do meu lado e fiz o pagamento.
Neste meio tempo olhei para a Ponte Carlos e vi que Diana já se pendurara numa corda maldição, não fiz nada para impedir o ato. Mas era inevitável na vida dela, Diana foi outro caso de morte que eu sempre tento evitar, mãe de duas crianças, abandonada pelo marido, que a trocou por uma striper da Polinésia.
Pobre Diana.
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