O portão do quartel tinha dez metros, era alto e azul, feito de metal. Estava fechado. Os muros em volta do quartel, eram um pouco menor que o portão. Zumbis batiam no portal de metal.Quantos eram? Meia dúzia, talvez.

A rua na frente do quartel estava deserta, com exceção dos zumbis que andavam por ali. Carros estavam abandonados, destruídos, com pessoas mortas dentro já saindo do carro, mas não mais como pessoas.

Mais zumbis se aproximavam do portão de metal, batendo suas cabeças e mãos nele. O portão já estava infestado deles, loucos para invadirem.

Mais para dentro do Quartel, havia uma estrada, e ao seu redor tinha árvores, um campo com obstáculos para pular a cavalo, e virando para o lado direito do final daquela mini-estrada, encontrava-se um muro um pouco baixo, com um portão da mesma altura de grade, também azul.

Por dentro, havia barracas, fogueiras, sacolas de supermercados,e várias pessoas ali. Campos de areia, tanto do lado esquerdo e direito, havia cavalos presos, ou pessoas montadas nele, andando pelo campo e pulando obstáculos. Era quase normal.

Pessoas sentadas em suas barracas, estavam todas agasalhadas por causa do frio, conversando e rindo juntos, em torno da fogueira.

No estábulo havia mais pessoas alimentando os cavalos, escovando-os, e alguns prontos para montar.

Mais a dentro do quartel, havia uma casa larga e alta, tendo quatro andares no total. Havia escritórios, lugares para dormir, com camas beliche em quase todos os quartos. Em uma das salas, num escritório, um homem estava com o celular no ouvido, xingando, e batendo-o na mesa, agoniado. Tinha pele clara, e cabelos escuros, se chamava Jorge.

– Não atende, de jeito nenhum! –Reclamou ele, olhando para a esposa que estava logo atrás, segurando na mão de um garotinho que aparentava ter cinco anos.

Ela tinha lágrimas nos olhos, e as limpava quando escorriam.

– Ele vai chegar..eu acredito...

– Mamãe, cadê o irmão? –Perguntou o garotinho, olhando para a mãe.

– Ele vai chegar em breve, espere. –Respondeu ela. –Tá bom? –Ela colocou o garotinho no colo, sorrindo para ele.

– Porque está chorando, mamãe?

– Nada, Pedro. Tá tudo bem. –Carla sorriu gentilmente para o filho.

Um carro vinha na direção do quartel, parando alguns metros distante dele. Uma garota ruiva, aparentando ter 17 anos, usando roupa militar verde, desceu do carro silenciosamente, tirando um controle remoto transparente do bolso, e apertou um botão dele e uma luz vermelha acendeu e começou a tocar uma musica. A garota jogou o controle o mais longe possível do quartel. Os zumbis ouviram a música e pararam de bater no portão, seguindo a música e a luz vermelha.

A garota se agachou, se escondendo atrás do próprio carro, observando os zumbis se afastarem do portão. Eles já estavam longe o suficiente da porta, e dela. Entrou de volta no carro, e dirigiu até a porta de entrada. Tirou o celular do bolso, discando um número.

– Atende! –Ela gritava para o telefone, enquanto os zumbis seguiam o som, mas alguns voltavam por ouvir o barulho do carro e ao ver a garota.

Alguns segundos depois, um homem atendeu.

– Alo?! Filho?! –Perguntou Jorge, com esperanças.

– Não!! É a Alessandra, rápido, abre o portão! -Disse a garota o mais baixo possível.

– Ah, você. Está bem, aguenta um pouco aí!

Ela desligou o telefone.

– Eu não estou afim de morrer! –Disse uma garota no banco de trás do carro.

– Ninguém vai morrer! –Disse Alessandra, pegando uma bomba de sua mochila e a lançando nos zumbis. Pulou dentro do carro, se abaixando dentro dele.

BOM!

Ouve uma explosão. Alguns zumbis caíram, mas voltaram a se levantar aos poucos. O portão se abriu lentamente. Alessandra fechou a porta do carro, e pisou fortemente no acelerador, entrando quando teve a oportunidade. O portão se fechou logo atrás dela.

Nenhum zumbi entrou.

A garota encostou a cabeça no banco, respirando ofegante, dando um suspiro de alivio.

– Ufa.

Ela entrou com o carro no quartel, o estacionando no canto dos estábulos.

Jorge estava saindo da casa grande e larga, encontrando-se com a garota.

– Achou ele? Alguma noticia? –Perguntou Jorge, ansioso.

Alessandra abriu a porta de trás de seu carro, e uma garota de cabelos até os ombros ,negros encaracolados ,que usava um óculos saiu de dentro dele, olhando um pouco confusa e assustada, com sangue seco em seu rosto.

– Daisy?! –Jorge impressionou-se ao vê-la, sorrindo com esperança. — Alguma noticia do meu filho?! –Perguntou.

– Não...Eu estive sozinha. Eles... me deixaram. –Respondeu a garota olhando para baixo.

***

Daisy estava jogada no chão de paralelepípedo da calçada de seu colégio, engatinhando para trás, tentando se afastar dos zumbis, que só se aproximavam cada vez mais dela. Observava a vã com seus colegas entrando ir embora. Engoliu o choro, voltando a se concentrar nos zumbis que se aproximavam dela.

O motorista que estava jogado no chão, conseguiu se levantar e correu dos zumbis que o perseguia. Os zumbis vinham atrás dele, os que se aproximavam de Daisy, olhavam agora para o motorista. Alguns o seguiam, e outros pulavam em cima da garota.

– Ahh!!! –A mesma agarrou os braços do zumbi que estava por cima dela, logo o chutando para o lado.

Mais se aproximavam dela, aproveitou que não estavam muito pertos, e se levantou, correndo para o portão do colégio. Outros vinham de dentro do colégio ao notarem a presença da garota. Estava super assustada, passou a mão pelo seu rosto, tirando o suor dele, tentando permanecer calma.

O motorista estava sendo cercado. Daisy olhou para os lados, logo para o chão. Havia cacos de vidros por ali, mas não eram tão grandes. Teve outra ideia, um pouco arriscada, mas precisava tentar.

– EI, VENHA! –Ela chamou pelo motorista que estava sendo cercado.

Um zumbi avançou na mesma, mas ela desviou, e correu na direção do motorista.

O puxou pelo braço, correndo junto com ele para o colégio.

– O QUE ESTÁ FAZENDO?! É suicídio ficar no colégio! –Gritou ele,um tanto desesperado.

– Eu sei o que to fazendo! –Afirmara ela agarrada ao braço do motorista. Olhou ao redor, percebendo que estava sendo cercada novamente.

Estudantes corriam para o outro lado do colégio, saindo por outro portão, muito mais a longe daquela parte do colégio, aonde Daisy e o motorista estavam.

Um carro passava pela rua, buzinando e atropelando alguns zumbis. Daisy olhou para os lados, vendo os zumbis cada vez mais próximo deles, logo empurrou o motorista para frente de um, e saiu correndo.

Os outros zumbis também avançavam no homem, não ligando mais para Daisy que já estava um pouco longe dali.

O homem gritava de dor. Mordiam seus braços, rosto, pescoço e tudo.

Daisy olhou para trás, vendo um mar de sangue pelo chão. O homem gritou alguma coisa, provavelmente xingando a garota. Voltou a olhar para frente, vendo uma de suas amigas de outra sala, passar por sua frente.

– Stephanny! –Daisy a chamou.

– Daisy! Sorte que você ainda está aqui. To tentando ligar para os meus pais, mas não consigo, vocês sabem se os outros estão b..-Antes que ela pudesse completar a frase, um grupo de três zumbis correram em sua direção, agarrando a garota, a jogando no chão.

Ela gritava.

– DAISY!!! DAISY!! –Stephanny levantou um dos braços, chamando por ela.

Daisy não queria mais matar ninguém, se sentira muito culpada pela a morte do motorista e foi culpada. A culpa era toda dela, mas ela estava tão desesperada que não sabia o que fazer, só pensava em uma coisa: sobreviver.

Daisy agarrou os ombros de um zumbi que estava por cima de Stephanny . O que estava fazendo?! Era loucura. O puxou para si, até ele se bater e gemer com Daisy tentando prende-lo, logo se virando, abrindo completamente sua boca, pronto para abocanha-la.

Daisy olhou para a amiga caída no chão.

– EI SEUS PEDAÇOS DE MERDA! –Gritou. Dois zumbis seguiram Daisy, mas um ficou por cima de Sthephanny, que tentava afasta-lo dela, logo o zumbi arranhou sua mão.

Daisy empurrou o zumbi e correu, mas ele agarrou seu cabelo. A garota gritava se rebatendo tentando se soltar do monstro.

– STHEPHANNY! DAISY! –Uma garota chegara. Tinha cabelos loiros curtos e lisos até mais ou menos o ombro, olhos verdes e em sua mão segurava um..extintor de incêndio?

– EMILLY! ME AJUDA! –Sthephanny depois de muito lutar, conseguiu empurrar o zumbi para o lado.

Quando foi se levantar, o zumbi foi mais rápido que ela, e agarrou seu braço, arranhando mais ainda. Sthephanny gritou, tentando se soltar.

Emilly agarrou fortemente o extintor de incêndio, o erguendo, logo acertando-o na cabeça do zumbi, e a esmagando no chão.

– VOU ESTORAR TODOS OS SEUS MIOLOS! -Batia várias vezes na cabeça do zumbi com o extintor de incêndio, até ele parar de se mexer.

Sthephanny se soltou do zumbi ,caindo no chão, respirando ofegante, olhando aterrorizada para a cabeça do zumbi esmagada caída logo ao lado dela. Logo se lembrando de Daisy.

Daisy chutou a barriga do zumbi, e ele puxou um pouco de seus cabelos, arrancando alguns fios de sua cabeça. Daisy gritou e correu para a frente.

Mais zumbis se aproximavam ao redor dela, quando percebeu, estava sendo cercada.

Subiu num banquinho não muito alto ali do pátio, balançando os braços, pedindo ajuda as amigas.

– EI, SEUS IDIOTAS, AQUI! –Emilly gritou para os zumbis, logo eles a seguiram.

Daisy desceu do banquinho, olhando ao redor, procurando por algo para se defender, logo encontrando um taco de beisebol jogado na grama ao lado de um zumbi morto.

Pegou o taco e correu em direção a um zumbi que seguia suas amigas. O zumbi se virou, gemendo, aproximando os braços de Daisy. Daisy agarrou firme o taco e o bateu na cara do zumbi, que sangrou rapidamente.

Ele não parou de se mexer, agarrou o taco de beisebol, o ensanguentando ainda mais. Daisy o puxou para si, soltando-o da mão do zumbi.

Daisy tremia enquanto segurava o taco, avançou o taco no rosto do zumbi novamente, mas foi fraco demais, ela gritou ao zumbi agarrar novamente o taco, e o soltou correndo em direção das amigas, ficando as três de costas uma para a outra.

– Precisamos pensar em algo. –Disse Emilly.

– J-Jura?-Perguntou Daisy.

– Atacar não dá com um extintor de incêndio. –Observou Sthephanny.

– Ei, eu esmaguei a cabeça de um com isso. –Disse Emilly. –Não podemos atacar, mas podemos confundi-los. –Emilly puxou a cordinha do extintor, e fumaça branca espalhou-se, a fazendo se perderem do zumbi. Emilly soltou o extintor, enquanto ele espirrava aquele ar, e as três correram para dentro da escola.

– Não! –Parou Daisy. –É loucura entrar aqui! Eu vi o que tem lá dentro, todos nós vimos, é um lugar suicida!

Sthephanny caiu no chão, agarrando o próprio braço, gritando e gemendo de dor. –Tá doendo... arghh!

A fumaça branca do extintor de incêndio havia parado, e os zumbis saiam de dentro dela, avistando novamente as três garotas. Aumentaram um pouco a velocidade de como se arrastavam, abrindo a boca, e erguendo os braços, loucos para fazerem um lanche humano.

– Acho que não temos muita escolha... –Emilly assustou-se, agarrando o braço de Sthephanny a levantando do chão, e correndo com ela e Daisy para os corredores do colégio.

– Argh!!! –Sthephanny gritou de dor. –Meu braço está doendo, não aperte muito! –Sthephanny empurrou Emilly e caiu no chão, fraca.

Os zumbis se aproximavam cada vez mais e mais rápido ainda.

– STHEPHANNY! –Gritou Emilly.

Sthephanny estava pálida, caída no chão, tentando se levantar.

Emilly correu até ela, enquanto Daisy entrava correndo para a cozinha da escola logo ali ao lado de Sthephanny.

– Daisy! –Gritou Emilly por ajuda.

Os zumbis finalmente a alcançaram, avançaram sobre Sthephanny sentada no chão que tentava fracamente se levantar. Emilly gritou, se afastando, vendo horrorizada a cena de sua amiga sendo mordida pelos zumbis que arrancavam sua pele com toda sua força, alguns enfiavam a mão por dentro da barriga de Sthephanny agarrando as tripas da garota e levando até a boca, e se saboreando com carne humana dela.

Daisy gritou de dentro da cozinha, saindo de lá em disparada e fechando a porta,arregalando os olhos ao ver aquela terrível cena.

– AONDE VOCÊ ESTAVA QUANDO EU TE CHAMEI SUA INÚTIL?! –Gritou Emilly para Daisy.

– Eu tinha pegado uma faca p-para ajudar...-Daisy assustou-se, agarrando o cabo da faca.

Emilly tirou a faca de Daisy rapidamente, a erguendo em direção da cabeça de Daisy, a fuzilando com o olhar. –Ela morreu...e a culpa é toda...-Emilly abaixou a faca aos poucos, com lágrimas escorrendo em seus olhos. –Me desculpa...eu perdi o controle, eu...

Um zumbi se aproximava de Emilly.

– EMILLY, CUIDADO! –Gritou Daisy.

Antes que Emilly pudesse fazer qualquer coisa, um facão atravessou o pescoço do zumbi, cortando sua cabeça, logo o corpo dele caiu no chão.

Um garoto loiro de olhos verdes, olhou para Emilly, com seu rosto um pouco sujo de sangue, rindo para a garota. –Emilly ?

– Josh! –Ela abraçou o garoto, ainda chorando. –Como você veio...porque...é...

O garoto a beijou. –Eu tinha que proteger você.

Emilly corou, limpando as lágrimas. –Essa é Daisy...minha amiga.

– O-olá... –Daisy acenou para ele, ainda em choque.

– O que aconteceu? –Josh perguntou.

Emilly olhou para Sthephanny já morta sendo devorada pelos zumbis.

– Ah. Eu sinto muito.

Os zumbis começaram a deixar o corpo da garota de lado.

– Acho melhor irmos logo. –Disse Daisy e os três correram para frente do corredor.

Josh cortou mais cabeças de zumbis com seu facão e Emilly acertava a cabeça de outros com a faca que Daisy havia pegado, se ela havia pegado, porque não usou desde que pegou?

Um grupo de alunos desceram a escada do colégio correndo, e gritando.

– CORRAM!

Daisy, Emilly e Josh, olharam confusos, até que vários gemidos se aproximavam da escada e um grupo de zumbi de oito estudantes se aproximavam, correndo.

Eles entraram na primeira sala que viram, fechando a porta por dentro, colocando um armário de lá de dentro na frente da porta. Observaram assustados pela janelinha de vidro da porta, vendo os zumbis correram pelo corredor.

– Estamos no inferno...-Sussurrou Daisy, levantando uma cadeira caída daquela sala, se sentando nela, e abaixando a cabeça na mesa, começando a chorar.

– Abaixem. –Murmurou Josh, olhando para a Janela daquela sala, que dava para ver o pátio e uns brinquedos para as crianças menores do colégio destruídos, uma casinha de madeira, balanços e gangorras. Zumbis passavam por ali.

Quando Daisy e Emilly notaram, abaixaram-se no chão também.

– Podemos sair daqui pela janela? –Perguntou Emilly baixinho.

– Senão tiver lindos zumbis do outro lado para nos devorar, saímos numa boa. –Respondeu Josh.

– Mas tem... –Disse Daisy.

– Não tem problema. –Disse Josh agarrou seu facão, e bateu com ele na janela, até ela se quebrar. Pulou para o lado de fora, caindo na grama, se escondendo em um arbusto ao todos aqueles zumbis se virarem, procurando de onde viera aquele barulho de vidro se quebrando.

Os zumbis viram Daisy e Emilly ainda dentro da sala, olhando assustadas. Todos eles foram em direção a janela. Sete no total.

Josh encolheu-se mais no arbusto, observando os zumbis se aproximarem da sala.

– Saiam pelo outro lado –Sussurrou Josh para as garotas.

Um zumbi notou a voz e olhou para o arbusto, caminhando até ele lentamente.

– JOSH! –Emilly gritou.

O zumbi caiu em cima do arbusto, e não demorou muito até que Josh encravasse seu facão no pescoço do zumbi e atravessa-lo até sua cabeça.

Boa notícia: Josh sobrevivera.

Má notícia: Os zumbis perceberam sua presença e o seguiram.

– VÃO! –Gritou Josh de volta e correu para o centro do colégio, desviando dos zumbis que passavam ao seu redor, as vezes tendo que cortar os braços de alguns para deixa-lo em paz.

Emilly olhava a cena dos zumbis seguindo seu namorado e alguns tentando entrar na sala. Estava paralisada, agarrou a faca forte e pulou para o lado de fora da sala, correndo atrás de Josh.

– JOSH! JOSH!

– EMILLY ,ESTÁ LOUCA?! –Gritou Daisy, assustada, olhando os zumbis entrarem na janela da sala de aula.

Procurava por coisas pelo armário daquela sala de aula, jogando apagadores, giz , lápis, tudo que pudesse arremessar para atrasar os zumbis. Mas não adiantara de nada. Finalmente encontrara uma coisa afiada o bastante para penetrar na pele: uma tesoura. Mas nunca iria matar todos aqueles zumbis com uma tesoura. Fez a coisa mais inteligente que pensou no momento: Abriu a porta de saída daquela sala.

Deu um grito enorme ao se deparar com um zumbi que estava a frente da porta. Ele avançou com os braços para cima de Daisy, mas ela encravara a ponta da tesoura na cabeça dele, a forçando para dentro o mais forte que ela podia.

– VAMOS LÁ! Aarghhh –Quando o zumbi estava a poucos centímetros de arranha-la, ou até mesmo tocar sua pele, ele parou de se mexer e caiu no chão.

Daisy fechou a porta da sala aonde entrava os zumbis e olhou o corredor. Por sorte não havia nenhum zumbi por ali, só alguns, longe dela que nem mesmo notara sua presença.

Correu para o centro da escola, procurando pelos amigos. Viu uma mulher desmontando de uma moto, gritando por seu filho.

– AONDE VOCÊ TÁ?! –Gritava a mulher, chorando. Josh passou correndo, e os zumbis perderam interesse nele ao ver a mulher, se jogaram em cima dela, devorando toda sua carne. A mulher gritava, tentando se soltar, mas não teve a mínima chance com cada zumbi mordendo uma parte de seu corpo.

Josh voltou e cortou a cabeça de uns zumbis que devoraram a mulher. Levantou a moto dela e a montou.

– EMILLY! –Gritou Josh.

Emilly vinha correndo segurando sua faca que estava ensanguentada. Josh ligou a moto e correu com ela até Emilly. Emilly a montou , envolvendo os braços na cintura de Josh e os dois começaram a andar em disparada pelo colégio com a moto.

– JOSH! EMILLY! –Gritou Daisy, correndo atrás da moto.

Emilly olhou para trás, mas logo os dois estavam fora da escola.

Daisy estava sozinha. De novo. Queria sentar ali no chão gritar e chorar. E ficaria se os zumbis não estivessem a seguindo. Lembrou-se do porão atrás da escola, correu para lá, com seu rosto suando e seu coração batendo a mil. Levantou a porta de madeira do chão e desceu as escadas.

Uma bala de tiro passou de raspão em seu braço. Caiu para o lado, assustando-se com uma garota ruiva no fundo da sala, com uma roupa militar, apontando a arma para Daisy.

– O-oque? –Daisy gaguejou.

A garota abaixou a arma lentamente. –Você é da classe do João?